NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 1 de março de 2011

GEOGRAFIA - A Descoberta do Vale de Lemuel e do Rio Laman

George D. Portter
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www.ancientamerica.org

Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – Fevereiro/2011
https://2.bp.blogspot.com/_6c-MN-O2zpY/SrpcUhT_ANI/AAAAAAAAAcE/ptZaRHs4mEE/s640/02d-River+of+Laman+in+Valley+of+Lemuel.jpg

O Vale de Lemuel e o Rio Lamã, que deságua no Mar Vermelho.

Quando falamos a respeito da geologia do Vale de Lemuel, ou do Wadi Tayyib al-Ism, que é meu candidato para o Vale de Lemuel, o geólogo com quem trabalhávamos ainda era um profissional da Aramco, e sua especialidade era a região do Golfo de Aqaba.

Esse profissional com quem eu trabalhava é a maior autoridade em geologia naquela área. A maioria dos homens que trabalham no deserto são pós-graduados. Todos estávamos arriscando nossas carreiras ali porque se o governo saudita soubesse o que estávamos fazendo, seríamos expulsos do país. Não que estivéssemos fazendo algo ilegal, mas eles não gostam das pessoas que estão fazendo esforços para promover ou divulgar a fé em Jesus Cristo na sua terra.
Gulf of Suez map.jpg
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Tanto Aqaba quanto Eilat estão nas cabeceiras do Golfo de Aqaba. Aqaba é conhecida atualmente como uma estação de mergulho e balneário, mas as atividades industriais continuam a ser importantes para a região, e a cidade e um exportador de fosfato e algumas conchas. A cidade também é um importante centro administrativo no extremo sul da Jordânia.

Fonte: Wikipedia - Wadi (Arábico: وادي‎ wādī; também: Vadi) é o termo tradicionalmente usado para se referir ao vale. Em alguns casos ele pode se referir ao leito seco (efêmero) leito de rio que contém água apenas durante o tempo das chuvas ou simplesmente um córrego intermitente.)

Fonte: Wikipedia - Aramco Saudita - (Arábicoارامكو السعودية ) é a empresa estatal nacional de petróleo da Arábia Saudita. É a mais valiosa companhia de seu gênero no mundo, cujo valor em 2006,[2] foi estimado em 0.781 trilhão de dólares, e estimativas mais recentes calculam o valor de 2,2 trilhão de dólares norte-americanos[3] a 7 trilhões.[4] Ela também é a corporação com as maiores reservas de óleo bruto e de produção.[5] Com sede em Dhahran, Saudi Arabia,[6] a Aramco Saudita também opera a maior rede mundial de hidrocarboneto, a Master Gas System. Entre os anos de 1933 a 1988 era conhecida apenas como Aramco um acrônimo de “Arabian American Oil Company”. Sua produção anual apenas de óleo cru é de aproximadamente de 3,4 bilhões de barris (540.000.000 m3) e gerencia mais de cem campos de óleo e gás na Arábia Saudita, totalizando pelo menos 264 bilhões de barris (4.20×1010 m3) de reservas de óleo e 253 trilhões de reserva de gás.[7][8] Entre esses campos de propriedade da companhia está o de Ghaward, o maior campo petrolífero em mar aberto do mundo, o campo de Safaniya; e o campo de Shaybah, um dos maiores do mundo do seu tipo.
Resultado de imagem para Al-ʻAqabah

Al-ʻAqabah é uma cidade costeira no sul da Jordânia. É a capital do Governorato de Akabao. Aqaba é estrategicamente importante para a Jordânia já que é o único porto marítimo do país. Na cidade fronteiriça de Eilat,em Israel, há uma alfândega por onde é possível passar para ambas as cidades (ver Wadi Araba Crossing).


A Passagem de Aqaba

A passagem de Aqaba - Coordenadas29°3430N 34°5841E - A Passagem de Fronteira de Araba (Arábicoتقاطع وادي عربة‎ ,Hebreuמעבר-גבול ערבה) é uma passagem internacional de fronteira entre Aqaba, na Jordânia e Eilat, em Israel. Aberta em 8 de Agosto de 1994, é atualmente um dos três pontos de entrada e saída entre os dois países que controla o trânsito de turistas. Em Fevereiro de 2006, os israelitas renomearam seu terminal de fronteira para Yitzhak Rabin (Hebreuמסוף יצחק רבין), seu último Primeiro Ministro.


