NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

ARQUEOLOGIA - A Grande Apostasia na Mesoamérica


Excerto de Step by Step Through the Book of Mormon
Alan C. Miner
Citado por [Joseph L. Allen, Exploring the Lands of the Book of Mormon, pp. 391-401]

Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – Fevereiro/2011

Supondo um cenário mesoamericano para O Livro de Mórmon, Joseph Allen oferece este sumário da vida na Mesoamérica depois da destruição da nação nefita:

O Período Clássico Maia

Claramente, a época de ouro dos nefitas não é a mesma que a da civilização clássica dos maias. A era de ouro dos nefitas data da época da vinda de Cristo, de aproximadamente 34 d.C. até o ano 200 d.C. A diferença está na definição.
A era de ouro dos nefitas tinha a ver com a natureza e disposição do povo para viver os mandamentos de Deus. A Era Clássica dos maias é reconhecida pelas dimensões e número de suas edificações. Durante a era Clássica Maia os sacerdotes tinham o total controle, e um zeloso programa de construção continuou na maior parte do período.

Os escritos de Ixtlilxochitl nos fornecem a história de um povo chamado de Toltecas, que foi expulso de suas terras no começo do ano 387 d.C. Sua terra era a área ao redor do Istmo de Tehuantepec, a mesma área proposta como as terras dos nefitas, que datam do mesmo período. A correlação foi proposta neste texto entre os primeiros toltecas e nefitas. Algumas das datas registradas por Ixtlilxochitl durante o Período Clássico Maia são interessantes, enquanto tratam da dispersão dos toltecas.

Mapa mostrando o relevo do Istmo de Tehuantepec
O Istmo de Tehuantepec é um istmo localizado no México. Ele representa a mais curta distância entre o Golfo do México e o  Oceano Pacífico, e antes da abertura do Canal do Panamá era uma importante rota de navegação conhecida simplesmente como Trota Tehuantepec. Esse nome derivou da cidade de Santo Domingo Tehuantepec no estado mexicano de Oaxaca, que por sua vez vem da palavra do idioma Nahuatl tecuani-tepec, que significa "monte do jaguar".

344 d.C.

A dispersão dos nefitas das suas terras de herança pode ser comparada com a dispersão dos judeus de Jerusalém. A dispersão inicial, de acordo com Ixtlilxochitl, começou em 344 d.C., que é o início das guerras finais entre lamanitas e nefitas. A dispersão tolteca os levou para a costa da Baixa Califórnia.

556 d.C.

Alguns dos toltecas dispersos estabeleceram seus lares num lugar chamado Tula. A Tula a que Ixtlilxochitl se refere aparentemente é a cidade de Tula, Hidalgo, que fica bem ao norte da Cidade do México, e que subsequentemente se tornou a capital dos guerreiros Toltecas de 900 a 1200 d.C.

778 d.C.
Ixtlilxochitl registrou a data de 778 d.C. como sendo a data do falecimento de um rei chamado de Huetzin. Ele discutiu o tipo de governo que era empreendido pelos ancestrais desse povo.

Ele diz que “esses reis de corpo alto e pele branca, que tinham barbas como os espanhóis." Por essa razão, quando Cortez e seus homens chegaram, foram considerados como sendo dessa linhagem.

O PERÍODO PÓS-CLÁSSICO (900 – 1519 d.C)

O ano de 935 d.C. é considerado como o ano do nascimento de Topiltzin Quetzalcoatl, na cidade de Tula, Hidalgo. A história de Topiltzin Quetzalcoatl tem sido confundida com a divindade ou simbolismo de Quetzalcoatl, que data de antes da época de Cristo. Os toltecas continuaram a vestir longas túnicas brancas. Numa guerra, a astronômica quantidade de 3.200.000 pessoas foram mortas de um lado e 2.400.000 do outro. A nação guerreira tolteca começou a declinar por volta do ano 1200 d.C. Este declínio preparou o terreno para a chegada da bárbara nação asteca.
A ERA ASTECA (1325 – 1519 A.D.

A maioria das pessoas são algo familiarizadas com a grande nação Asteca. Os astecas são retardatários na cena mesoamericana; eles estão muito fora do período de tempo do Livro de Mórmon. Bem antes dos astecas chegarem ao poder muitos dos grandes centros urbanos começaram a ser abandonados em toda a Mesoamérica. A sociedade sacerdotal havia esgotado suas boas-vindas. A vela bruxuleante já havia se apagado. Os anos negros, conforme profetizado pelos profetas do Livro de Mórmon, havia se espalhado por toda a Mesoamérica.

A subida asteca ao poder começa com uma lenda envolvendo o estabelecimento da sagrada cidade de Tenochtitlan, atualmente conhecida como Cidade do México. Duzentos anos antes da Conquista Espanhola em 1519, seu antigo profeta Huitzilopochtli lhes disse: “Quando virem uma águia pousada num cactos, com uma serpente em seu bico, é onde devem estabelecer minha cidade sagrada”. Eles viram a águia, mas ela estava pousada num cacto no meio de um lago; portanto a Cidade do México foi literalmente construída no lugar de um lago situado num vale de 2.200 m acima do nível do mar. Nesse mesmo dia o símbolo da águia pousada num cactos com uma serpente no bico tem servido de emblema nacional na bandeira e na moeda mexicana.

Uma grande quantidade de literatura tem sido escrita sobre a cultura asteca; como resultado disso não tratarei detalhadamente de sua história.

Quando os espanhóis chegaram no México no ano de 1519, a Conquista Espanhola começou. A história da conquista é impressionante. Um punhado de soldados, aproximadamente 400 homens, conquistaram a mais feroz e sanguinária nação de todos os tempos: os astecas.

Alguns historiadores dizem que Montezuma II, que era o imperador do México na época da Conquista, acreditava que Fernão Cortez era Quetzalcoatl ou que os espanhóis eram os filhos de Quetzalcoatl que retornavam.

Fonte: Wikipedia - Quetzalcoatl (Nahuatl clássico: Quetzalcohuāt [ketsaɬˈko.aːt]) é uma divindade Mesoamericana cujo nome vem da linguagem Nahuatl e significa “serpente emplumada”.[1]
A adoração de uma serpente emplumada foi primeiramente documentada em Teotihuacan no período Pré Clássico tardio através do período Clássico (400 AEC–600 EC) da cronologia mesoamericana"Teotihuacan surgiu como um novo centro religiosos nos Altiplanos mexicanos por volta da época de Cristo..."[2] — daí em diante ele parece ter se espalhado por toda a Mesoamérica durante o período Late Clássico (600–900 EC).[3 No período Pós clássico (900 – 1519 EC) a adoração da serpente emplumada foi a base do primeiro centro religioso mexicano de Cholula. Sabe-se que foi neste período que essa divindade recebeu o nome de “Quetzalcoatl" dos seus seguidores por seus seguidores Nahua. Na região habitada pelos Maias ele era equivalente a Kukulcan e Gukumatz, nomes que também são traduzidos como "serpente emplumada" nas diferentes linguagens maias. Na era seguinte à Conquista Espanhola do Século XVI uma quantidade de fontes foram escritas que descrevem o deus "Quetzalcoatl" e o relacionam com governante da cidade místico-histórica de Tollan chamado pelos nome de "Ce Acatl", "Topiltzin", "Nacxitl" ou "Quetzalcoatl". Ele é um assunto de muito debate entre os historiadores; em algum grau ou se no todo, estas narrativas a respeito desse governante lendário chamado Toltec ruler Topiltzin Ce Acatl Quetzalcoatl descrevem eventos históricos.[4] Além disso, antigas fontes escritas espanholas feitas pelos cléricos tendem a identificar o deus governante "Quetzalcoatl" dessas narrativas com Hernán Cortés ou St. Thomas—uma identificação que também é uma fonte de diversidade de opiniões a respeito da natureza de "Quetzalcoatl".[5]
Entre os Astecas Ele também era patrono do sacerdócio, do aprendizado e do conhecimento.[6] Quetzalcoatl era um dos vários e importantes deuses do panteão asteca juntamente com os deuses Tlaloc, Tezcatlipoca and Huitzilopochtli.

Independentemente de todas as causas, a grande apostasia também aconteceu na Mesoamérica, e ela foi profetizada mais de 2.000 anos antes:

 “E aconteceu que vi muitas multidões de gentio na terra da promissão e vi que a ira de Deus estava sobre a semente de meus irmãos; e eles foram dispersos pelos gentios e foram feridos.” (1 Néfi 13:14)

Os espanhóis chegaram no México cem anos antes de os peregrinos desembarcarem em Plymouth. Bernal Diaz, um soldado do exército de Fernão Cortez, registrou seus sentimentos de quando entraram no México pela primeira vez:

Olhando tal vista maravilhosa, nós não sabíamos o que dizer ou se o que aparecia diante de nós era real, pois de um lado, na terra, havia grandes cidades, e no lago tantos mais, e o próprio lago estava repleto de canoas, e na margem havia muitas pontes a intervalos, e em frente de nós estava a grande cidade do México, e nós, nós não contávamos quatro centenas de soldados. (Diaz 1972; 192)

Historiadores estimam que mais de 2 milhões de pessoas viviam na cidade do México na época da Conquista. Hoje, mais de 22 milhões de pessoas vivem lá. Algumas estimativas relatam que mais de 85% das pessoas tinha sangue nativo correndo nas suas veias. [Joseph L. Allen, Exploring the Lands of the Book of Mormon, pp. 391-401]

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