NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

COMENTÁRIO DOUTRINÁRIO DO LIVRO DE MORMON - 008


Autoria de 
Rafael Danton Teixeira da Cunha


DE I NÉFI a MOSIAS

“minha alma se deleita em esclarecer o meu povo, para que aprenda.(II Néfi 25:4)”

I NÉFI

Capitulo 3

1 – E aconteceu que eu, Néfi, depois de haver falado com o Senhor, voltei à tenda de meu pai.
2 – E aconteceu que ele me falou dizendo: Eis que sonhei um sonho, no qual o Senhor me ordenou que tu e teus irmãos voltásseis a Jerusalém.
3 – Pois eis que Labão possui o registro dos judeus e também a genealogia de meus antepassados; e eles estão gravados em placas de latão.
4 – Ordenou-me o Senhor, portanto, que tu e teus irmãos fôsseis à casa de Labão buscar os registros e os trouxésseis aqui para o deserto.
5 – E agora, eis que teus irmãos murmuram, dizendo que lhes pedi uma coisa difícil; eis, porém, que não sou eu quem o pede, mas é uma ordem do Senhor.
6 – Vai portanto, meu filho, e serás abençoado pelo Senhor, porque não murmuraste.
7 – E aconteceu que eu, Néfi, disse ao meu pai: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas.
8 – E aconteceu que quando meu pai ouviu estas palavras, rejubilou-se, porque compreendeu que o Senhor me havia abençoado.
COMENTÁRIO 8

1 a 8 - As escrituras demonstram com muita clareza que falar com o Senhor é a chave para discernirmos Sua vontade e compreendermos Seus ensinamentos. O Profeta Joseph Smith em seu livro “Ensinamentos do Profeta Joseph Smith”, à fl. 241 nos ensina o seguinte:


“Nem sempre se distingue o Senhor pelo estrondo de Sua voz, pelo que demonstra de sua glória ou pela manifestação de seu poder, e os que maior afã têm de ver essas coisas são os que  menos preparados estão para recebê-las, e se o Senhor manifestasse seu poder como o fez aos filhos de Israel, essas pessoas seriam as primeiras a exclamar: ‘Não fale Deus conosco para que não morramos’.

"Gostaríamos de dizer aos irmãos que procurem achegar-se ao Senhor secretamente em seus quartos, que o invoquem em seus campos. Segui as instruções do Livro de Mórmon e orai por vossas famílias, por vosso gado, vossos rebanhos, vossas manadas, vosso milho e por tudo quanto possuís; pedi as bênçãos de Deus sobre todo o vosso trabalho e sobre tudo a que vos dediqueis. Sede virtuosos e puros; sede homens íntegros e verdadeiros; obedecei aos mandamentos de Deus, e, então, podereis entender com mais perfeição a diferença entre o bem e o mal, entre as coisas de Deus e as dos homens; e vossa senda será como a dos justos que “vai brilhando mais e mais até ser dia  perfeito”.

O Elder Bruce R. McConkie, antigo membro do Conselho dos Doze Apóstolos, no livro “Prayer” – fl. 9 – nos ensina:


“Existem três razões básicas e fundamentais do porque oramos:


1 – Nós somos ordenados a assim agir;
2 – Bênçãos temporais e espirituais seguem orações apropriadas; 
3 – Oração é essencial para a salvação”.

Mosias faz uma pergunta interessante (Mos. 5:13):


“Pois como conhece um homem o mestre a quem não serviu e que lhe é estranho e que está longe dos pensamentos e desígnios de seu coração”?

O Presidente Wilford Woodrufff nos disse:


“Sinto que devemos erguer nosso coração em oração a Deus, nosso Pai Celestial, suplicando Suas misericórdias e pedindo que nos guie e dirija pela inspiração do Espírito Santo, para que nossa mente seja iluminada e nosso entendimento aberto a fim de compreendermos Sua mente e vontade no tocante a Seu povo”. (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – fl. 113)

O Presidente John Taylor nos ensinou:


“Devemos ter consciência de que Deus é nosso Pai e somos Seus filhos; que Ele prometeu escutar nossas orações e que, de nós pede-se que sejamos obedientes à Sua vontade e realizemos os Seus desígnios (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – fl. 147/148).


Ele também nos disse:


“Temos de confiar em Deus sejam quais forem as conseqüências”.

Quando o Senhor nos diz – faça! – isto não é um conselho, ou uma orientação: é uma ordem. Um Ser Todo Poderoso e possuidor de todo o conhecimento ordena que façamos a Sua vontade por que Ele nos ama e seus propósitos são maiores do que o nosso conhecimento.


Um médico ao prescrever-nos uma medicação, não nos dá opção. Ele diz: toma! e nós devemos obedecê-lo se quisermos ficar curados.


Contaram-me uma estória a respeito de um jovem nas montanhas de Utah. Ele e seus amigos andavam à noite pelas montanhas e o jovem caiu numa fenda. Seu corpo foi batendo de um lado para outro na fenda até que ele conseguiu se agarras firmemente em alguns galhos. Ali sozinho, de noite, com um frio cortante enregelando seus ossos, o jovem orou, pedindo ajuda ao Senhor. E então ouviu uma voz que dizia – solta os galhos – o jovem não obedeceu. No outro dia equipes de busca o encontraram morto, seguro nos galhos em que tinha se firmado a meio metro do chão. Não sei se foi verdade, só sei que ilustra bem o que quero dizer.

Não sei a partir de que ano ocorreu a proibição de o público em geral ler a Bíblia, só sei que quando eu ainda era menino ainda se falava nesta proibição. A Bíblia só podia ser lida pelos “cléricos profissionais”.


Este fato tirou da humanidade não só o conhecimento das vontades do Senhor; tirou também a vontade e o costume de procurar a vontade do Senhor através das escrituras. Os cristãos de um modo geral não conhecem a vontade do Senhor; sabem o que os pseudo-sacerdotes lhes passam como informação e aceitam o que lhes é ensinado.

A preocupação do Senhor de que Leí e sua família tivessem as escrituras, as estudassem e  as pesquisassem com profundidade é bastante enfatizada no fato de Ele ter mandado os filhos de Leí de volta a Jerusalém para obtê-las. Labão não possuía as escrituras com o intento de seguir a vontade do Senhor, pois era um homem iníquo, como se viu nas tratativas de Lamã de obter as placas de latão. Assim este homem iníquo após apossar-se de todos os bens de Leí, procurou matar os seus filhos, não o conseguindo devido a fuga.


Se assim permanecesse, todos os descendentes de Lamã, Lemuel, Sam e dos demais que estavam posteriormente junto com Leí, ficariam sem as escrituras.

Aqui vemos uma situação bem clara. O Senhor ordena que se faça uma coisa; esta coisa é considerada difícil; porém devemos entender que nada é difícil para nós quando temos o Senhor do nosso lado. Ele jamais vai nos pedir para fazermos algo se não existe maneira de fazermos o que Ele nos ordena. O que o Senhor nos pede é simplesmente que exercitemos  nossa fé.