NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ARQUEOLOGIA - Dois links dignos da sua atenção:

Diane E. Wirth: Mormon.

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Diane E. