NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ARQUEOLOGIA - Origem da Teoria Mesoamericana

Edwin Mont Woolley
Book of Mormon Archaeological Forum

Tradutor Elson C. Ferreira - Curitiba - Agosto/2010




Quem propôs pela primeira vez a Mesoamérica como localização das terras e eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo?

Nota do Editor:

Em geral, os instrutores do Sistema Educacional da Igreja são aconselhados a não ensinar nada que seja associado com a geografia do Livro de Mórmon, mas isso não significa que estes instrutores não podem ter opinião pessoal a respeito da localização das terras e eventos do Livro de Mórmon.
Edwin M. Woolley, a quem os amigos afetuosamente chaman de “Mont” é um desses instrutores. Através de sua carreira ensinando no SEI, ele respeitou fielmente a política sobre não ensinar geografia do Livro de Mórmon, entretanto, da sua própria maneira ele publicou algo para esclarecer questões geográficas com nenhuma outra razão senão a de satisfazer sua sede por conhecimento e verdade. Ele é um verdadeiro crente na seguinte declaração:

“O Livro de Mórmon é um registro real de pessoas reais que viveram em algum lugar do Novo Mundo.”

Mont escreveu o artigo intitulado “The Origin of the Mesoamerican Model” (A Origem do Modelo Mesoamericano) como reflexão de sua opinião de que temos quantidades de evidências para explorar a respeito desse “algum lugar” do Livro de Mórmon.

Quando O Livro de Mórmon foi publicado pela primeira vez, se os membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tivessem alguma preocupação com respeito à geografia do livro no Novo Mundo, provavelmente eles aceitariam que esses eventos tenham acontecido na área continental dos Estados Unidos, perto de onde eles viviam. Uns poucos dos primeiros missionários foram chamados para servir missões entre os “lamanitas” que viviam perto do “deserto” (ler D&C 28:8; 32:2). Joseph Smith, na marcha do Acampamento de Sião, comentou que eles estavam viajando sobre o território ao qual ele se referiu como “as planícies dos nefitas”.

Em 1841, entretanto, John Lloyd Stephens publicou seu livro de dois volumes intitulado Incidents of Travel in Central America, Chiapas, and Yucatan.(Incidentes de Viagem na América Central, Chiapas e Yucatan) Nesse livro Stephens detalhou os resultados de suas explorações entre as ruínas de uma civilização que aparentemente se igualou àquelas do Velho Mundo.

Em 1842, foi dado ao Projeta Joseph Smith uma cópia do livro de Stephens. O Profeta e outros lídedres no escritório do editor d’A Igreja, especialmente John Taylor e Wilford Woodruff, aparentemente leram esse livro e perceberam que ele continha extensivo conteúdo que apóia a veracidade do Livro de Mórmon. Esse apoio trata com as explorações de Stephens no território hoje conhecido como Mesoamérica (a região da Cidade do México ao norte, para a fronteira oeste de Honduras e El Salvador ao sul).

Na maioria do tempo entre Março e Outubro de 1842, Joseph Smith serviu como editor do jornal d’A Igreja, o Times and Seasons (Tempos e Estações). O conteúdo do jornal era planejado e impresso no escritório do editor, a maior parte deles sob os auspícios de Joseph Smith, John Taylor, e Wilford Woodruff. Durante esse período, vários artigos associados ao livro de John Lloyd Stephens apareceram no Times and Seasons. Joseph Smith foi responsável pelo conteúdo desses artigos?

Você está convidado a ler a perspectiva de Mont Woolley a respeito dos artigos do Times and Seasons clicando no link www.bmaf.org/node/316 para ler o artigo The Origin of the Mesoamerican Model. Você ficará interessado em saber o que um instrutor do Sistema Educacional da Igreja tem a dizer sobre a origem do modelo Mesoamericano quanto à geografia do Livro de Mórmon.

