NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

COMENTÁRIO DOUTRINÁRIO DO LIVRO DE MORMON - 009

DE 1 NÉFI a MOSIAS

Autoria de Rafael Danton Teixeira da Cunha

“minha alma se deleita em esclarecer o meu povo, para que aprenda.
(II Néfi 25:4)”

I NÉFI
Capitulo 3


9 – E eu, Néfi, e meus irmãos empreendemos a viagem pelo deserto com nossas tendas, para subirmos à terra de Jerusalém.
10 – E aconteceu que, tendo subido à terra de Jerusalém, eu e meus irmãos pusemo-nos a deliberar.

11 – E lançamos sortes, para ver qual de nós iria à casa de Labão. E aconteceu que a sorte caiu sobre Lamã; e Lamã foi à casa de Labão e falou com ele, enquanto estava sentado em sua casa.
12 – E pediu a Labão os registros que estavam gravados nas placas de latão, que continham a genealogia de meu pai.
13 – E eis que Labão se irou e expulsou-o de sua presença; e recusou-se a dar-lhe os registros. Portanto, disse-lhe: Eis que tu és um ladrão e vou matar-te.
14 – Lamã, porém, fugiu de sua presença e contou-nos o que Labão havia feito. E começamos a afligir-nos grandemente e meus irmãos estavam prestes a voltar para junto de meu pai no deserto.
15 – Mas eis que eu lhes disse: Assim como vive o Senhor e vivemos nós, não desceremos para o deserto onde está nosso pai até havermos cumprido o que o senhor nos ordenou.
16 –Sejamos, portanto fiéis aos mandamentos do Senhor; desçamos, pois, à terra da herança de nosso pai, porque ele deixou ouro e prata e toda espécie de riquezas. E tudo isso ele fez por causa dos mandamentos do Senhor.
17 – Porque ele sabia que Jerusalém deveria ser destruída por causa da iniquidade do povo.
18 – Pois eis que rejeitaram as palavras dos profetas. Portanto se meu pai permanecesse na terra depois de haver recebido ordem de fugir, eis que pereceria também. Assim, foi necessário que fugisse da terra.
19 – E eis que é sábio para Deus que obtenhamos esses registros, para que preservemos para nossos filhos o idioma de nossos pais.
20 – E também para que lhes preservemos as palavras que foram proferidas pela boca de todos os santos profetas, as quais lhes foram dadas pelo Espírito e poder de Deus desde o começo do mundo até o tempo presente.
21 – E aconteceu que com essas palavras, persuadi meus irmãos a permanecerem fiéis aos mandamentos de Deus.

COMENTÁRIO - 9

9 a 21 - Não é incomum pensarmos em desistir ao primeiro sinal de dificuldade. ‘Abandonemos, é muito difícil!’ Nos vem à mente sempre que a dificuldade bate na nossa porta. Esta figura do ‘voltar para junto de meu pai no deserto’ assemelha-se muito ao “não renovar os convênios no Dia do Senhor” em dia de muito frio, ou chuva forte, ou (para nós que somos jovens a mais tempo), quando uma dor nas costas nos incomoda ou estamos cansados.

Deixar de cumprir com os mandamentos do Senhor e racionalizar pensando que ‘é difícil; está frio; o Bispo vai compreender; o Senhor não vai requerer tanto assim da gente’ pode, a principio, acalmar nossa consciência, mas sabemos que estamos errados e que nos aproximamos da figura de voltar para junto de eu pai’ e deixar de cumprir com o que nos é requerido.

Por isso, depois de sermos obedientes, o melhor hábito que desenvolver é o de sermos perseverantes.

Precisamos que alguém nos diga: ‘não desceremos para onde está nosso pai, até havermos cumprido o que o Senhor nos ordenou’.

Néfi não era só um rapaz obediente, ele também era perseverante e buscava a inspiração do Espírito Santo para fazer o que era certo.

Devemos fazer da mesma forma quando recebermos uma designação dos nossos líderes n’A Igreja: devemos buscar a companhia do Espírito, buscar conhecimento para compreendermos toda a extensão do que o Senhor deseja de nós, sermos obedientes, cumprirmos totalmente a vontade de Deus e fazermos isto até que tenhamos obtido o resultado esperado pelo Senhor.

