NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

GEOGRAFIA - Exame do Pensamento Geográfico do Livro de Mórmon


Exame do Pensamento Geográfico do Livro de Mórmon
Excertos de Exploring the Lands of the Book of Mormon

Joseph L. Allen, Ph.D.

Joseph L. Allen recebeu seu grau de Ph.D. Em Escrituras Antigas e Modernas com ênfase em O Livro de Mórmon e Mesoamérica na Brigham Young University. Como um professor e palestrante, o Dr. Allen serviu no Sistema Educacional d'A Igreja por 18 anos. Joe e Rhoda já viveram em Utah, Idaho, Arizona, Texas, Chihuahua, Cidade do México, Cidade da Guatemala e Espanha enquanto cumpriam designações da Igreja ou empreendimentos comerciais.
Dr. Allen é o autor dos livros Exploring the Lands of the Book of Mormon e Sacred Sites, que apresentam análises detalhadas e estudos de descobertas arqueológicas em sítios propostos como lugares onde ocorreram eventos do Livro de Mórmon.

Não seria uma má ideia comparar as ruínas das cidades [encontradas pelas explorações] do Sr. Stephens com as cidades do Livro de Mórmon. Luz se apega à luz e fatos são apoiados por fatos. A verdade não injuria a ninguém.” (Joseph Smith, Times and Seasons 3:927)

Desde a publicação do Livro de Mórmon em 1830, muitas tentativas foram feitas e ainda continuam, para estruturar O Livro de Mórmon num cenário geográfico. Algumas teorias têm sido apresentadas com aspecto dogmático, enquanto que outros determinam tentativas cautelosas. A frustação tem feito com que muitos membros d'A Igreja ignorem completamente tudo o que se parece com geografia do Livro de Mórmon.

Eu suspeito que mudanças em minha vida tenham acontecido gradualmente enquanto acompanho centenas de Santos dos Últimos Dias a viagens de Nova York ao Peru. Após anos de pesquisas, estudos e viagens pelas Américas, cheguei à conclusão de que entender as possíveis culturas nas quais O Livro de Mórmon emergiu é algo que tem grande valor. Além disso, sinto que eu estaria sendo falso para com minhas convicções pessoais se eu não “procurasse nos melhores livros e aprendesse mesmo pelo estudo e pela fé”. Eu cheguei à conclusão de que quanto mais aprendo sobre a história, cultura e geografia do Livro de Mórmon, mais entendo esse livro.

Subsequentemente eliminei o Peru como cenário para O Livro de Mórmon, já que as evidências arqueológicas são mínimas e as evidências linguísticas são nulas quando comparado com a Mesoamérica. Nem o período de tempo arqueológico corresponde substancialmente com O Livro de Mórmon. Apesar de o Peru ter sido o meu primeiro amor, cheguei ao entendimento de que as ruínas de Machu Pichu e de outros sítios incas são posteriores ao Livro de Mórmon. O Peru mostra evidências de culturas menores, existentes durante a época do Livro de Mórmon, mas certamente não na época em que O Livro de Mórmon parece exigir, e não no âmbito das civilizações já descobertas e documentadas na Mesoamérica.
http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/04/machu-picchu.jpg

 Apenas quando eu me satisfiz com a Mesoamérica, (e somente a Mesoamérica se encaixa nos padrões culturais, linguísticos, arqueológicos requeridos pelo Livro de Mórmon), então eu me senti confortável ao tentar propor um panorama geográfico em relação ao Livro de Mórmon.

Daquela época em diante eu tenho sempre tentado ser verdadeiro a dois ou três critérios. Esta declaração significa simplesmente que se fizermos uma hipótese geográfica para O Livro de Mórmon, devemos testar tal hipótese com a arqueologia, a cultura e com a história tradicional da região. Na ausência desses três testemunhos, sinto que estaríamos pisando sobre terreno duvidoso. Por outro lado, ser fiel ao Livro de Mórmon é imperativo, ou seja, locais em relação uns aos outros, direções em relação umas às outras, e distâncias em relação umas às outras devem ser academicamente confiáveis de acordo com o próprio texto do Livro de Mórmon.

Qualquer estudo da geografia do Livro de Mórmon deve aderir estritamente aos critérios que não alterem o texto do Livro de Mórmon, ao mapa proposto, nem aos sistemas de datação científica já estabelecidos. A localização das terras, oceanos, rios, cadeias de montanhas e limites em relação às distâncias e posições relativas no Livro de Mórmon devem coincidir.