Terminal de Fronteira Yitzhak Rabin
Nome Oficial


Wadi Araba Border 


מסוף יצחק רבין;

Até 2006: מעבר ערבה
تقاطع وادي عرب
Usuários
Pedestres, Veículos, Containers
Crosses
Local




 EilatIsrael
Mantido por
Abertura
8 Augosto 1994
Pedágio


JOD5.00 (da Jordânia)
ILS94.50 (de Israel)
Tráfico diário


582 pedestres em 2005


11 veículos em 2005


A maioria das pessoas com quem trabalhei e fui para o deserto, já foram embora e eu estou fazendo o trabalho com não-membros d'A Igreja.

Todos sabem o que estou fazendo e quando aquele geólogo leu o registro do Livro de Mórmon, o livro fez todo o sentido para ele.

Eu penso que seria interessante acreditar que Joseph Smith pudesse estar olhando aqui para baixo, para ver meus amigos de exploração franco-belgas, enquanto bebem seu vinho, dizer, "Eu realmente acredito que Leí passou por esse caminho."

Esses amigos muçulmanos têm lido O Livro de Mórmon em quatro idiomas e fizeram um comentário muito interessante; eles disseram, "O Livro de Mórmon é realmente um livro seco. É chato; eu tentei ler esse livro em inglês, mas ele é terrível."

Entretanto, a cópia em arábico é uma cópia original, é poético e belo. Então, quando pego minha versão arábica do Livro de Mórmon, eu leio a noite inteira sem parar, é tão bonito. Então meu amigo diz, "Esse livro foi escrito em arábico."

Agora, o que estamos fazendo no noroeste da Arábia? Estamos procurando o Monte Sinai. Somos uma dupla de membros d'A Igreja que está procurando pelo Monte Sinai e eu acredito que eles estão loucos.  É como a cordilheira das Montanhas Rochosas; toda a Arábia; toda a costa oeste da Arábia é uma cadeia de montanhas, que, pelo jeito, é chamada de "as fronteiras". Lembram de Néfi falando a respeito dos “limites”?

1 Néfi 2
5 E desceu pelos limites perto da costa do Mar Vermelho; e viajou pelo deserto, do lado mais próximo do Mar Vermelho; e viajou pelo deserto com sua família, que consistia em minha mãe, Saria, e meus irmãos mais velhos, Lamã, Lemuel e Sam.

1 Néfi 16
14 E aconteceu que tomamos nossos arcos e nossas flechas e saímos pelo deserto, à procura de caça para nossas famílias; e depois de havermos obtido a caça, voltamos outra vez para junto de nossas famílias no deserto, no lugar chamado Sazer. E saímos novamente pelo deserto, seguindo na mesma direção, mantendo-nos nas partes mais férteis do deserto, que acompanhavam os limites próximos ao Mar Vermelho
Mar Vermelho fotografado por satélite. A esquerda vê-se o Rio Nilo.

