NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Comentário Doutrinário do Livro de Mórmon - 004

Autoria de

Rafael Danton Teixeira da Cunha

De 1 NÉFI a MOSIAS


1 Néfi Capitulo 2
1 – Pois es que aconteceu ter o Senhor falado a meu pai, sim num sonho, dizendo: Bendito és tu, Leí, pelas coisas que fizeste; e porque foste fiel e declaraste a este povo as coisas que te ordenei, eis que procuram tirar-te a vida.
2 – E aconteceu que o Senhor ordenou a meu pai, num sonho que partisse com a família para o deserto.
3 – E aconteceu que ele foi obediente à palavra do Senhor; fez portanto o que o Senhor lhe ordenara.
4 – E aconteceu que ele partiu para o deserto. E deixou sua casa e terra de sua herança e seu ouro e sua prata e suas coisas preciosas; e nada levou consigo, a não ser sua família e provisões e tendas; e partiu para o deserto.
COMENTÁRIO

A maneira de o Senhor medir a nossa fé é a exata proporção do que estamos dispostos a sacrificar para cumprir seus desígnios. Podemos cumprir com os mandamentos e até ser caridosos. Podemos pregar o evangelho com valentia, mas se não estamos dispostos a sacrificar nossas coisas e até nossa vida, não ganharemos a exaltação. Creio que o exemplo mais claro disto está em Mateus: 

“E eis que aproximando-se dele um mancebo, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? E Ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém entrar na vida, guarda os mandamentos. Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o mancebo: Tudo isto tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu: e vem e segue-me. E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus”. (Mateus 19:16 – 23)

Lucas fala ainda a respeito: “Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”.

As muralhas que circundavam as cidades daquela época, fechavam os seus portões à tardinha e só ficava aberta uma pequena porta, que em grego se chamava kerkaporta, mas em hebraico o nome era "fundo da agulha" ou "buraco da agulha". O camelo é um dos poucos animais que anda de joelhos, mas para passar pela kerkaporta, tinha que se despojar de sua carga (riquezas) e de joelhos (uma posição humilde) passar pelo fundo da agulha. A analogia feita pelo Senhor nos diz que para entrarmos no Reino dos céus temos que estar preparados para nos despojar das riquezas do mundo e servi-Lo. Foi o que Leí fez.

Pedro era um homem de posses, tinha pelo menos dois barcos e administrava um negócio lucrativo para a época. Jesus chamou e ele foi. Mateus tinha uma profissão que, apesar de ser odiada pelos judeus, era muito lucrativa; ele era um publicano, ou seja, cobrador de impostos, que podemos comparar com um Fiscal da Receita Federal. Ele largou tudo e seguiu Jesus. Nossa fé será medida no dia em que o Senhor requerer um sacrifício igualmente grandioso e prontamente respondermos: Eis-me aqui Senhor!