A fidelidade aos mandamentos não implica apenas em fazermos, mas sim em fazermos da melhor forma. A busca da excelência não é apenas uma meta a ser alcançada: é o total cumprimento dos mandamentos.

Frequentemente não sabemos porque o Senhor nos ordena fazermos uma determinada coisa e nem precisamos saber com exatidão quais são todos os ‘sábios motivos do Senhor’. Apenas precisamos saber que Ele nos ordenou. Depois disso, é só fazer.

Se buscarmos a companhia do Espírito e o poder de Deus, se permanecermos fiéis aos mandamentos do Altíssimo, seremos bem sucedidos ao cumprirmos tudo que o Senhor nos ordenar.

“O Presidente Young liderou a imigração de milhares de santos para Sião, frequentemente dando instruções minuciosas como, por exemplo, não emparelhar animais exaustos  com animais descansados. No entanto, ele também incentivou os santos a demonstrarem auto suficiência e fazerem escolhas inteligentes. Ele aconselhou:

‘É absolutamente necessário que todo homem, mulher ou criança, ao aceitar de coração esta obra e juntar-se a Sião, faça tudo o que puder para levar adiante a obra de Deus a fim de edificar Sião e ajudar na sua redenção (...).

Nossa dedicação a este trabalho (...) tende a desenvolver nos santos, energia e auto suficiência que eles não teriam caso não tivessem sido forçados a depender de seus próprios recursos’. O presidente Young ensinou que ‘o único sacrifício que o Senhor exige de Seu povo é a estrita obediência aos convênios que fizemos’. (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja p. 71).

À luz do conhecimento que temos hoje, se Néfi tivesse concordado com seus irmãos e voltado ao deserto onde seu pai estava, todo o plano do Senhor concernente a eles estaria frustrado. Talvez nós não tivéssemos o Livro de Mórmon por intermédio deles, talvez o Senhor tivesse que providenciar uma outra família e eles estariam perdidos. O profeta Young em seu livro Discursos de Brigham Young p. 63, disse: “O homem pode produzir e controlar seus próprios atos; porém não pode controlar suas consequências”.

Lemos em Helamã (14:31):

“Ele permitiu-vos discernir o bem do mal e permitiu-vos escolher a vida ou a morte; e podeis fazer o bem e serdes restituídos ao que é bom, ou seja ter o que é bom restituído a vós; ou podeis praticar o mal e fazerdes com que o mal vos seja restituído”.

O Presidente Young nos ensina: “Tornamo-nos escravos ao prestar estrita obediência? Não. É       o único meio na face da Terra pelo qual podemos ser livres (...). Dizer que não desfruto o uso de minha própria vontade quando oro, da mesma maneira que faria ao dizer palavrões, é um falso principio (...). O individuo que presta estrita obediência às exigências dos céus, age segundo sua própria vontade e usufrui a mesma liberdade que tinha quando era escravo de suas paixões (...). Tudo o que o Senhor exige de nós é que obedeçamos rigorosamente às leis da vida. O único sacrifício que o Senhor exige de Seu povo é a obediência estrita aos convênios que fizemos com nosso Deus de servi-Lo de todo o coração (DBY p. 225).

Em João (7:16-17), Jesus nos ensina:

“A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade Dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se falo de mim mesmo”.

Sobre este assunto o Presidente Joseph Fielding Smith (D.S. p. 316) nos ensinou:

“A melhor evidência que temos ou podemos receber da vida eterna, da ressurreição ou restauração do espírito e corpo após a morte, é aquela que nos advém da obediência ao evangelho e do testemunho do Espírito do Senhor. Não existe evidência maior que esta”.

Quando foi proibido à humanidade que tomasse conhecimento da vontade de Deus através das escrituras, condenou-se a humanidade ao afastamento da verdade e, como consequência, ao não cumprimento das coisas do Senhor. O que Satanás queria era que todos nós voltássemos para a tenda do nosso pai terreno no deserto, e com isto impediria que a humanidade tomasse conhecimento das escrituras (O Livro de Mórmon) e conseguisse voltar à Casa de seu Pai Celestial.