(Fonte: Wikipedia - O Mar Vermelho (árabe:Bahr el-Ahmar, hebraico Yam Suf ou Hayam Haadóm) é um golfo do Oceano Índico entre a África e a Ásia. Ao sul, o mar Vermelho comunica com o oceano Índico pelo estreito de Bab el Mandeb e o golfo de Áden. A norte se encontram a península do Sinai, o golfo de Aqaba e o canal de Suez (que permite a comunicação com o Mar Mediterrâneo). O mar Vermelho tem um comprimento de aproximadamente 1900 km, por uma largura máxima de 300 km e uma profundidade máxima de 2 500 metros na fossa central, com uma profundidade média de 500 m, sua água tem um percentual de salinidade de 40%. O mar Vermelho é famoso pela exuberância de sua vida submarina, sejam as inúmeras variedades de peixes ou os magníficos corais. A superfície do mar Vermelho é de aproximadamente 450 000 km², com uma população de mais de 1000 espécies de invertebrados, de 200 espécies de corais e de ao menos 300 espécies de tubarões. As temperaturas na superfície do mar Vermelho são relativamente constantes, entre 21 e 25 °C. A visibilidade se mantém relativamente boa até 200 metros de profundidade, mas os ventos podem surgir rapidamente e as correntes se revelarem traiçoeiras. A criação do mar Vermelho é devida à separação das placas tectónicas da África e da península arábica. O movimento começou há cerca de trinta milhões de anos e continua atualmente, o que explica a existência de uma atividade vulcânica nas partes mais profundas e nas margens. Admite-se que o mar Vermelho transformar-se-á em um oceano, como propõe o modelo de John Tuzo Wilson. O mar Vermelho é um destino turístico privilegiado, principalmente para os amantes de mergulho  submarino.Os países banhados pelo mar Vermelho são Arábia Saudita, Djibuti, Egito, Eritreia, Iêmen, Israel, Jordânia e Sudão. Algumas cidades costeiras do mar Vermelho: Assab, Port Soudan, Port Safaga, Hurghada, Suez, Sharm el Sheikh, Eilat, Aqaba, Dahad, Jeddah, Al Hudaydah. Ao contrário do que possa parecer, o Mar Vermelho, braço do Oceano Índico entre a costa da África e a Península Arábica, não tem esse nome por causa de sua cor. De longe suas águas têm um aspecto azulado. Normalmente são também bastante límpidas, o que faz que a região seja utilizada para atividades de mergulho. A mais provável origem do nome são as bactérias trichodesmium erythraeum, presentes na superfície da água. Durante sua proliferação elas deixam o mar com manchas avermelhadas em alguns lugares. Outra possibilidade são as montanhas ricas em minerais na costa arábica, apelidadas de "montanhas de rubi" por antigos viajantes da região.)

Este é o nome dessas montanhas, as Montanhas Hijaz. Hugh Nibley descobriu esta saída antes de mim. Eu não re o trabalho de Hugh Nibley até mais tarde e tive que descobrir por mim mesmo através de um beduíno. Eu disse que ele estava ficando louco, pensando que podia encontrar uma montanha em toda aquela cordilheira. Ele havia estado lá por quatro vezes e não a tinha encontrado. Eles precisavam do meu caminhão; eles realmente não precisavam de mim. Então tivemos dois dias para procurar o Monte Sinai, e então iríamos para Petra, na Jordânia, porque eu sabia onde fica. Ela fica no mapa…

Bem, vejam; nós encontramos o Monte Sinai, o que nós acreditamos que seja o Monte Sinai. Ela é realmente uma montanha impressionante e tem todo tipo de monumentos que são muito consistentes com o relato do Êxodo, mas essa já é outra história.

Então ficamos realmente empolgados, e a quase 32 km dessa montanha fica a cidade dos mapas árabes chamada de Jetro. Se você for até lá, encontrará os poços de Jetro. O Departamento tem uma cerca ao redor e não se pode entrar sem permissão. Então vimos o sinal saudita e fomos até o edifício que era o gabinete do prefeito. Ele não podia nos dar permissão, então tentou chamar o emir da área que também não podia. Então ele enviou seu assistente que falava inglês para nos mostrar a cerca do local onde ficava o poço. Voltamos lá uns poucos meses mais tarde e um menino beduíno nos perguntou, “Você quer entrar?”

Havia um grande buraco na cerca e ele nos fez entrar. Nós começamos a falar a respeito de Moisés, e recentemente eu havia lido no Qu’ran a história de Moisés no Qu’ran. Ele ficou realmente impressionado de que eu tivesse sido respeitoso o suficiente para ler o Qu’ran. Ele disse, “Se você deseja saber a respeito de Moisés, você deve ir às Águas de Moisés.”

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Manuscrito do Qur'an do Século

(Fonte: Wikipedia - O Qur’an (Arábico: القرآن‎ al-qur’ān, IPA: [qurˈʔaːn], literalmente “a recitação” ou “a declamação”) é o texto religioso do Islam,[1], algumas vezes transliterado como Quran,  Kuran, Koran, Qur’ān, Coran ou al-Qur’ān. É amplamente considerado a mais excelente peça de literatura do idioma arábico.[2][3][4] Os muçulmanos consideram o Qur’an como a orientação verbal divina e o guia moral para a humanidade. Também consideram o texto verbal arábico a revelação final de Deus.[5][6][7][8])

Eu nunca havia ouvido falar disso. Ele disse que haviam 12 fontes e de lá a água jorra a 10 metros. É um milagre. Então ele disse que já foi provado que a água vai morro acima, por engenheiros italianos. Ele disse que há uma cidade em Aqaba onde podemos ver esse milagre.

Quando chegamos lá, o assistente do prefeito daquela cidade não estava, então decidimos procurar outro escritório do governo que talvez pudesse nos mostrar a região. Nós tentamos sempre ir pela porta da frente para obter permissão, onde quer que formos visitar, e quando eu disse ao rapaz do portão o que nós queríamos, ele olhou nossos passaportes e documentos internos e desapareceu. Depois ele voltou e introduziu-nos na estação da guarda costeira para falarmos com o capitão.

Ele quis saber por que estávamos ali. Foi-nos dito que toda a região norte daquela vila era uma área restrita, uma área militar e nós não podíamos entrar. Finalmente o capitão veio e nós falamos com ele e ele disse, “OK! Eu vou deixar vocês entrarem, mas vocês terão uma escolta militar e não podem usar suas câmeras.”

Nós estávamos pensando que ainda estava em algum lugar daquela vila o milagre das 12 fontes.

Eu perguntei, “Onde eles estão?” “Estão a 18 quilômetros para o norte.” Então, só por acaso, ele  pensou que nós estávamos puros (cerimonialmente) porque tínhamos lido o Qu’ran, e nos disse para irmos a essa cidade que fica localizada perto das 12 fontes de Moisés, a área que é conhecida como o segundo acampamento de Moisés, não o primeiro acampamento onde ficam mais 12 poços. Ele nos enviou a este vale.

Enquanto a gente sobe por este vale por quase cinco quilômetros, se chega a uma abertura e lá estão os 12 poços, e há grandes bosques.

Êxodo 15
27 Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

O rio mencionado em Êxodo 15: 27 diz que eles vieram para Elim, com setenta palmeiras. Não que hajam 70 árvores lá, mas que elas representam o Quorum dos 70. E há 12 poços, um para cada tribo. Naquele bosque há árvores, grandes bosques de árvores, e 12 poços que ainda estão lá. Então nós percebemos que Elim era o Segundo acampamento de Moisés. O primeiros tinha que ser em algum lugar antes de terem chegado aqui, então voltamos para aquela cidade.

Então, aqui estamos neste cânion, completamente pela providência. Quando começamos a caminhar por aquele cânion, eu vi a cena mais impressionante que até então havia visto na Arábia Saudita, porque se você ler qualquer descrição da Arábia Saudita, ela vai dizer que é o maior país do mundo sem rios e córregos perenes. Os críticos do Livro de Mórmon pegaram isso bem rápido.

Por que é importante que encontremos um rio de água corrente na Arábia Saudita: Néfi disse que eles foram para o deserto da extremidade norte do Golfo de Aqaba, e lá não há rios. Mas eu estava andando ao lado de um – água corrente na estação seca; e podemos dizer que ele corre o tempo todo. Mas por que isto é tão importante? Os críticos do Livro de Mórmon dizem não acreditarem que as pirâmides da Guatemala tenham algo a ver com o Velho Mundo ou com O Livro de Mórmon. Nós sabemos exatamente por onde Leí passou; ele desceu para o deserto pelas fronteiras do Mar Vermelho, depois viajou para o sul-sudeste, o que significa que ele devia estar a leste do Mar Vermelho. Então eles desceram, viraram a leste em algum ponto e finalmente construíram um navio.

Aqui há alguns comentários críticos quanto ao Livro de Mórmon: "O Livro de Mórmon contém erros geográficos porque a Arábia não tem rios. A Arábia nunca teve um verdadeiro rio em toda a sua imensa área.”

