NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

BÍBLIA - O Vidente

O Vidente
Excertos de “Step by Step through the Book of Mormon”
(Passo a Passo Através do Livro de Mórmon, de Alan C. Miner)
com citações de

Brant Gardner e Garth Norman

Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – Fevereiro/2011

Em resposta à pergunta de Lími com respeito ao conteúdo das 24 placas recuperadas dos jareditas, Amon disse o seguinte:

13 “Ora, Amon disse-lhe: Posso indicar-te com segurança, ó rei, um homem capaz de atraduzir os registros; porque possui algo com que pode olhar e traduzir todos os registros da antiguidade; e é um dom de Deus. E esses objetos são chamados bintérpretes e nenhum homem os pode olhar, a menos que lhe seja ordenado, para que não procure o que não deve e pereça. E quem quer que receba ordem para olhá-los é chamado cvidente.
14 E eis que o rei do povo que está na terra de Zaraenla é o homem que recebeu ordem para fazer estas coisas e que possui este grande dom de Deus”. (Mosias 8:13-14)

Então, o que é um vidente?

Antes de responder essa pergunta, vamos focalizar numa palavra chave aqui. Essa palavra é “antigo”.

A história antiga não foi escrita como uma crônica dos fatos. A história foi escrita como uma série de ciclos, padrões, tipos e comparações. Então, o que é um vidente? Um vidente é alguém que pode ler fatos históricos e ver esses padrões. Observe como aparentemente o rei Lími captou imediatamente isso:

15 “E o rei disse que um vidente é maior que um profeta” (Mosias 8:15)

Então Amon expande a idéia sobre o que é um vidente:

16 “E Amon disse que um vidente é também revelador e profeta; e que não há dom maior que um homem possa ter, a não ser que possuísse o poder de Deus, que ninguém pode possuir; contudo, o homem pode receber grande poder de Deus.
17 Um vidente, porém, pode saber tanto de coisas passadas como de coisas futuras; e por meio deles todas as coisas serão reveladas, ou seja, coisas secretas serão manifestadas e coisas ocultas virão à luz; e darão a conhecer coisas que não são conhecidas; e também manifestarão coisas que, de outra maneira, não poderiam ser conhecidas”. (Mosias 8:16-17)

Mas por que o vidente é maior que o profeta?

Porque um vidente adquire seu conhecimento a respeito do passado e então profetiza sobre o futuro. O entendimento de porque as coisas acontecem é visto em ciclos, comparações, tipos e sombras do passado, presente e futuro.

Depois de dar um breve histórico das circunstâncias que envolveram a descoberta das vinte e quarto placas cobertas de gravações, o Rei Lími afirma que

11 “...e não há na terra alguém capaz de interpretar a língua, isto é, as gravações que estão nas placas. Foi por isso que te perguntei: Podes traduzir? (Mosias 8:11) 

Depois disso ele perguntou a Amon se ele conhecia alguém que pudesse ler aqueles registros.

3 “Ora, Amon disse-lhe: Posso indicar-te com segurança, ó rei, um homem capaz de atraduzir os registros; porque possui algo com que pode olhar e traduzir todos os registros da antigüidade; e é um dom de Deus. E esses objetos são chamados bintérpretes e nenhum homem os pode olhar, a menos que lhe seja ordenado, para que não procure o que não deve e pereça. E quem quer que receba ordem para olhá-los é chamado cvidente”.  (Mosiah 8:13)

De acordo com Brant Gardner, a chave para entender o que Amom está dizendo aqui é a palavra “antigo”, ou seja, estamos lidando com registros “antigos”. Para entender a importância do texto antigo, precisamos entender a maneira em que o passado era concebido na antiga Israel e na antiga Mesoamérica (e provavelmente em muitas outras partes do mundo antigo). A história não era simplesmente algo que havia acontecido, mas um vislumbre de ciclos que haviam ocorrido e ocorreriam novamente.

Para israel, "o princípio unificador [agiu] como um ímã entre limalhas de ferro. Ele criou um padrão histórico fora de todas as suas complexidades, um padrão que divulgou os propósitos de Deus que estavam previamente escondidos". Assim, para Israel, o passado revelava uma forma do futuro, uma das manifestações de que esse padrão de vida e história pode ser visto nas numerosas maneiras em que o Êxodo se tornou o modelo para eventos subsequentes, inclusive para Leí e sua família.

(Podemos conhecer praticamente o aspecto das linhas de força do campo magnético de um ímã.  Basta colocar sobre o ímã uma folha de cartão; depois espalhar sobre o cartão um pouco de limalha de ferro.  Os pequenos pedacinhos de ferro se imantam: cada um deles se torna um ímã.  O polo norte de cada um desses pequenos ímãs é atraído pelo polo sul do vizinho, de maneira que se formam verdadeiras cadeias de ímãs.  Essas cadeias se dispõem sobre o cartão exatamente ao longo das linhas de força.  Chama-se espectro magnético à figura obtida com a limalha de ferro assim disposta ao longo das linhas de força.  A figura 241 mostra o espectro magnético de um ímã em forma de barra.)
Na Mesoamérica, todo o tempo corre em ciclos repetitivos. O mito da criação que era compartilhado entre os Maias e os Nahuas fala dos ciclos recorrentes de destruição e nova criação na qual a destruição e a renovação do sol era o evento principal. A casual chegada dos espanhóis no ano cíclico mesoamericano que simbolizava a mudança e a renovação permite a eles terem sido vistos como o retorno já predito do deus Quetzalcoatl.  Infelizmente, entretanto, a maior repetição do passado não foi a chegada de Cortez ter se tornado o triunfal retorno de Quetzalcoatl, mas a maneira com que a destruição do reino asteca repetiu a destruição da antiga Tula—um evento também indelevelmente ligado a Quetzalcoatl na mitologia do povo Nahua.
Um vidente, portanto, era alguém que podia não simplesmente ler a respeito do passado, mas ter o passado revelado a ele; ter a “verdade real” do passado revelada, não simplesmente o registro do passado. Com uma concepção do passado que o liga ao futuro, um vidente era então alguém que podia ver o futuro porque ele podia ver o passado, enquanto que o profeta via somente o futuro que lhe é revelado. Um vidente teria maiores padrões disponíveis para suas profecias.
       
Observe como o Rei Lími imediatamente entendeu este conceito através de sua resposta a Amom:

15 “E o rei disse que um vidente é maior que um profeta”. (Mosias 8:15).

[Brant Gardner, "Book of Mormon Commentary,"

PEDRAS VIDENTES
Garth Norman
Uma Pedra Vidente era um instrumento divino do profeta-vidente e funcionava como o Urim e Tumim e a Liahona. A memória do profeta e vidente nefita Mosias pode ter sido preservada na tradição do povo Maia. O primeiro ancestral Quiche Maia, Balam-Quitze, antes de morrer passou o emblema de sua existência:  "Esta é a lembrança que eu deixo para você. Este será seu poder”. Ele era chamado Pizom-Gagal, e permaneceu Escondido num embrulho, que era guardado pelos servos do templo.

Giron deriva de quira, “desatar”, “desenrolar”, “para preservar”. O dom era “a pedra de Nacxit, que era usada para encantamentos”. O documento Totonicapan também declara que quando Balam-Quitze partiu, ele pronunciou estas palavras: “Mantenha os preciosos dons que nosso pai Nacxit nos deu; eles serão úteis para nós porque ainda não encontramos o lugar em que vamos nos estabelecer."  (Popol Vuh 1950. page 205, note 3) 

De acordo com os Titles of the Lords of Totonicapan, foi dado a Balam-Quitze um dom chamado Giron-Gagal pelo grande pai Nacxit (Quetzalcoatl) quando o povo Quiche deixou Tulan-Civan (Abundância).

Giron deriva de quira, “desatar”, “desenrolar”, “para preservar”. O dom era “a pedra de Nacxit, que era usada para encantamentos”. O documento Totonicapan também declara que quando Balam-Quitze partiu, ele pronunciou estas palavras: “Mantenha os preciosos dons que nosso pai Nacxit nos deu; eles serão úteis para nós porque ainda não encontramos o lugar em que vamos nos estabelecer."  (Popol Vuh 1950. page 205, note 3)  

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O URIM E TUMIM
[והתּמּים האוּריםhā-'ūrīm weha-tummīm
 Objetos usados para determinar a vontade divina quando questões de importância nacional necessitavam duma resposta de Yehowah.

Conforme registrado em Levíticos 8:8, Moisés, depois de colocar o peitoral em Aarão, pôs o Urim e o Tumim no peitoral. Ao passo que a preposição hebraica aqui traduzida “em” [abrangida na contração “no”] possa ser traduzida “sobre”, a mesma palavra é usada em Êxodo 25:16 ao se falar de colocar as duas tábuas de pedra na arca do pacto. (Êxodo 31:18) Alguns têm sugerido que o Urim e o Tumim eram as 12 pedras afixadas no peitoral. Que este não era o caso é demonstrado pelo fato de que, na cerimônia de investidura do sacerdócio, o peitoral completo, com as 12 pedras costuradas nele, foi colocado em Aarão, e depois o Urim e o Tumim foram colocados no peitoral. Também, uma comparação de Êxodo 28:9, 12, 30, refuta a teoria de que consistiam nas duas pedras de ônix colocadas sobre as ombreiras do éfode do sumo sacerdote. (Êxodo 28:9-14) É evidente que se tratava de objetos distintos.

Seu Uso



É digno de nota que o Urim e o Tumim devessem ficar sobre o coração de Arão quando ele ‘entrasse perante Yehowah’, o que sem dúvida se referia a Aarão pôr-se de pé no Santo, diante da cortina do compartimento Santíssimo, ao indagar de Yehowah. Sua localização, “sobre o coração de Arão”, parece indicar que o Urim e o Tumim eram colocados na dobra da veste, ou bolsa, formada pelo peitoral dobrado. Destinavam-se aos “julgamentos dos filhos de Israel” e eram usados quando uma questão de importância para os líderes nacionais e, por conseguinte, para a própria nação, precisava duma resposta de Yehowah. Sendo o Legislador de Israel, Yehowah daria uma resposta ao sumo sacerdote sobre o proceder correto a seguir em qualquer assunto. — Êxodo 28:30.

Quando Abiatar, depois de escapar da matança dos sacerdotes de Nobe, ocasião em que seu pai morreu, procurou Davi, levando o éfode, Davi pediu que usasse o Urim e o Tumim. Pelo visto, este era o éfode do sumo sacerdote. — 1Sa 22:19, 20; 23:6-15.
(O “Éfode” era feito de pano de púrpura, azul, escarlate, branco, e linhas de ouro, habil e belamente entretecido. Ele compunha-se de duas partes, uma suspensa na frente e a outra sobre as costas. Estas duas partes foram fixadas por duas fivelas de ouro que repousavam nos ombros. O “éfode” tipificava os dois grandes pactos — o Pacto Abraâmico representado pela parte da frente, e o Novo Pacto representado pela parte das costas, ambos dos quais são deste modo demonstrados para serem subordinados a nosso Sumo Sacerdote. Ambos destes pactos estão colocados sobre ele: se ele faltasse a suportá-los, faltaria de levar a cabo seus termos e condições, eles cairiam por terra — falhariam. Mas estes pactos estão unidos e firmemente enganchados nele por argolas de ouro (poder divino), tanto como amarrados a ele pelo “cinto de obra esmerada” — [33] uma corda feita do mesmo material que o éfode.)

Podem Ter Sido Sortes


À base dos casos registrados nas Escrituras, em que Yehowah foi consultado por meio do Urim e do Tumim, parece que a pergunta era formulada de tal modo que se pudesse responder com um “sim” ou um “não”, ou pelo menos com uma resposta muito breve e direta. Em certo caso (1Sa 28:6), apenas o Urim é mencionado, evidentemente subentendendo-se a inclusão também do Tumim.

Vários comentaristas bíblicos crêem que o Urim e o Tumim eram sortes. Estes são chamados de “as sortes sagradas” na tradução, em inglês, de James Moffatt, de Êxodo 28:30. Alguns supõem que consistiam em três peças, uma com a inscrição “sim”, outra com “não” e a terceira em branco. Estas seriam retiradas, fornecendo a resposta à pergunta proposta, a menos que a peça em branco fosse tirada, caso em que não havia resposta. Outros acham que talvez fossem duas pedras achatadas, brancas num lado e pretas no outro. Quando lançadas, dois lados brancos significariam “sim”, dois lados pretos “não”, e um preto e um branco significariam nenhuma resposta. Em certa ocasião, quando Saul indagou por meio do sacerdote se devia prosseguir no ataque aos filisteus, ele não recebeu resposta. Achando que alguém dentre os seus homens havia pecado, ele suplicou: “Ó Deus de Israel, dá Tumim!” Saul e Jonatã foram separados dos que estavam presentes; depois disso, lançaram-se sortes para se decidir entre os dois. Neste relato, a súplica: “Dá Tumim”, parece ser à parte do lançamento das sortes, embora talvez dê um indício de que havia alguma relação entre as duas coisas. 1Sa 14:36-42.

Serviam Para Vincular o Reino com o Sacerdócio.

O sacerdócio aarônico é mencionado em Deuteronômio 33:8-10, que diz: “Teu Tumim e teu Urim pertencem ao homem que te é leal.” A referência a estes como pertencendo “ao homem que... é leal [a Yehowah]” talvez seja uma alusão à lealdade da tribo de Levi (da qual proveio o sacerdócio arônico), demonstrada em relação com o incidente do bezerro de ouro. — Êxodo 32:25-29.

Yehowah providenciou sabiamente o Urim e o Tumim e colocou-os nas mãos do sumo sacerdote. Isto tornava o rei dependente, em grande medida, do sacerdócio, evitando-se a concentração de demasiado poder nas mãos do rei. Tornava necessária a cooperação entre a realeza e o sacerdócio. (Números 27:18-21) Yehowah tornava conhecida a sua vontade a Israel por meio de sua Palavra escrita, também por meio de profetas e de sonhos. Mas parece que os profetas e os sonhos eram usados em ocasiões especiais, ao passo que o sumo sacerdote, com o Urim e o Tumim, estava sempre presente junto ao povo.

Seu Uso Cessou em 607 AEC



De acordo com a tradição judaica, o uso do Urim e do Tumim cessou quando Jerusalém foi desolada e seu templo foi destruído, em 607 d.C. pelos exércitos babilônios sob o Rei Nabucodonosor. (Talmude Babilônico, Sotah 48b) Este conceito é apoiado pelo que lemos a respeito destes objetos nos livros de Esdras e de Neemias. Ali, foi dito a certos homens, que alegavam ser descendentes sacerdotais, mas que não conseguiam encontrar seus nomes no registro público, que eles não podiam comer das coisas santíssimas, providas para o sacerdócio, até que um sacerdote se pusesse de pé com o Urim e o Tumim. Mas não há registro algum do seu uso naquela época, e, depois disso, a Bíblia não mais tece nenhuma referência a estes objetos sagrados. — Esdras 2:61-63; Neemias 7:63-65.

O Sumo Sacerdote Maior Consulta a Yehowah.

Jesus Cristo é descrito na carta de Paulo aos hebreus como o grande Rei-Sacerdote segundo a maneira de Melquisedeque. (Hebreus 6:19, 20; 7:1-3) Nele se combinam a realeza e o sacerdócio. Sua obra sacerdotal foi prefigurada pela do sumo sacerdote do antigo Israel. (Hebreus 8:3-5; 9:6-12) Todo o julgamento da humanidade está entregue às suas mãos, como tal Sumo Sacerdote. (João 5:22) No entanto, quando estava na terra, Jesus declarou: “As coisas que vos digo não falo da minha própria iniciativa; mas o Pai, que permanece em união comigo, está fazendo as suas obras” (João 14:10), e: “Não faço nada de minha própria iniciativa; mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo.” (João 8:28) Disse também: “Se eu julgo, o meu julgamento é veraz, porque não estou sozinho, mas o Pai, que me enviou, está comigo.” (João 8:16) Certamente, em sua posição celestial exaltada, e aperfeiçoado como Sumo Sacerdote para sempre, ele continua neste proceder de sujeição ao Pai, voltando-se para ele em busca de orientação nos julgamentos. — Hebreus 7:28; compare isso com 1Coríntios 11:3; 15:27, 28.
Os misteriosos Urim e Tumim 
O sumo-sacerdote do povo de Deus levava sobre o peito estes misteriosos Urim e Tumim, que são palavras plurais em hebraico e significam "As luzes" e "As perfeições”.
Estes estranhos objetos serviam para confirmar coisas ao povo de Deus. Vejamos alguns textos a respeito:

"Então disse o Senhor a Moisés: toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele. E se porá perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor. conforme o seu dito sairão. e conforme o seu dito entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação." (Números 27:18,21).

"E de Levi disse: Teu Tumim e teu Urim são para teu amado, que tu provastes em Massá, com quem contendestes nas águas de Meribá." (Deuteronômio 33:8).

Vemos aqui que o Urim e o Tumim eram da guarda exclusiva e especial dos levitas, os sacerdotes escolhidos por Deus. Somente eles tinham permissão de operá-los.

"E perguntou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas." (I Samuel 28:6).

Ao que tudo indica, como vemos adiante, Urim e Tumim só respondiam positivamente, logo Saul jamais teria uma resposta, pois a resposta de Deus, daquele tempo em diante, foi e sempre seria, NÃO!

"E o tirsata (ou governador). lhes disse que não comessem das coisa sagradas até que houvesse sacerdote com Urim e com Tumim."

Alguns traduzem Urim e Tumim como "O brilhante" e "O perfeito".

Jerônimo traduziu como, "Doutrina" e "Julgamento".

A tradução dos setenta preferiu "Declaração" e "Verdade", ou ainda "Manifestação e "Verdade".

O sacerdote, quando inquiria de Deus, usava o Urim e o Tumim, e antiga tradição hebraica afirma que, ao ser positiva a resposta de Deus, luzes sobrenaturais de variadas cores acendiam-se nas doze pedras preciosas, com os nomes das doze tribos de Israel, que se encontravam no peitoral do sacerdote. (Êxodo 28:15-21).