NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SAÚDE - Dez alimentos que podem ajudar contra a depressão


Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de pessoas sofrendo de depressão. No mundo são 340 milhões e cerca de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da OMS. No final de dezembro, pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com uma dieta rica em vegetais, frutas e peixes, apresentam chances menores de apresentar os sintomas do chamado mal do século 20. 

» Veja alguns alimentos 

Segundo a nutricionista e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição, Virgínia Nascimento, para que esses alimentos possam fazer um efeito concreto, devem ser consumidos pelo menos três vezes por semana. E não há problema em ser cozidos. "As perdas de nutrientes são maiores para as fontes de vitaminas hidrossolúveis (A,D,E,K), principalmente ao se desprezar a água de cozimento onde se dispersou as vitaminas. Comer o salmão puro se aproveita menos do que ele tem em especial do que ao comer com arroz, pois a função de fornecer calorias que o alimento protéico (peixe) tem, será minimizada pelo arroz que é melhor fonte de carboidrato e que gera calorias mais rapidamente", afirmou a especialista.

Veja abaixo dez alimentos coadjuvantes na prevenção da depressão e integre-os à sua dieta diária, misturando-os ou comendo isoladamente. Em tempo, o chocolate, que tem fama de levantar o espírito, também tem seus senões. Ele pode aumentar o nível de gordura do corpo (que provoca a depressão) e, de acordo com Virgínia, depende da concentração em cacau e devem-se abater as castanhas, leite e açúcares para atingir melhor resultado. O chocolate meio-amargo é o ideal.

1) Arroz integral: há os que amam e os que odeiam, mas é uma ótima fonte de vitamina B1 e B2 e ácido fólico (estes diminuem o nível da homocistina, uma das culpadas pela depressão) e, como solta a glucose paulatinamente, previne a hipoglicemia.

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O arroz é uma ótima fonte de vitamina B1 e B2 e ácido fólico e previne a hipoglicemia
2) Salmão, sardinha e atum: os asiáticos e os finlandeses têm grau muito baixo de depressão comparado com o resto do mundo e o segredo está no consumo de peixes. Pesquisadores japoneses estudaram 1.763 finlandeses e provaram que o consumo de peixe, pelo menos duas vezes por semana, diminui o risco de depressão. Tudo isso graças ao ômega-3 e às vitaminas do complexo B.

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O consumo de peixe, pelo menos duas vezes por semana, diminui o risco de depressão. Tudo isso graças ao omega-3 e às vitaminas do complexo B

3) Repolho e couve: é rico em vitamina C e também em ácido fólico e ajuda a combater a depressão, o estresse e doenças cardíacas. Além disso, seu suco pode ajudar a curar úlceras de estômago, e a Associação Americana de Pesquisas sobre Câncer mostrou que pode nos proteger de vários tipos da doença.

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O repolho é rico em vitamina C e também em ácido fólico e ajuda a combater a depressão, o estresse e doenças cardíacas
4) Castanha do Pará: pois é, o Brasil também tem sua fruta nativa que é rica em selênio e com isso dá um impulso na atividade cerebral e diminui o risco de depressão.

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A castanha do Pará é rica em selênio e com isso dá um impulso na atividade cerebral e diminui o risco de depressão
5) Abóbora: esta é um dos segredos do bom humor, já que contém altas proporções de vitamina B6 e ferro, que são elementos muito importantes para converter o açúcar no sangue em glucose (que é o combustível do 
cérebro).
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As altas proporções de vitamina B6 e ferro da abóbora ajudam a levantar o humor
6) Feijão: um dos componentes do prato favorito dos brasileiros é rico em proteínas, ferro, cálcio, vitaminas do complexo B, carboidratos e fibras. Além de ajudar na depressão, também já foi associado à diminuição de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e até neoplasias.

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Além de ajudar na depressão, o feijão também já foi associado à diminuição de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e até neoplasias
7) Leite e iogurte desnatado: apesar de ter uma turma que o considera um veneno, o leite na verdade é rico em triptofano que é um aminoácido que influencia positivamente na produção da serotonina. Além disso, é fonte de tirosina, que está associada à produção de dopamina e adrenalina que causam sensação de alegria. Quer mais? O cálcio do leite é ótimo para controlar irritabilidade, especialmente de mulheres na TPM.