O Dr. Eugene England escreveu sobre o Livro de Mórmon: “Se a história declara ser literalmente verdadeira, não um conto figurativo, temos que confrontá-la com todos os subsequentes 150 anos de detalhadas explorações.” Então decidimos começar na extremidade norte do Golfo de Aqaba, e dirigimos usando apenas os escritos de Néfi como guia, para ver onde eles nos levariam nesta terra sem rios.

(Ele então mostrou um vídeo sonoro que é difícil de entender ou decifrar. O que segue são partes do vídeo que podem ser lidas junto com o que fui capaz de discernir das vozes que ouvia.)

O departamento de pesquisa geológica com o Departamento de Recursos Naturais da Arábia Saudita confirma que “A Arábia Saudita pode ser o maior país do mundo sem rios perenes ou córregos.”

Onde fica o Vale de Lemuel e onde está o deserto na Arábia? Eu fiquei determinado a encontrar a trilha de Leí, e essa trilha fica ao sul do Golfo de Aqaba.

(Há cenas dentro de um caminhão em movimento com vozes falando a respeito de seguir a trilha de Leí.)

Lendo no Livro de Mórmon, determina-se que o Vale de Lemuel deve ser um cânion numa montanha. Néfi escreveu que o Vale fica num deserto, o que significa que ele fica numa montanha.

O Vale de Lemuel era num desfiladeiro. A palavra arábica para ‘montanha’ é ‘jabal,’ que conjugado em hebreu é ‘gebul,’ que significa ‘fronteiras’. Definição de ‘fronteiras’:

Montanha = Arábico = Jabal. Hebreu = Gebul = Fronteiras. As montanhas a noroeste da Arábia são chamadas de Hijaz, que literalmente significa (em inglês), ‘barreiras ou fronteiras’. Néfi escreveu que “o vale ficava nas fronteiras’, significando que “o vale ficava nas montanhas”.

Já que o Vale de Lemuel ficava nas montanhas, deve ter sido num desfiladeiro. Em segundo lugar, esse Vale tem um pequeno córrego fluindo continuamente através dele. Néfi indicou que era um rio de águas. Essa palavra é clara para nós como o seu significado. Em arábico a expressão “rio de águas” é usada somente para pequenos cursos locais de água. O Rio de Lamã deve ter sido um pequeno córrego local. Nenhum nome para ele era conhecido de Leí, não poderia, portanto, ter sido um regato importante, para não dizer o mais importante da terra, ou Leí teria conhecimento dele.
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Para resumir:

1-O Vale de Lemuel era um desfiladeiro.
2-O Rio de Lamã era um pequeno córrego.
3-Desde que “as águas do rio desaguavam na fonte do Mar Vermelho” ele deve desaguar no Golfo de Aqaba.
4-O Vale de Lemuel era fértil. Néfi declara que nele cresciam frutos e grãos, no entanto, o Departamento de Agricultura da Arábia Saudita havia determinado que toda a área ao longo do Mar Vermelho era "0% arável devido ao solo pobre e condições rochosas”.

Néfi escreveu que eles “viajaram no deserto”.

1 E aconteceu que reiniciamos a jornada pelo deserto e, dali em diante, viajamos na direção aproximada do leste. E viajamos e passamos por muitas aflições no deserto; e nossas mulheres tiveram filhos no deserto.
12 Pois até então o Senhor não nos havia permitido fazer muito fogo, enquanto viajávamos pelo deserto, pois disse: Farei com que vossos alimentos se tornem saborosos, para que não vos seja preciso cozinhá-los.

Isto significa que eles desceram pelas montanhas próximas das margens do Mar Vermelho, e viajaram pelo deserto nas montanhas que ficam próximas do Mar Vermelho.

2 Néfi 2
5 E desceu pelos limites perto da costa do Mar Vermelho; e viajou pelo deserto, do lado mais próximo do Mar Vermelho; e viajou pelo deserto com sua família, que consistia em minha mãe, Saria, e meus irmãos mais velhos, Lamã, Lemuel e Sam.