Ted Dee Stoddard
BMAF - Quadro de Acessores

Origem da Teoria Mesoamericana

Não precisamos especular sobre teorias alternativas ou modelos concernentes a localização geral das terras onde ocorreram os eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo. O próprio Joseph Smith Jr. tornou claro o assunto em 1842. Desde aquela época, as evidências que apóiam suas declarações têm sido vastas e numerosas. Ele deve olhar para nós aqui em baixo, lá do seu lugar exaltado no céu, e, impressionado, pergunta a si mesmo:

“O que há na América Central que vocês não entendem?

Seus comentários são bem claros e simples com respeito a esse assunto. De acordo com seus comentários divulgados numa publicação oficial de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias, depois de identificar onde, no Novo Mundo, estão as terras do Livro de Mórmon, ele disse: “E o mistério está resolvido.”(Extract from Stephen’s ‘Incidents of Travel in Central America, Times and Seasons, 3, no. 22 - 15/Set/1842, 914). Nós examinaremos esta declaração na íntegra mais tarde.

Joseph compartilha com sua família informações concernentes aos nefitas

Mesmo antes de as placas douradas estarem na sua posse, Joseph havia tido o privilégio de ver (em visão) os nefitas, os lamanitas, suas cidades, seus animais e seu modo de vida. Reunidos junto à lareira à tarde, Joseph aproveitava a oportunidade para informar a sua família alguns detalhes com com respeito aos povos do Livro de Mórmon. Lucy Mack Smith, a mãe de Joseph, conta-nos sobre essaas conversas ao redor do fogo:

“Durante nossas tardes de conversação, Joseph ocasionalmente nos dava alguns dos mais divertidos recitais que se podia imaginar. Ele descrevia os antigos habitantes desse continente, suas reoupas, seus modos de viajar, e os animais sobre os quais montavam; suas cidades, suas construções, com cada detalhe; seu modo de guerrear; e também suas adorações religiosas. Isto ele fazia com muita facilidade, aparentementem como se houvesse passado toda a sua vida entre eles.” (Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith [Salt Lake City: Bookcraft, 1956], 83)

Joseph escreve quatro artigos identificando a América Central como as terras do Livro de Mórmon

Uma das pessoas mais qualificadas para falar com completa acuricidade onde viveram os nefitas não é outra senão o Profeta Joseph Smith Jr. Não deveríamos, então, ficar surpresos ao saber que Joseph fez exatamente isso. Na publicação oficial d’A Igreja Times and Seasons, Joseph Smith informa aos membros d’A Igreja em quatro artigos separados que as terras onde ocorreram os eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo estão localizadas na América Central. Depois de publicar extrados do livro Incidents of Travel in Central America, Chiapas, and Yucatan, de John Lloyd Stephens, começando na página 911 do volume 3 no Times and Seasons, e terminando na página 914, Joseph faz sua declaração revelatória:

“O extrato acima foi feito para ajudar os Santos dos Últimos Dias no estabelecimento de O Livro de Mórmon como uma revelação de Deus. Nos proporciona muita alegria que o mundo nos ajuda com tantas provas, que até mesmo o mais incrédulo pode duvidar.” Em seguida Joseph cita algumas passagens do Livro de Mórmon concernentes a Néfi ensinando seu povo a fazer construções, inclusive um templo conforme o modelo do templo de Salomão. Então faz a seguinte declaração:

“Os grandes desenvolvimentos de antiguidades do Sr. Stephens são feitos sob os olhos nus de todo o povo pela leitura da história dos nefitas no Livro de Mórmon. Eles viveram perto da estreita faixa de terra que agora abraça a América Central, com todas as cidades que podem ser encontradas. Leia a destruição das cidades na época da crucificação de Cristo, nas páginas 459 a 460. Quem poderia ter sonhado que doze anos poderiam ter desenvolvido tal incontroverço testemunho para O Livro de Mórmon? Certamente o Senhor trabalha e não se pode impedir.” (Times and Seasons, September 15, 1842, 3:914–15)

Conhecer as viagens e explorações de Stephens através da América Central (as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo) foi, como Joseph Smith mencionou, uma grande alegria, e ele pareceu surpreso quando disse, de acordo com minha perspectiva, “Quem poderia ter sonhado que em apenas doze anos tantos testemunhos do Livro de Mórmon poderiam vir à luz?” Esta emocionante informação veio a Joseph na época em que ele estava sendo perseguido por seus iminigos. Quando os inimigos pareciam estar perto, ele fugia para se esconder e evitar de ser encarcerado sob falsas acusações. Nestas horas de perigo, Joseph ficava com vários membros dentro e fora da cidade de Nauvoo, pessoas tais como Edwin D. Woolley, pai de John Taylor, e outros. Algumas vezes ele ficou numa ilha no meio do rio Mississippi, a poucos minutos de from Nauvoo. (Joseph Smith, History of the Church, 7 vols. [Salt Lake City: Deseret Book, 1980], 5:89) Entretanto, ele continuou mantendo constante contato com A Igreja, com seus deveres como editor do Times and Seasons, e com sua família e amigos. (See B. H. Roberts, A Comprehensive History of the Church [Salt Lake City: Deseret News Press, 1930], 2:151)

Aqueles que não têm lido cuidadosamente a história d’A Igreja têm sugerido que Joseph não fez declarações no Times and Seasons identificando a América Central como as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo porque ele estava escondido. Entretanto, durante este que foi o mais importante ano, 1842, quando muitas coisas importantes aconteceram para formar o futuro d’A Igreja, Joseph nunca esteve longe de Nauvoo e de suas obrigações. Lemos no diário de Joseph, anotações de acontecimentos do Domingo, 14 de Agosto de 1842:

“Despendi a manhã principalmente em conversações com Emma sobre vários assuntos, e lendo minha história com ela - ambos nos sentimos com bom humor e muito alegres. Escrevi a seguinte carta a Wilson Law.” Nesta carta, Joseph informava ao irmão Law, que era General da Legião de Nauvoo, que Joseph precisava ser mantido informado de todas as operações diárias. “P.S.— Eu desejo que você comunique a mim todas as informações de todas as operações, de como elas estão indo, por escrito, pelas mãos de meus ajudantes de campo.” (History of the Church, 5:94)

Que o Projeta Joseph Smith passou tempo escondido em e perto de Nauvoo é óbvio para o liligente leitor da história d’A Igreja. Observe o que Joseph escreveu em seu diário no dia 15 de Agosto de 1842:

“Quase à noite o Irmão Woolley retornou de Carthage disse que ele havia conversado com Chauncey Robinson, o qual lhe informou que ele havia apurado que os magistrados estavam determinados a ter comigo, e se eles não pudessem ter sucesso, eles mesmos, trariam uma força suficiente para procurar em cada casa da cidade, e se não pudessem me encontrar lá, procurariam no Estado,... Como declarado antes, os magistrados deixaram a cidade perto das quatro horas, dizendo que estavam indo para Carthage, mas o Irmão Woolley não os encontrou na estrada. Acredita-se que eles foram para Quincy...

“Em consequência desses relatos foi considerado sábio que alguns dos irmãos fossem e me informassem. De acordo com isso, quase às nove horas, Hyrum Smith, George Miller, William Law, Amasa Lyman, John D. Parker, Newel K. Whitney e William Clayton começaram diferentes rotas à pé e vieram ao local onde eu estava. Quando a declaração foi feita a mim, propus deixar a cidade, suspeitando que eu não não estaria mais a salvo por muito tempo, mas ao ouvir todas as declaraçoes daqueles que estavam presentes, eu disse que não deveria deixar meu atual esconderijo já; eu não pensava que houvesse sido descoberto, nem pensava que estivesse menos a salvo do que antes.” (History of the Church, 5:97)

Baseados nessa citação, Joseph estava escondido bem na cidade de Nauvoo. A visita de Emma mencionada acima foi na casa de um membro, a casa de Edward Sayers. (History of the Church, 5:92) Só para enfatizar o ponto de que o local onde Joseph Smith esteve escondido durante um período de tempo em 1842 não estava restrito a algum lugar muito distante de sua casa e dos assuntos d’A Igreja, consideremos só umas poucas dezenas de anotações do diário do Profeta:

“Quarta-feira, 24 de Agosto - Em casa todo o dia; recebi a visita dos Irmãos Newel K. Whitney e Isaac Morley. Sexta-feira, 26 de Agosto - Em casa todo o dia. À tarde, em conselho com alguns dos Doze e outros. Sábado, 28, Em casa, James Whitehead, Peter Melling, Tarleton Lewis, e Ezra Strong foram recebidos no quorum dos Sumo Sacerdotes em Nauvoo.”

