NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ANTROPOLOGIA - As Civilizações do Livro de Mórmon no Tempo e no Espaço


de M. Wells Jakeman

Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – 2007
de.jerusalem.as.americas@gmail.com


Nenhum registro do passado oferece um desafio mais excitante para os arqueólogos e outros estudantes da história humana do que o registro do Livro de Mórmon na antiga história do Novo Mundo. Este registro, em sendo verdadeiro, resolve num só golpe todos os maiores problemas da arqueologia, ou seja, a origem das antigas civilizações do Novo Mundo: 
Ele esclarece estas civilizações, não como resultado de desenvolvimento independente na América, saindo de culturas de primitivos caçadores, como geralmente se sustenta, mas como o trabalho de colonizadores brancos vindos do Velho Mundo. Ele também traz à luz uns 3 mil anos de história desconhecida do Novo Mundo, incluindo eventos de extraordinário interesse e importância. Sua veracidade ou autenticidade, entretanto, pode ser definitivamente determinada por meios científicos, isto é, pela comparação de sua história e civilizações da América Antiga com a história e civilizações deste Continente, como independentemente estabelecido pela moderna pesquisa arqueológica.

Entretanto, antes de aplicar este teste arqueológico comparativo ao registro do Livro de Mórmon, devemos estar certos de que estamos lidando com a mesma área e o mesmo período de tempo. O Livro de Mórmon não deve, certamente, ser responsável pelos desenvolvimentos na América Antiga que estejam fora da área e período das suas civilizações, mas por outro lado, ele deve concordar completamente com o teste de comparação arqueológica em sua área e período; então este teste será decisivo.

Destes dois principais aspectos (tempo e espaço) das civilizações básicas do Livro de Mórmon para que seja aplicado o teste arqueológico comparativo, o aspecto espacial ou de área de desenvolvimento apresenta o problema mais difícil. A visão mais popular entre os leitores do Livro de Mórmon quanto à área é que pode ser determinada como a “identificação geral do Novo Mundo”, ou a “Teoria do Panamá”, na qual todo o Continente Americano é considerado a área de desenvolvimento das civilizações do Livro de Mórmon, sendo a divisão da “terra do norte” da área do Livro de Mórmon, toda a América do Norte, e com a divisão da “terra do sul” toda a América do Sul, e o istmo de conexão ou a “estreita faixa de terra” o Istmo do Panamá. Em vista de certos requerimentos internos do registro, a mais recente teoria restringe a área à parte média do Novo Mundo, identificando a “terra do norte” com a região norte e central do México, a “terra do sul” com a América Central, e a “estreita faixa de terra” que faz a conexão, com o Istmo de Tehuantepec.

A identificação da terra do sul como a América Central (no lugar da América do Sul) na teoria de "Tehuantepec" está em concordância com a declaração do Profeta Joseph Smith, isto é, aquele que apresentou O Livro de Mórmon – que a cidade de Zarahenla, que ficava na “terra do sul”, se localizava na América Central. Esta teoria de “Tehuantepec” também é fortemente apoiada pelas evidências da arqueologia moderna, como será apresentado na leitura seguinte. Deve ser observado que esta restrição da área do Livro de Mórmon à parte central do Novo Mundo não exclui a possibilidade de os povos do Livro de Mórmon terem estabelecido assentamentos também em partes das Américas do Norte e do Sul, antes do fim do seu registro, fora desta área.
Quanto ao outro aspecto das civilizações do Livro de Mórmon, ou seja, o tempo ou o período de seu desenvolvimento, o registro é claramente explícito. Este era o período que iniciava uns 3 mil anos (ou mais) do terceiro milênio antes de Cristo, provavelmente de aproximadamente 2.800 a.C, de acordo com as evidências da recente arqueologia, até aproximadamente 400 AD. O primeiro e mais longo período, que terminou entre 600 e 200 a.C., foi o do desenvolvimento da primeira civilização do registro, os jareditas, um povo da Antiga Mesopotâmia Suméria. A principal região desta civilização dos “jareditas sumérios” na área do Livro de Mórmon era a “terra do norte”, isto é, a parte central e sul do México, de acordo com a teoria de “Tehuantepec” da geografia do Livro de Mórmon.
A última parte do período foi a do aparecimento de uma segunda civilização do registro, a das colônias de leítas e mulequitas da Antiga Palestina Israelita—uma cultura de nível urbano e de desenvolvimento igual à dos jareditas, fortemente centrados na religião de caráter teocrático. Esta civilização teve seu início ou estágio “formativo” na “terra do sul” (c-585-100 a.C), isto é, na América Central. Em seu estágio florescente (c.100 a.C-200 AD) eles se espalharam pela “terra do norte”, ou seja, as partes central e do sul do México, onde suas ruínas devem ser encontradas sobrepostas em adequada sequência estratigráfica, daqueles mais antigos, a civilização “jaredita suméria”. Neste ou no seguinte estágio “decadente” (c.200-400 AD)—um período de declínio religioso e desintegração social, mas na sua primeira fase, de aumento da prosperidade material e populacional – podem ter sido levados para além dos limites da “terra do norte” e da “terra do sul”, para as partes da América do Norte, norte do México e para a América do Sul.
Depois da destruição dos seus principais líderes, os nefitas, as guerras do quarto século e o fim do registro neste ponto, uma sobrevivência parcial desta civilização teocrática “israelita” (pelo menos na principal área, isto é, a Mesoamérica), pode ter acompanhado a chegada dos “gentios” ou europeus do Século XVI.