Observe que Néfi primeiros escreveu que eles viajaram “pelas montanhas”, e depois “nas montanhas”. As montanhas nas quais eles viajaram estão próximas do Mar Vermelho, significando que eles viajaram através de duas cadeias de montanhas próximas do Mar Vermelho. É exatamente isto o que encontramos naquela região – uma cadeia de montanhas “perto” do Mar Vermelho. E outra cadeia “mais perto” do Mar Vermelho. Há montanhas se elevando a acima de 9.600 m. O Vale de Lemuel fica nas montanhas “mais perto” do Mar Vermelho.


Foto a partir do espaço: a península do Sinai, banhada a oeste (esquerda) pelo golfo de Suez e a leste (direita) pelo golfo de Aqaba[1] (em hebraico golfo de Eilat, מפרץ אילת, Mifratz Eilat; em árabe, خليج العقبة, Bahr el-Akabah) é uma porção do Mar Vermelho que separa a Península do Sinai da Península Arábica e que banha Israel, Egito, Jordânia e Arábia Saudita. É uma das duas reentrâncias criadas pela bifurcação da extremidade setentrional do Mar Vermelho, na altura da Península do Sinai, com o Golfo de Suez a oeste da península e o Golfo de Aqaba a leste. Sua largura máxima é de 24 km e estende-se por cerca de 160 km, desde o Estreito de Tiran até um ponto em que as fronteiras de Israel, Egito e Jordânia convergem. Nesta área ao fundo do golfo encontram-se três importantes cidades, Taba, no Egito, Eilat, em Israel, e Aqaba, na Jordânia.

Finalmente Néfi escreveu que eles chegaram ao Vale depois de viajar por três dias no deserto. O deserto começa na extremidade norte do Golfo de Aqaba.

Leí teria viajado na Arábia com apenas tendas e provisões se ele tivesse camelos. Um camelo pode viajar de 32 a 40 km por dia, dependendo do terreno. Isto significa que seu acampamento perto do rio deve ter ficado entre 96 a 120 km da extremidade norte do Golfo de Aqaba.

A trilha que eu descrevi leva a um desfiladeiro com um córrego? Estávamos prontos para tentar ver isso. Enquanto viajávamos pela Arábia, encontramos o terreno exatamente como Néfi o descreveu, com as fronteiras junto ao Mar Vermelho, o terreno que era excelente para os camelos caminharem. Exatamente à nossa esquerda estão as montanhas.

As observações iniciais de Néfi funcionaram por quase 72 km, em seguida a passagem ao longo da costa terminou.

Aqui as montanhas descem diretamente no Mar Vermelho, então o que Néfi disse que fez a seguir? Eles viajaram nas fronteiras (ou nas montanhas). Não ficamos surpresos, então, de que o único wadi que chega até as montanhas esteja a aproximadamente 2 km de onde as montanhas chegam bem dentro do mar.

Se estivéssemos na trilha de Leí, teríamos tido apenas uma escolha, entrar no wadi. Mas este wadi levaria até o rio? Nós precisávamos descobrir até onde este wadi chega. Ele tinha que levar a algum lugar, fosse para um rio ou para outra passagem através das montanhas. Se este wadi fosse além de 120 km, ele levaria a um lugar que ficaria além da distância que os camelos podem percorrer num dia. O wadi continuou, e nós estávamos temerosos de que ele terminasse depois de cada curva. Ele não terminou. Ele continuou cada vez mais profundo nas montanhas.

Na hora em que chegamos no final do wadi, estávamos a 9,5 Km a leste do Mar Vermelho, nas montanhas, e 4,8 Km ao sul de onde deixamos o litoral. O wadi provou ser uma passagem através das montanhas que abria para outro wadi direcionado para o sul.


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O Vale de Lemuel e o Rio Lamã

Nós nos dirigimos para esse wadi, chamado Wadi Tayyib al-Ism. Havia várias coisas interessantes que nós notamos a respeito desse wadi:

1- Percebemos que a partir do wadi não havia saída. Se Leí tivesse entrado nesse vale, ele teria sido obrigado a segui-lo até seu fim.

2 – Que a pouca vegetação disponível era excelente para os camelos.

3 – Enquanto descíamos através das montanhas, rapidamente chegamos ao nosso limite de 112 km e o que estávamos vendo era uma paisagem tipicamente árabe – sem água e sem vegetação, e certamente sem árvores. Neste ponto o wadi dá uma guinada súbita para o oeste e segue para as altas montanhas na linha da costa. Aqui nós esperávamos que o wadi fosse estéril; em vez disso encontramos um oásis de tamareiras. Os árabes têm um dizer que as tamareiras têm seus pés na água e o tronco no fogo.

Ao chegar nesse lugar, Leí soube que encontraria uma fonte de água e suprimento de comida para sua família. Onde encontraríamos esse vale fértil? Nós seguimos exatamente as instruções de Néfi. Esta era a grande fenda nas montanhas que separava o oásis do Mar Vermelho. Em poucas centenas de metros da entrada do desfiladeiro fizemos uma verdadeira descoberta – uma fonte que produzia um pequeno córrego de água pura fluindo através de um desfiladeiro espetacular formado por algumas das mais altas montanhas de rocha do mundo. (Vários minutos de vídeo mostrando o córrego de muitos lugares até sua desembocadura no Golfo, a exuberância do oásis; nenhuma voz.)

Leí e sua família juntaram sementes e frutos de muitos tipos, a maioria de grãos. Várias espécies de tamareiras crescem neste vale. Encontramos grãos crescendo no vale. Há alguma evidência de que Leí e sua família tenham vivido nesse vale?  No lado de fora desse oásis nós encontramos as ruínas do que parece ser um grande e primitivo acampamento. Leí teria construído quebra-ventos, áreas de estocagem e paredes de pedras encontradas no desfiladeiro. Os arqueólogos teriam ido a este lugar?

Em busca da resposta a essa pergunta, George Potter foi a uma universidade especializada em petróleo e geologia na Arábia Saudita. Ele ficou sabendo que uma equipe de arqueólogos internacionais havia explorado o noroeste da Arábia em 1980. A coleção arqueológica daquela área mostrou que o Volume 5 de Saudi Arabian Archaeology providenciou a informação de que ele precisava. O wadi Tayyib al-Ism havia sido visitado por uma equipe de arqueólogos em 1980.
Aqaba Archeological Museum02.jpg
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Eles haviam classificado as ruínas como um ‘acampamento’ e as catalogaram como “Sítio Arqueológico nº 200-81”. Eles também descobriram cacos de cerâmica nesse acampamento e questionaram sua linhagem, mas os classificaram como sendo anterior à Idade do Ferro (posterior ou de meados do 2ºmilênio a.C. – os Sítios de Midiã). Agora sabemos que os campos que encontramos datavam da época de Leí.   

Outra estrutura feita pela mão do homem chamou a atenção de Richard Wellington – uma pequena caixa de pedra enterrada no desfiladeiro. [Este é o fim da apresentação do vídeo].

Também encontramos dois altares lá. Agora, este é o Vale de Lemuel? Ele possui o único riacho conhecido que corre continuamente por todo o ano na Arábia Saudita. Se você quiser chegar até ele, apenas pegue O Livro de Mórmon, leia as instruções de Néfi, substitua a palavra “fronteiras” por “montanhas”, porque é isso que ela significa, apenas dirija descendo e você chegará no lugar certo. De fato teria sido quase impossível para Leí ou para nós não o ter encontrado. Isso é muito impressionante. Seria ele o Vale de Lemuel? Eu acredito que sim. Eu fiz uma apresentação em American Fork no ultimo verão para a “Ancient America Foundation” e um cavalheiro veio até mim antes de eu começar e perguntou, “Você vai nos mostrar o Vale de Lemuel?” “Sim, pelo menos o Tayyib al-Ism." "Bem, eu estive lá. Eu morei em Jiddah, e meu presidente de ramo nos levou até La”.  O lugar é chamado de Wadi Tayyib al-Ism, e até mesmo os ex-companheiros de trabalho de lá, que não são mórmons, sabem o que eu tenho feito lá, então eu penso que vamos renomeá-lo para Vale de Lemuel Parque, porque ele é um lugar muito popular agora, para os mórmons e outros, da mesma maneira.

A razão pela qual eu acredito que O Livro de Mórmon é verdadeiro não tem nada a ver com as evidências que temos sido capazes de encontrar na Arábia. Tem a ver com quando minha mãe me pediu que lesse O Livro de Mórmon e o próprio livro testificou para mim que ele é verdadeiro. Eu presto meu testemunho hoje de que O Livro de Mórmon está em complete harmonia com a geografia e a história da Arábia na época de Leí.

Muito obrigado.

Editorial da AAF – Nota final por Garth Norman. Depois de ler a proposta de localização do Vale de Lemuel feita por George Potter pela primeira vez eu fiquei impressionado com a marcante correspondência das características de natureza física do sonho de Leí da Árvore da Vida com o ambiente de Tayyib al-Ism, sonho que ele teve enquanto vivia numa tenda no Vale de Lemuel (1 Néfi 8). Isto me convenceu pessoalmente além de qualquer dúvida de que George Potter encontrou mesmo o Vale de Lemuel. Eu não posso imaginar um local mais perfeito que corresponda com os detalhes do sonho de Leí, os quais não existem em nenhum outro lugar da costa noroeste da Arábia onde Leí acampou. O rio vem de uma “nascente” e corre para o mar.

Um "campo grande e espaçoso” – o vale superior – “passava também pela nascente do rio” do qual a trilha se estendia pela barranca do rio”. (1 Né. 8: 19)

Palmeiras, assim como a Árvore da Vida, não estão muito longe da nascente do rio – sua nascente estava próxima”. O rio logo se tornou num “abismo intransponível” ou um desfiladeiro onde alguém vagando longe da árvore pudesse ficar preso no desfiladeiro e “se afogar nas suas profundezas”.

A erosão feita pela água no fundo rochoso de um estreito desfiladeiro é sinal de extensivo fluxo de água fluindo por muito tempo, o que pode ocorrer durante pesadas chuvas durante a estação chuvosa quando a água quando a água escoa vale abaixo e especialmente derrama para fora das pareces do desfiladeiro como um funil no fundo estreito, aumentando em volume quanto mais profundamente o rio flui na garganta de um desfiladeiro, transformando-o numa armadilha mortal. Esta condição é exatamente como as inundações rápidas que ocorrem durante as tempestades de chuva nos estreitos desfiladeiros do sul de Utah.

Por ultimo, a névoa que cegava as pessoas no caminho da Árvore da Vida são típicas das manhãs durante os meses de inverno que poderiam vir do mar de Acaba para o desfiladeiro.

Qualquer pessoa que tenha estado ou vivido na costa do Oceano Pacífico durante o inverno está bem familiarizado com esta condição.

A razão pela qual esses detalhes vêm tão vividamente à minha mente na primeira apresentação foi porque eu as estudei exaustivamente anos antes e as correlacionei com características simbólicas e físicas gravadas na assim chamada “Pedra do Sonho da Árvore da Vida de Leí”, a Stela 5, encontrada em Izapa, no sul do México. Então nós temos uma cena gravada num monumento  de pedra no México datando do quarto ou quinto século antes de Cristo, não muito depois de Leí ter chegado naquele país, que corresponde à topografia do vale e com o ambiente da costa do Golfo de Acaba, na Arábia, que corresponde com os detalhes do sonho de Leí enquanto acampava naquela região no sexto século antes de Cristo antes de ele navegar para a América como está registrado no Livro de Mórmon. Três testemunhas nos dão alguns detalhes que confirmam a autenticidade desse impressionante relado do Livro de Mórmon que é a pedra angular espiritual do registro e merecedor de nossos mais ponderados estudos.
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As correlações feitas por Garth Norman a respeito de Stela 5 e o sonho que Leí teve sobre a Árvore da Vida podem ser encontradas na obra The Book of Mormon Reference Companion, Deseret Book, 2002, e em Book of Mormon-Mesoamerican Geography: History Study Map text, Plate 6, 2008 3rd ed.]