Na Segunda-feira, 29 de Agosto, Joseph saiu do esconderijo completamente: “Perto do fim dos comentários de Hyrum, eu subi sobre a plataforma. Fiquei feliz ao olhar para os Santos mais uma vez, os quais eu não via por quase tres meses. Eles também ficaram felizes em me ver, e todos nos regozijamos juntos.

Meu súbito aparecimento na plataforma, sob as circunstâncias que nos envolviam, causou grande animação e alegria na assembléia. Alguns haviam suposto que eu havia ido para Washington, outros que eu tivesse ido para a Europa, enquanto que alguns pensavam que eu estava na cidade; mas qualquer que fosse a opinião que tivesse prevalecido nesse ponto, agora estávamos todos cheios de gratidão e regozijo.” (History of the Church, 5:137)

Em Setembro de 1842, Joseph estava fora do esconderijo e em desempenhava abertamente seus encargos nos assuntos da Igreja, inclusive suas responsabilidades como Editor Chefe do Times and Seasons. Ele até recebeu cartas de líderes da Igreja sob o título Editor do Times and Seasons. (History of the Church, 5:161–62)
Estranho livro apóia declarações de O Livro de Mórmon



No final de 1841, Joseph Smith recebeu uma encomenda muito curiosa em sua porta de um conhecido seu, o Sr. J. M. Bernhisel, que estava vivendo na costa leste dos Estados Unidos. Bernhisel soube das declarações de Joseph a respeito do Livro de Mórmon, como sendo um registro de antigas civilizações que existiram em algum lugar nas Americas. Portanto, Bernhisel sabia que Joseph ficaria muito interessado num novo livro, o mais vendido em todo o país, chamado Incidents of Travel in Central America, Chiapas, and Yucatan pelo explorador americano John Lloyd Stephens (New York: Harper and Brothers, 1841). Joseph ficou tão impressionado com esse livro que foi feita uma especial notificação dele em seu diário:

“Os Srs. Stephens e Catherwood foram bem sucedidos em coletar no interior da América um grande montante de relíquias dos nefitas, ou os antigos habitantes da América tratados no Livro de Mórmon, cujas relíquias recentemente foram desembarcadas em Nova York.” (History of the Church, 5:44)

Observe como o assentamento declara que as relíquias que Stephens e Catherwood trouxeram são dos nefitas.
Livro de Stephens é evidência que apóia a 
autenticidade de O Livro de Mórmon 



O surgimento do livro de Stephens confirmou na mente de Joseph Smith uma promessa que o Pai Celestial lhe havia feito de que traria evidências da veracidade do Livro de Mórmon. Folheando o livro, Joseph viu pela primeira vez ruínas dos monumentos e construções de um povo altamente civilizado, exploradas e registradas somente um ano antes, no sul do México e América Central. O livro e e suas ilustrações, desenhadas por Frederick Catherwood,o artista que acompanhou Stephens, inspiraram Joseph escrever o seguinte:

“Se os homens, em suas pesquinas da história deste país, ao observar os montes, as fortificações, estátuas, a arquitetura, implementos de guerra, de agricultura, e ornamentos de prata, latão, etc - examinasse O Livro de Mórmon, suas conjecturas seriam removidas e suas opiniões alteradas; incertezas e dúvidas seriam transformadas pela certeza dos fatos, e eles descobririam que aquelas coisas que eles que eles estão ansiosamente se intrometendo são assuntos de história, revelados naquele livro. Eles descobririam que suas conjecturas foram mais do que realizadas; que o grande e poderoso povo que habitou este continente, que as artes, as ciências e a religião haviam prevalecido por um muito grande tempo, e que houve grandes e poderosas cidades neste continente, como houve no continente da Ásia.