1830‑1847

Templo maia de Tulum, litografia de Catherwood, de Views of Ancient Monuments

Onze anos depois que O Livro de Mórmon foi publicado, foi publicado um livro intitulado Incidents of Travel in Central America, Chiapas, and Yucatan, escrito por John Lloyd Stephens. Acompa­nhado por um artista chamado Frederick Catherwood, Stephens vis­itou algumas das antigas ruínas da Mesoamérica. Seu livro não apenas causou grande interesse entre o grande público, mas também prendeu a atenção de membros d'A Igreja de Jesus Cristo em Nauvoo. A publicação d'A Igreja Times and Sea­sons, comentou em diferentes ocasiões a obra de Stephens. Alguns desses comentários seguem abaixo:


Fatos são coisas inflexíveis. De um resumo de Stephens em seu livro "Incidents of Travel in Central America," será visto que a prova de que nefitas e lamanitas habitaram neste continente, de acordo com o relato do Livro de Mórmon, está se desenvolvendo de uma maneira mais satisfatória do que o mais sanguíneo crente nessa revelação poderia ter antecipado. Ele certamente nos oferece uma gratificação que o mundo da humanidade não goza, dar publicidade a tão importante desenvolvimento dos restos e ruínas daquele poderoso povo.” (Times and Seasons 3:921‑22)


A publicação d’A Igreja também reportou:

“Os grandes desenvolvimentos de antiguidades do Sr. Stephen são descobertos aos olhos de todos os povos na leitura da história dos nefitas no Livro de Mórmon. Eles viveram perto da estreita faixa da Terra que atualmente abrange a América Central… Quem teria sonhado que em doze anos haveria de se desenvolver tal irrefutável testemunho do Livro de Mórmon: Certamente que o Senhor opera e ninguém O pode impedir.

Litografia de Catherwood' de Stela D, Copan (1844), de Views of Ancient Monuments

Não seria uma má ideia comparar as ruínas das cidades [encontradas pelas explorações] do Sr. Stephens com as cidades do Livro de Mórmon. Luz se apega à luz e fatos são apoiados por fatos. A verdade não injuria a ninguém.” (Joseph Smith, Times and Seasons 3:927)

1847‑1900
Depois que os Santos chegaram no Vale do Lago Salgado em 1847 e durante o final da década de 1800, bem pouca informação adicional se espalhou do México e da América Central com respeito a antigas civilizações.

O pensamento que era representativo daquela época é resumido por Orson Pratt, quando ele delineava o cenário histórico do Livro de Mórmon. Sua filosofia geográfica se tornou parte do pensamento geral dos Santos dos Últimos Dias pelos próximos 100 anos. Ele deu vários discursos sobre esse assunto, começando em 1868.
Orson Pratt
A premissa geográfica básica de Pratt era que todo o continente norte Americano era a Terra do Norte e todo o continente sul americano era a Terra do Sul. O Istmo do Panamá era designado como a Estreita Faixa de Terra. Ele propôs que Leí desembarcou próximo a Valparaiso, no Chile.

B. H. Roberts, grande defensor do Livro de Mórmon e contemporâneo de George Reynolds, estudou os movimentos intercontinentais dos nefitas durante o período de 600 a.C. a 46 a.C. e concluiu que os nefitas estavam confinados a uma área relativamente pequena. Ele se refere à migração de 55 a.C dos nefitas para a “terra que ficava ao norte”, e faz a seguinte declaração:

“Aqui será próprio dissipar o que eu considero como uma falta de compreensão da extensão da ocupação nefita do continente norte neste período da história nefita... entretanto não há evidência que justifique tal conclusão quanto à extensão da ocupação nefita no hemisfério ocidental em 46 a.C.
“Concluo, portanto, que esta migração dos nefitas nesta época não se estendeu muito mais longe [em direção] ao norte do que as partes do sul do México, [o que quer] dizer aproximadamente o grau 22 de latitude norte; em outras palavras, os nefitas estavam ocupando o lugar do império e civilização jaredita, e a terra de Moron, que os nefitas chamavam de “desolação”. (B.H. Roberts 2:199‑200)
Brigham Henrry Roberts
Entretanto, essa escola de pensamento enquanto refletida nos escritos de Orson Pratt e George Reynolds, parece aceitável à maioria dos membros d’A Igreja e virtualmente se tornou uma “tradição mórmon”.

No final dos anos de 1800, emergiu uma quantidade de teorias que propunham cenários geográficos contrastantes para O Livro de Mórmon. Esse tipo de ambiente levou George Q. Cannon, membro da Primeira Presidência em 1890, a fazer a seguinte declaração:

“Há uma tendência, fortemente manifestada no presente tempo entre alguns dos irmãos, de estudar a geografia do Livro de Mórmon. Temos ouvido de numerosas palestras, ilustradas por mapas sugestivos, sendo distribuídos sobre esse assunto durante o atual inverno, geralmente sob os auspícios das Associações de Melhoramentos e Escolas Dominicais.

“Temos sido levados a esses pensamentos a partir do fato de que esses irmãos que palestram sobre as terras dos nefitas ou a geografia do Livro de Mórmon não estão unidos em suas conclusões...

“A Primeira Presidência tem sido frequentemente solicitada a preparar algum mapa sugestivo e ilustrativo da geografia nefita, mas nunca consentiu a fazê-lo, nem sabemos de qualquer dos Doze Apóstolos que tomaria tal tarefa. A razão é que sem maiores informações eles não estariam preparados nem mesmo para sugerir...

“...Temos fortes objeções para a introdução de mapas e sua circulação entre nosso povo que professam dar a localização das cidades nefitas e seus povoamentos..” (Cannon 18‑19)
George Quayle Cannon
A declaração do Presidente Cannon ainda é encontrada na literatura educacional d’A Igreja hoje em dia, mesmo à luz do fato de que uma abundância de conhecimento a respeito das antigas culturas da Mesoamérica tem surgido. Esta atitude tem desenvolvido entre alguns Santos dos Últimos Dias a tendência de ignorar totalmente qualquer estudo da história e da geografia do Livro de Mórmon. O Presidente Cannon concluiu apoiando a ideia de estudarmos a geografia em relação ao período de tempo do Livro de Mórmon como segue:

“Certamente que não poderá resultar em dano o estudo da geografia desse continente no tempo em que ele foi povoado pelos nefitas, retirando toda informação possível desse [sagrado] registro que foi traduzido para o nosso benefício.” (Ibid)

1900‑1950

Em 1901, Benjamin Cluff, president da Brigham Young Acad­emy, antecessora da Brigham Young University, requereu e recebeu permissão da Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para organizar a "Expedição Zarahemla" cuja intenção era localizar a Terra de Zaraemla. Cluff sentiu que uma descoberta dessa natureza seria vantajosa para a instituição educacional d’A Igreja. O sentimento geral dos organizadores da expedição era que a terra central do Livro de Mórmon ficava nas Américas Central e do sul. Quando a expedição chegou ao Istmo de Tehuantepec, eles registraram o seguinte:

“Entramos geograficamente na América Central e Tehuantepec e”, pensamos, "entramos na terra do Livro de Mórmon ao mesmo tempo”.

Então, o pensamento geral do dia era que a história do Livro de Mórmon cobria um grande montante de terras da América do Sul até a América do Norte, entretanto, com respeito às realizações da expedição de 1901,Cluff escreveu que a expedição:

1.                  Serviu para abrir o conhecimento do povo mórmon sobre países da América do Sul onde acreditavam que os nefitas e lamanitas viviam.
2.                  2. Provavelmente forneceu algumas evidências que colaboraram com a teoria de Anthony Ivins e outras autoridades do Livro de Mórmon de que a estreita faixa de terra falada no Livro de Mórmon como sendo a jornada de “um dia de sábado” para um nefita, do mar, é o Istmo de Tehuantepec.
3.                  Ajudou a aumentar o interesse nas antigas ruínas das Américas Central e do Sul e assim estimular estudiosos a fazerem tudo o que puderem para datar a construção daquelas ruínas. (Roberts e  Cluff 162; tirado de Wilkinson e Skousen 161)
Em 1916, Joel Ricks publicou alguns trabalhos com mapas chamados "Helps to the Study of the Book of Mormon" (Auxílios para o Estudo do Livro de Mórmon). Seu trabalho representou uma das primeiras tentativas de localizar o Livro de Mórmon num mapa.
Istmos de Tehuantepec

Em 1919, Lewis E. Hills, membro da Igreja Reorganizada, propôs mapas com localização da Mesoamérica. Ele determinou Veracruz, México, como o lugar onde tanto os jareditas quanto os mulequitas viveram, e El Salvador com a terra dos nefitas.

Em 1920, as declarações geográficas nas notas de rodapé do Livro de Mórmon foram retiradas.

Declaração: a história do Livro de Mórmon aconteceu no Continente Americano do Norte e do Sul. A América do Sul é a Terra do Sul e a América do Norte é a Terra do Norte. A Estreita Faixa de Terra o Istmo do Panamá, e as últimas batalhas registradas no Livro de Mórmon foram lutadas em Nova York, no Monte Cumorah.

Teoria Geográfica Limitada: Uma nova teoria se levantou na geografia do Livro de Mórmon sugerindo que as distâncias relativas no Livro de Mórmon eram bem menores do que tradicionalmente aceito. Um escritor, Niles Washburn, desenvolveu um mapa mas se refreou de o correlacionar com um mapa existente.

A abordagem da teoria geográfica interna parecia estável na literatura autorizada da Igreja. Como evidenciado por um artigo que apareceu em 1938 nas publicações da Igreja, a revista  Improvement Era. Lynn C. Layton foi autor do artigo mas esta apresentação é única em que ela não tenta colocar a cena de ação no mapa atual, mas meramente indica as posições relativas de um lugar com respeito a outro, como inferido do estudo do texto. (Improvement Era 1938:394‑95)

Outro importante evento que definiu a precedência para o estudo da história e geografia do Livro de Mórmon. O Elder John A. Widtsoe, membro do Quorum dos Doze Apóstolos organizou o  Department of Archaeology at Brigham Young University. Então o Dr. Wells Jakeman, que na época havia recentemente recebido o grau de Ph.D. em Arqueologia da Universidade de Berkeley, foi escolhido como presidente do recém formado departamento. O Dr. Jakeman se tornou conhecido como o pai da arqueologia do Livro de Mórmon. Ele seguiu a abordagem da teoria geográfica limitada para o cenário do Livro de Mórmon e propôs que sua história aconteceu na área chamada Mesoamérica. Esta proposta se tornou conhecida como a “Teoria Limitada de Tehuantepec".

Max Wells Jakeman (1910 – 1998)

Thomas Ferguson se tornou um entusiasta nos estudos do Livro de Mórmon em relação a arqueologia. Ele fez a primeira de 25 visitas ao México em 1946 e a última em 1983, um mês antes do seu falecimento. Assim como Jakeman, Ferguson favoreceu a Mesoamérica ou a "Teoria Limitada de Tehuantepec" – que diz que virtualmente toda a história registrada no Livro de Mórmon ocorreu no México e na América Central. Em 1947 Ferguson escreveu um manual de 78 páginas intitulado Cumorah‑Where? Cumôra – Onde?)

1950-1989

Uma organização chamada de Society for Early Historic Archaeology – SEHA (Sociedade de Arqueologia Histórica Antiga) foi formada na Brigham Young University, com Wells Jakeman como seu presidente.

Thomas Stuart Ferguson se tornou uma força motriz na arqueologia mesoamericana e do Livro de Mórmon. 1950, ele e Milton R. Hunter, membro do Quorum dos Setenta, publicaram o livro Ancient America and the Book of Mormon (América Antiga e O Livro de Mórmon) Em 1958 Ferguson escreveu o livro One Fold and One Shepherd (Um Rebanho e Um Pastor).
Thomas S. Ferguson 

Os incansáveis esforços de Ferguson na pesquisa do Livro de Mórmon e da Mesoamérica levou ao estabelecimento da New World Archaeological Foundation – NWAF (Fundação Arqueológica Novo Mundo), que recebeu apoio financeiro d’A Igreja à partir de 1955. De 1961 até hoje essa organização se tornou conhecida como BYU­NWAF. In 1988, seu quartel geral foi mudado para o campus da Brigham Young University, em Chiapas, México.

O arqueólogo Gareth Lowe serviu como director de campo durante a maior parte desse tempol. Howard W. Hunter, membro do Quorum dos Doze, serviu como president dessa organização. Thomas Ferguson serviu como secretário até seu falecimento.

Os arqueólogos Bruce Warren, Garth Norman, Tom Lee, and Pierre Agrinier, juntamente com dezenas de estudantes e trabalhadores, fizeram da NWAF a entidade líder em arqueologia mesoamericana durante estes muitos anos. A ênfase foi colocada na pesquisa arqueológica sem inferência no Livro de Mórmon. (Para uma análise mais detalhada da NWAF, ver The Messiah in Ancient America, pp. 247‑84.) de Warren e Ferguson.

Garth Norman
De 1950 a 1980, as duas mais proeminentes escolas de pensamento da arqueologia do Livro de Mórmon continuaram a existir, como seguir:

1.      Uma quantidade de autores e membros d’A Igreja endossam a “Teoria Limitada de Tehuantepec".

2.      Outros autores e membros d’A Igreja se apegaram ao conceito tradicional das Américas do Norte e do Sul, expressando forte sentimento de que Nova York foi o local das batalhas finais do Livro de Mórmon.

Durante os anos décadas de 1950 e 1960, um tipo de febre geográfica fez com que muitos membros d’A Igreja pensassem erroneamente que tudo que viesse das Américas Central e do Sul estivesse relacionado com O Livro de Mórmon. Esta abordagem shotgun, em muitas ocasiões, não considerou a datação dos locais. Entusiasta rotulavam tudo aleatoriamente como se fosse relacionado ao Livro de Mórmon.

O livro Ancient America and the Book of Mormon, de Milton R. Hunter e Thomas S. Ferguson publicado em 1950, demonstrou uma séria tentativa de correlacionar os registros das Crônicas Espanholas com as culturas do Livro de Mórmon, inclusive na época em que as primeiras porções dos registros de Ixtlilxochitl foram traduzidos para o idioma inglês. Como declarado, Ferguson publicou sua obra One Fold and One Shepherd in 1958, e em 1959 Hunter publicou o livro Christ in Ancient America (Cristo na América).
Milton R. Hunter

Para a maior parte, entretanto, a literature educacional d’A Igreja reflete um tipo de atitude que evita não se comprometer. Em 1976 o Dr. Daniel Ludlow, professor de Religião da Brigham Young University, escreveu a obra A Companion to Your Study of   the Book of Mormon. Como um estudioso do Livro de Mórmon e da Bíblia, o Dr. Ludlow seguiu o padrão de desenho de um mapa geográfico interno sem referências a um mapa já existente.

Entretanto, a maioria dos escritores atuais e o corrente pensamento acadêmico parece ser a favor de um cenário mesoamericano para O Livro de Mórmon. Este desenvolvimento tem surgido como resultado de intensos estudos tanto da Mesoamérica quanto do próprio Livro de Mórmon.

Sorenson, que abriu as portas para mais pesquisas, apresentou O Livro de Mórmon em relação a sítios arqueológicos mesoamericanos. Sua detalhada análise culminou com um trabalho de uma vida inteira de trabalho como antropólogo e estudioso mesoamericanista. Seu trabalho acadêmico determinou o estágio para estudos adicionais sobre esse assunto. Sorenson serviu como presidente do Departamento de Antropol­ogia da Brigham Young University de 1978 até 1986, ano em que se aposentou.

Num discurso na Faculdade da Brigham Young University, o Presidente Spencer W. Kimball disse:
“A cultural amanita/nefita significa muito para o povo d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e é apropriadamente. Aqui na B.Y.U. não devemos ter a maior coleção de artefatos, relatos, registros e escritos concernente a eles no mundo? Através de revelação nós temos recebido muito conhecimento com respeito a esses povos. Não deve então a B.Y.U. ser preeminente nesse campo da cultura? (Spencer W. Kimball, Faculty Address, September 12, 1967, Brigham Young University)
Spencer W. Kimball

Em 10 de Novembro de 1985, O Presidente Ezra Taft Benson foi separado com Profeta, Vidente e Revelador de Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em seu primeiro discurso na Conferência como Presidente, em Abril de 1996, ele proclamou vividamente a importância do Livro de Mórmon com fortes palavras:
Ezra Taft Benson

“A menos que leiamos O Livro de Mórmon e demos ouvidos aos seus ensinamentos, o Senhor declarou na Seção 84 de Doutrina e Convênios que toda A Igreja está sob condenação: "E esta condenação repousa sobre os filhos de Sião, mesmo para sempre." (D&C 84:56)

O Senhor continua: "E eles permanecerão sob esta condenação até que se arrependam e se lembrem do novo convênio, mesmo O Livro de Mórmon e os antigos mandamentos que eu lhes dei, não somente para falar, mas para fazer de acordo com o que eu tenho escrito." (D&C 84:57)

Agora nós não apenas precisamos falar mais a respeito do Livro de Mórmon, mas precisamos a agir mais com ele...
O Profeta Joseph Smith disse:

"O Livro de Mórmon era mais correto que qualquer outro livro na terra e a chave da nossa religião, e que um homem se aproximaria de Deus seguindo seus preceitos, mais que qualquer outro livro." (Introdução do Livro de Mórmon).

O Livro de Mórmon não tem sido nem é ainda o centro do nosso estudo pessoal, ensino familiar e serviço missionário. Disso nós temos que nos arrepender...” (Benson, "Cleansing the Inner Ves­sel" 5)

Eu os abençoo com um entendimento cada vez maior do Livro de Mórmon. Eu prometo que desse momento em diante, se nos banquetearmos diariamente em suas páginas e permanecermos em seus preceitos, Deus derramará sobre cada filho de Sião e à Igreja uma bênção até agora desconhecida – e nós pediremos ao Senhor que Ele comece a retirar a condenação – a maldição e julgamento. Disso eu presto solene testemunho” (Benson, "A Sacred Responsibility")