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O cálcio do leite é ótimo para controlar irritabilidade, especialmente de mulheres na TPM
8) Frutas: um estudo feito nas Filipinas em 2008 provou que consumir de duas a três bananas por dia ajuda a combater a depressão, já que é rica em triptofano. A laranja e a maçã fornecem ácido fólico. A jaboticaba é fonte do complexo B. Abacaxi de serotonina. Nutricionistas também recomendam melancia, mamão, abacate, limão, grapefruit e tangerina como agentes do bom humor.
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A laranja e a maçã fornecem ácido fólico. Leia mais

9) Cereais integrais: não só são fontes de carboidratos, como também são ricos em vitaminas do complexo B e ácido graxo ômega 3. A aveia, por exemplo, tem altas doses de triptofano e ainda de selênio, que dá mais energia. Produtos à base de soja também são recomendados.

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Cereais integrais não só são fontes de carboidratos, como também são ricos em vitaminas do complexo B e ácido graxo ômega

10) Espinafre e verduras escuras: por serem ricos em magnésio (que é auxiliar na produção de energia), atuam como antidepressivos. Também possuem altos níveis de complexo B. O brócolis é fonte de ácido fólico.

Já o talo da alface (aquele que os restaurantes teimam em tirar na hora de servir) tem ação sedativa e tranquilizante. 

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Espinafre e verduras escuras atuam como antidepressivos

Pesquisadores já apontaram que a depressão pode aumentar a taxa de mortalidade e de complicações entre pessoas com diabetes. Um novo estudo americano, divulgado na publicaçãoJournal of General Internal Medicine, constatou que adultos com diabetes e depressão maior (que têm a partir de cinco sintomas da doença por duas ou mais semanas) apresentam mais que o dobro de probabilidade de desenvolver demência em comparação com quem é apenas diabético.

Os cientistas levaram em conta pesquisas anteriores que mostraram que o risco de mal de Alzheimer, demência vascular e outros tipos de deterioração mental é 40% a 100% maior em quem sofre de diabetes em relação a quem não tem a doença. Analisaram os dados de alguns participantes do Group Health Cooperative, sendo que o registro inicial ocorreu de 2000 a 2002 e os pacientes foram estudados por cinco anos.

Durante esse período, 36 dos 455 (7,9%) diabéticos com depressão maior receberam o diagnóstico de demência. Dos 3.382 somente com diabetes, 163 (4,8%) desenvolveram o déficit cognitivo. Os cálculos levaram à conclusão de que pessoas com depressão maior e diabetes tiveram 2,7 vezes maior probabilidade de incidência de deterioração mental do que as apenas diabéticas.

Os voluntários com diabetes e depressão tinham mais chances de ser do sexo feminino, solteiras, fumantes, sedentárias e com tratamento à base de insulina. Esse grupo mostrou mais complicações de diabetes e maior índice de massa corporal. Não se sabe ao certo a forma exata de interação de diabetes e depressão resultando em demência. O que se pode dizer, de acordo com as observações dos autores listadas ao site Science Daily, é que a depressão pode interferir no risco de problema mental devido a algumas anormalidades biológicas, como altos níveis do hormônio do estresse (cortisol), além de comportamentos comuns dos pacientes (fumar, comer em excesso, falta de exercício).

Muitos fatores de diabetes também podem aumentar a probabilidade de déficit cognitivo, incluindo danos no tecido a partir de níveis elevados de açúcar no sangue e resistência à insulina. "Parece prudente para os clínicos adicionar na triagem e tratamento para depressão outras medidas preventivas, tais como o exercício, controle do peso, e controle de açúcar no sangue para proteger contra o desenvolvimento de déficits cognitivos em pacientes com diabetes", disseram os pesquisadores. A equipe era formada por profissionais da Universidade de Washington, do Group Health Research Institute e do Veterans Affairs Puget Sound Health Care System