Nem a Babilônia, nem a cidade de Nínive nem quaisquer outras ruínas do Oriente poderia se vangloriar da mais perfeita escultura, ou do melhor desenho arquitetônico ou da mais imperecível ruína, mais do que aquelas que foram encontradas neste continente. As pesquisas de Stephens e Catherwood na América Central testificam abundantemente disso. As estupendas ruínas, a elegante escultura e a magnifiiência das ruínas da Guatemala e outras cidades, corroboram com esta declaração e mostram que o grande e poderoso povo, homens de grandes mentes, claro intelecto, gênios brilhantes e projetos abrangentes, habitaram este continente. Suas ruínas falam de sua grandiosidade; O Livro de Mórmon revela sua história. –ED.” (Times and Seasons, July 15, 1842, 860)


Joseph se torna editor do The Times and Seasons, 15 de Março de 1842

Não muito depois de Joseph Smith ter recebido o livro de John Lloyd Stephens,vários artigos apareceram na publicação d’A Igreja, o jornal Times and Seasons. O primeiro desses artigos foi citado acima. Esses artigos foram escritos e aprovados pelo próprio Joseph Smith e sabemos que ele era o responsável porque ele tomou total crédito de todo o seu conteúdo. Considere a seguinte citação assinada por Joseph Smith. Ela apareceu no Times and Seasons somente quatro meses antes de Joseph mencionar as pesquisas de Stephens e Catherwood na América Central:

“AOS ASSINANTES. Este documento começa minha carreira editorial; somente eu sou responsável por ele e farei com que todos os documentos tenham minha assinatura de agora em diante. Não sou responsável pela publicação ou arranjos do documento anterior; o assinto não não estava sob minha supervisão. JOSEPH SMITH.” (Times and Seasons, March 15, 1842, 3:9)

Segundo artigo que reconhece a América Central como as terras do Livro de Mórmon.

A segunda citação de Joseph incluia um estrato designado a apresentar os recentes achados das explorações de Stephens e foi publicado na edição do Times and Seasons de 15 de Setembro de 1842 (veja a citação completa menos o extrato no início desse artigo).

Fatos são coisas teimosas

O terceiro artigo mencionando a América Central começa com o título provocante, “Fatos são coisas teimosas”. Nesse artigo Joseph diz:

“De um extrado de Incidents of Travel in Central America de Stephens, será visto que a prova de que nefitas e lamanitas habitaram neste continente de acordo com o relato do Livro de Mórmon, se desenvolve na mais satisfatória maneira do que o mais sanguíneo crente nesta revelação poderia ter antecipado. Certamente ela nos proporciona uma gratificação que o mundo da humanidade não desfruta, dar publicidade a tão importantes descobertas das ruínas e relíquias daquele povo poderoso... [que] não podemos deixar de pensar que o Senhor colocou sua mão para que acontecesse esse surpreendente ato, provando que O Livro de Mórmon é verdadeiro, aos olhos de todas as pessoas... Será como sempre foi, a palavra provará que Joseph Smith é um profeta verdadeiro pela evidência circustancial.” (Times and Seasons, 15 de Setembro de 1842, 3:921–22) Esta declaração também aparece no livro Ensinamentos do Profeta Joseph Smith de Joseph Fielding Smith. (Teachings of the Prophet Joseph Smith [Salt Lake City: Deseret Book, 1968], 266–67) Obviamente que Joseph Fielding Smith, um respeitado historiador e líder profético d’A Igreja, credita esta declaração a Joseph Smith.

Joseph escreve outro artigo sobre o assunto

Aparentemente, o terceiro artigo causou agitação suficiente para justificar um terceiro artigo apenas quinze dias mais tarde. Imediatamente antes da publicação final desse assunto, encontramos esta declaração “assinada” por Joseph Smith: (continua sob título The Times and Seasons)