NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

GEOGRAFIA - O Extremo ‘Oriental’ da Estreita Faixa de Terra


George D. Potter
The Nephi Project

Tradutor Elson Carlos Ferreira - Curitiba/Brasil - Julho/2010
Na Parte 4 da série de seis DVDs Descobrindo a Trilha de Leí, intitulada Discovering Nephi's Trail & His Bow Wood (Descobrindo da Trilha de Néfi e Seu Arco de Madeira), tentamos responder a seguinte pergunta:

“Onde o grupo de Leí ficou acampado enquanto Néfi fêz seu arco de madeira?”
Enquanto as famílias viajavam, de parada em parada, em lombo de camelo, ao longo da Trilha do Incenso, a distâncias entre uma parada e outra se tornavam cada vez maiores do que os caravaneiros estavam acostumados. De Medina, no sul de Turabah, a distância entre paradas era maior que 400 Km de monótono e desolado deserto.

Durante as paradas o grupo de Leí podia refazer o estoque de provisões para a jornada adiante no deserto estéril. De Turabah a trilha continuou em direção ao sul, rumando para o importante centro comercial de Bishah. Atualmente Bishah é uma cidade bastante grande com belas tamareiras e pequenas fazendas.

As antigas trilhas através das regiões central e do sul da Arábia passavam ao longo da margem do famoso deserto chamado de Rub Al Kali, que significa "O Quadrante Vazio”.

No verão, a temperatura desse local vai acima de 55 graus. Durante esta estação a areia pode chegar a temperaturas acima de 77 graus! Portanto, durante o calor do verão era impossível viajar no deserto aberto.

Quando os meses mais quentes chegavam, os viajantes que chegavam em Bishah suspendiam suas viagens e esperavam o verão passar alojados nas altas montanhas, a pouco menos de 100 quilômetros a oeste da cidade.
Consideramos este dado digno de nota porque Néfi escreveu:

E aconteceu que eu, Néfi, me dirigi ao cume da montanha, de acordo com as direções dadas na esfera.” (1 Néfi 16:30).

De acordo com O Livro de Mórmon, o grupo sofria por causa da falta de cominda. Também sabemos que Néfi teve que fazer um arco e uma flexa de madeira. Madeira própria para fazer arcos era rara na árida Arábia. Através de pesquisas, descobrimos que a madeira que os árabes do sul da Arábia usam para fazer arcos chama-se “atim”, uma variedade nativa de oliveira que cresce numa pequena região das montanhas, acima de Bishah.

Teria o grupo de Leí acampado nas montanhas a oeste de Bishah? Todos os elementos descritos no relato de Néfi parece terem existido na região de Bishah ná época desse profeta.

Apresentamos no mapa o a localização de Bishad e onde crescem as árvores de atim.