NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

LINGUÍSTICA - Egício Reformado: "Na Língua de Meus Pais"

3ª DE QUATRO PARTES



Richard G. Grant.

© Copyright 1999
Tradutor Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – Julho/2013

·      Conclusão
·      Referências

O Transcrito de Anthon


Joseph Smith nos diz que pouco depois de receber as placas douradas ele fez uma cópia de alguns dos caracteres encontrados naquelas placas, junto com sua tradução. Esta [cópia] foi dada a Martin Harris, um rico fazendeiro que havia demonstrado algum interesse no trabalho de Joseph. Martin foi instruído a levá-la a  “a alguns dos homens mais instruído desta geração e pedir-lhes uma tradução dela”.(4)




Martin Harris relatou que ele levou aqueles caracteres ao Professor Charles Anthon, do Columbia College, na Cidade de Nova York, e ao Dr. Mitchell, provavelmente naquela mesma cidade. Muito pouco é conhecido do Dr. Mitchell, mas a identificação do Professor Anthon e suas credenciais são claras. O Professor Anthon era, talvez, o homem mais bem informado na América sobre o assunto dos idiomas antigos.

A história da visita de Martin Harris ao Professor Anthon é bem conhecida. Ele relatou que “apresentou os caracteres que haviam sido traduzidos junto com a tradução deles” ao professor, o qual “declarou que a tradução estava correta, mais que qualquer outro que ele havia visto antes traduzido do egípcio”. Martin relatou que o Professor Anthon identificou os caracteres como egípcios, caldaicos, assírios e arábicos, “e ele disse que eram caracteres verdadeiros”. Martin então fala do recebimento de um certificado “atestando ao povo de Palmyra que eles eram caracteres verdadeiros”, depois do que é relatado sobre Anthon ter rasgado o certificado ao saber da origem das placas douradas.

Que Martin de fato visitou Charles Anthon é bastante atestado por duas cartas do Professor Anthon concernentes a esta visita. Em cada [uma dessas cartas] Anthon nega que ele tivesse dito a Harris que os caracteres eram legítimos. Além da negação de Anthon de sua declaração, há outro problema com a história de Martin Harrys. Ele relatou que Anthon havia dito que “a tradução estava correta”. Anthon, com  todo o seu brilhantismo e treinamento não poderia ter determinado a correção da tradução. Em 1828 ninguém no mundo “havia visto muita [coisa] traduzida do egípcio”. Além disso, como Stanley Kimball declarou, “Até mesmo um egípcio reencarnado não teria traduzido os caracteres porque o ‘egípcio reformado’ havia sido tão alterado que ‘nenhum outro povo conhece’  essa linguagem."(5)

Martin Harris apenas teria inventado essa resposta do Dr. Anthon para fazer Joseph Smith sentir-se bem [com respeito à sua tradução]? Muito provavelmente não. Martin era um [dos] mais apreensivos e cautelosos apoiadores. Contudo, após o retorno de sua visita ao Dr. Anthon e ao Sr. Mitchell, ele devotou a si mesmo e seus meios em apoio ao trabalho [de tradução] de Joseph Smith.

Ele auxiliou na tradução, enfrentou a ridicularização de sua esposa e hipotecou sua fazenda para pagar a publicação [do livro]. Mais tarde ele foi excomungado d’A Igreja e viveu o resto da sua vida na sombra da ridicularização tanto de membros quanto de não membros. A despeito de tudo isso ele nunca negou seu testemunho de qualquer aspecto de seu envolvimento com o aparecimento de O Livro de Mórmon.

Mas quanto às duas cartas do Dr. Anthon negando o relato de Martin Harris sobre sua visita a ele? Detratores fizeram muito dessas cartas. O Professor Anthon era um profissional respeitado. Suas declarações quanto às afirmações [que fez] a Martin Harris devem ser respeitadas e não podem ser colocadas de lado levianamente. Ou podem?

Lembremos que Anthon escreveu duas cartas. Nossos críticos raramente se referem a ambas. Por que? Anthon não podia manter suas histórias. Em sua primeira carta ele declara que havia se recusado a dar a Harris uma opinião por escrito. Na segunda ele descreve uma opinião escrita “dada sem qualquer hesitação”, no sentido de que os caracteres “pareciam ser uma mera imitação de vários caracteres alfabéticos, e [não] tinham…  significado com nada conectado a eles”(6) , comenta Kimball. “Exceto o brilhante conhecimento, as fontes revelam-no também como um solteirão bastante excêntrico, uma pessoa com nenhum interesse externo, e um homem com nenhuma associação religiosa. As duas cartas não foram escritas por um estudioso imparcial, mas por um homem crítico e emocional tentando desembaraçar-se de qualquer conexão com pessoas que não podia entender.”(7)

O que aconteceu com a transcrição de caracteres que Martin Harris levou a Anthon? Anos mais tarde David Whitmer declarou possuir este transcrito. Nada é sabido de como ele poderia tê-lo obtido. Após sua morte ele foi dado à Igreja Reorganizada e permanece em sua posse. Munerosas cópias têm largamente circulado e comentadas. Não há ninguém hoje em dia de declare ter habilidade para traduzir este documento, entretanto, há algumas coisas interessantes que podem ser ditas a respeito dele.

CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA