NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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domingo, 11 de julho de 2010

CULTURA ANTIGA - Templos na Mesoamérica

Alan C. Miner
Extraído de Step by Step Through the Book of Mormon
(Passo a Passo Através do Livro de Mórmon)
citando Hugh Nibley, Bruce Warren e Thomas Stuart Ferguson.

Tradutor Elson Carlos Ferreira – Curitiba – Fevereiro/2006

3 Néfi 11:1 – O Templo:

Hugh Nibley, Professor Emérito da Brigham Young University, escreveu:

“O que faz um templo diferente de outras construções não é a sua santidade, mas sua forma e função. Qual é essa forma? Podemos resumir uma centena de estudos de data recente na seguinte fórmula: Um tempo, por bem ou por mal, é um modelo do universo em menor escala.
A primeira menção da palavra “templum” é de Varro, para quem ela designava uma construção especialmente designada para interpretar sinais nos céus – um tipo de observatório onde se encontra o azimute do universo. O termo raiz, em grego e latim, denota um "corte" ou interseção de duas linhas bem no ângulo, “o ponto onde o cardo e o decumanus se cruzam", também as quatro regiões se juntam, estando cada templo cuidadosamente orientado para expressar “a idéia da pré-estabelecida harmonia entre a imagem celestial e a terrestrial".(Hugh W. Nibley, "What is a Temple?" in The Temple in Antiquity, p. 22)

Nota. É muito interessante que todos os lugares simbólicos onde Jesus poderia ter aparecido aos nefitas, ele escolheu o templo, um lugar simbolicamente representado por uma cruz. Além disso, o local do templo era em Abundância, denotando a abundância de tudo o que há na terra, um lugar que representava apropriadamente a harmonia e a comunicação entre os céus e a terra. A vida de Cristo foi verdadeiramente simbólica, tanto espiritual quanto temporalmente (veja 1 Néfi 22:1-3) (Alan C. Miner, Notas Pessoais)

Nota. A cruz do templo mencionada por Nibley torna o templo o ponto central que irradia para os quatro quadrantes. A orientação cósmica tradicional de estruturas retangulares de templos, o leste para o nascer do sol e o norte para o Polaris, reforça este conceito. Esta figura também se aplica ao templo nefita em Abundância, com respeito a sua localização geográfica. A cidade de Abundância era a última defesa na Estreita Faixa de Terra. Deste local central o evangelho de Cristo se espalhou através das terras do norte e do sul para converter todo o povo num tempo relativamente curto (4 Néfi 1:2). Todos os templos da Mesoamérica foram orientados cosmicamente, algumas vezes em direção a solstícios em vez de equinócios, talvez devido em parte à posição intercardinal da terra, para melhor se conformar ao ambiente. Um candidato ao templo de Abundância foi encontrado no Istmo de Tehuantepec, e pode estar enterrado sob uma cidade moderna. É interessante notar que um templo de período jaredita anterior, no Istmo de Tehuantepec em San Lorenzo foi orientado nas quatro direções cardinais.
(V. Garth Norman, Notas Pessoais)

Na obra The Messiah in Ancient America, pp. 163-166, de Bruce W. Warren e Thomas Stuart Ferguson,está escrito:

“Numa interessante passagem de Isaias lemos: 'E acontecerá nos últimos dias que a montanha da casa do Senhor será estabelecida no topo das montanhas, e será exaltada acima dos montes; e todas as nações fluirão a ela. E muitos povos irão e dirão, Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó... ' (Isaias 2:2-3; ver também 2 Néfi 12:2-3 e Miquéias 4:2)

Quando Abraão construiu seu altar, chamou-o Betel. Ele ficava no topo de uma montanha. (Gênesis 12:8). Por todo o sul do México e na Guatemala, as ruínas de altares antigos e santuários aparecem no topo  dos montes... A palavra maia para as torres dos seus templos é “Ku”, a mesma palavra para Deus. Hunab Ku, designa o Deus-pai maia do universo. Assim, o conceito de templo como um monte artificial, santificado pela presença de Deus, também é bem conhecido no Novo Mundo.

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