NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 28 de junho de 2011

SIMBOLOGIA - Monstros do Mar

Símbolos Mesoamericanos da Origem dos Jareditas
V. Garth Norman

Tradutor: Lucas Leiva Cavaleiro - Curitiba/Brasil - Junho/2010
V. Garth Norman é Presidente da Ancient America Foundation (AAF-Fundação América Antiga) para pesquisa arqueológica e escriturística profissional e Diretor da Archaeological Research Consultants (ARCON Inc.)

Começou sua carreira arqueológica profissional em 1965 e trabalhou como pesquisador associado da BYU-New World Archaeological Foundation (BYU-Fundação Arqueológica Novo Mundo), projeto de Izapa, México, completando seu maior trabalho no projeto Escultura de Izapa em 1976, que inclui "Stela 5, A Pedra da Árvore da Vida". Seu projeto mais recente tem sido a exploração de um templo natural em Parowan Gap, no sul de Utah, onde ele descobriu uma ligação entre um observatório e calendários da Mesoamérica. Ele foi instrutor do Seminário por dez anos, é graduado em Escrituras Antigas e Arqueologia/Antropologia, e por toda a vida tem se interessado na exploração arqueológica do Livro de Mórmon.
Éter 6:10 afirma que enquanto os jareditas viajavam através do grande mar, "Nenhum monstro do mar pôde despedaçá-los e nenhuma baleia pôde causar-lhes dano".

De acordo com Randall Spackman, esta breve declaração quando combinada com o que se sabe sobre tempestades no mar, sugere que houve momentos em que os Jareditas poderiam ter permanecer no convés e ver a vida marinha que os cercava.

http://www.mortesubita.org/demonologia/hall-da-fama/levi.jpg
Os registros Jareditas apontam para os mais assustadores encontros entre o homem e gigantescas criaturas, quando os navios e os leviatãs encontram-se próximos e ocasionalmente colidem. (Nota do tradutor: a palavra leviatã é sinônimo de um grande monstro ou criatura do mar. Refere-se às grandes baleias. No hebraico moderno, simplesmente significa "Baleia")

“Poderás tirar com anzol o leviatã, ou apertar-lhe a língua com uma corda?” (Jó 41:1)
http://alogicadosabino.files.wordpress.com/2009/10/leviata51.jpg?w=342&h=192

Heyerdahl relatou que um dia a bordo do Kon Tiki ( Nota do tradutor: foi um barco utilizado pelo explorador e escritor Norueguês Thor Heyerdahl durante uma expedição através do Ocenano Pacífico da América do Sul para as ilhas Polinésias. É também o nome de um livro), enquanto a tripulação comia em um lado do barco, "Começamos a comer quando inesperadamente alguma coisa atrás de nós soprou forte como um cavalo nadador e uma grande baleia apareceu e olhou para nós". 
http://alogicadosabino.files.wordpress.com/2009/10/leviata7.jpg?w=297&h=195

Knoble descreveu um incidente quando uma baleia desapareceu momentaneamente, e então " o convés começou a tremer, e um barulho de aranhão levantou-se de baixo do navio. A Baleia estava coçado as costas..." 

Heyerdahl também encontrou monstros no mar à noite enquanto as estrelas brilhavam no céu escuro e o mar estava fosforescente com o plâncton brilhante. Os visitantes eram grandes lulas que vieram à superfície e flutuavam perto do barco, seus " dois olhos redondos brilhantes" com uma cor " verde diabólico" parecido com fósforo. 

Em muitas ocasiões, "A Água escura em volta do barco foi repentinamente ocupada por cabeças redondas de aproximadamente 1 metro de diâmetro, deitados imóveis e nos encarando com seus olhos brilhantes. Em outras noites bolas de luz de aproximadamente um metro ou mais de diâmetro, podiam ser vistas embaixo d´água, piscando em intervalos irregulares como lâmpadas elétricas ligadas por um momento" (Randall P. Spackman, A Jornada Jaredita para a América, pp. 146-150, Inédito)

"Estrangeiros barbudos" na cidade de Libe?

Monumentos Olmecas do período dos Jareditas nas Ruínas da cidade de La Venta, situada na costa do Golfo do México possuem figuras barbudas que um respeitado historiador de arte em 1960 chamou de "estrangeiros barbudos". Nós não precisamos olhar muito para esse tipo de barba volumosa típica para ver uma provável origem do mundo mediterrâneo desses Antigos marinheiros. 

Aonde poderia estar o vínculo entre La Venta e o Livro de Mórmon? A cidade de Libe, assim como La Venta, foi construída na costa leste da faixa estreita de terra ( Istmo de Tehuantepec) " do lugar aonde o mar divide a terra" (Éter 10:20), como foi o caso de La Venta, localizada em uma ilha costeira em um mar interno.
Image of Dzahui, god of rain from the Isthmus of Tehuantepec
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/86/Dzahui_del_istmo_de_Tehuantepec.JPG/220px-Dzahui_del_istmo_de_Tehuantepec.JPG

Esse tipo de barba deixou de existir no meio dos povos indígenas da América central algum tempo antes do contato com os Espanhóis. Aonde eles foram? Eles se perderam durante atritos com o povo dominante que vemos hoje em dia e possivelmente, os quais relembram as guerras de extermínio dos Jareditas e nefitas até Ramá/Cumôra próximo a estreita faixa de terra.

Um monstro das profundezas de La Venta

O monumento 63 em La Venta é uma grandiosa coluna de pedra com 2,5 metros de altura com uma fantástica criatura modelada depois um tubarão que circunda sobre um Rei que está segurando isto no alto como um painel sobre um corpo de uma serpente-peixe.

Desenhos nos monumentos do parque de La Venta mostra um rei com plumagens na cabeça até as costas. Um nó no topo com os pés apontando para a esquerda (oeste) se parece como os movimentos de peixes. A face do rei é um grande "sol" circular no corpo de um peixe onde seus braços se levantam do sol ao longo de suas costas.

O Tubarão em La Venta fixa diretamente para o mar da costa do golfo. Proponho que o círculo sobre os peixes levantados com o braço erguido representam a origem do rei da terra do sol nascente sobre o mar. O cocar de pegadas flutuando no nó sobre o peixe pode significar a sua viagem ou sua origem ancestral de além mar. Este é um monumento raro, mas não único.

Há uma figura relacionada em Izapa Stela 5 - A Pedra da Árvore da Vida.

Monstros do Mar como Símbolos de Migração

Esta interpretação se encaixa bem com uma similar serpente gigante levantada em Stela 5 - Izapa no sul do México. Um glifo é o nascer do sol em sua cabeça. Os seres humanos vêm de seu corpo, com a cabeça acima da definição de outras pessoas como no monumento da figura 63, à medida que sobe do mar no lado direito da costa leste.

Estes e outros sinais relacionados com a origem da criação e da migração, em harmonia com a origem da migração das tradições da Mesoamérica além mar. (Norman 1976, Stela 5 capítulo 4. P.165).

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5f/Izapa_Stela_5_.svg/340px-Izapa_Stela_5_.svg.png

Eu sempre fico perplexo sobre a seleção de símbolos de peixes subindo nas nuvens de fumaça do lado esquerdo (oeste) de Estela 5. Agora, pela primeira vez vejo a sua origem e o seu significado mais claramente. Eu identifiquei os peixes pelas formas de sua cabeças como golfinhos e botos, peixes grandes do oceano. Agora eu acredito que eles foram selecionados para representar a "viagem de morte"por todo o mar ocidental do sol poente, ao contrário dos que atravessaram o mar oriental na "jornada de nascimento" com o nascer do sol, que está ligada à ancestral migração originadada do lado leste além mar.

Navegação Antiga - Um Fato

Quando os "barbudos estrangeiros" foram reconhecidos em monumentos La Venta em 1960, qualquer menção da origem mais óbvia do mundo mediterrâneo era estritamente um tabu na antropologia norte-americana - e ainda é.

A rigidez da escola isolacionista está começando a dar lugar a viagens de barcos navegáveis de longas distâncias em mar aberto. Em uma sessão de 2005 do simpósio da Sociedade Americana de Arqueologia, realizada em Salt Lake City, barcos navegáveis foram rastreados em todo o Pacífico pelo seu ambiente único e sofisticado de construção de tábuas e caibros. Barco de mar aberto, o mesmo tipo feito por índios do sul da Califórnia, do mesmo exato modo complexo, ainda teve de ser uma invenção "independente" para um isolamento obstinado que vigia a evolução do laboratório americano. De alguma forma eles poderiam navegar por todas as ilhas do Pacífico, do Havaí para os Mares do Sul, mas não atravessar uma distância igual do oriente e atingir o continente norte-americano. No entanto, o contato entre o Mar do Sul e América do Sul é hoje um facto reconhecido.

As reuniões da SAA em Porto Rico destacaram as evidências do Caribe e da cadeia de ilhas do Golfo na comunicação entre a América do Norte e América do Sul, Florida para Veracruz, e navegação no mar aberto entre Yucatan e ilhas do Caribe.

As longas migrações pelo mar disputadas no Livro de Mórmon já não são mais impensáveis na arqueologia americana. Eles não são apenas possíveis, mas prováveis, e sustentam evidências que estão provando significativamente o contato transoceânico, e até mesmo mantendo a veracidade das histórias do Livro de Mórmon.

Referências

Miner, Alan C. Passo a passo através do Livro de Mórmon, Manuscrito, 2006.Norman, V. Garth.

Escultura Izapa, Texto Parte 1. Documentos da Fundação do Novo Mundo Arqueológico. Brigham Young University, 1976.Ochoa, Lorenzo e Marcia Castro–Leal. Guia do Parque Arqueológico do Museu La Venta. Governo do Estado de Tabasco, Villahermosa, 1986.

Spackman, Randall P. A viagem dos Jareditas para as Américas, Não publicado.

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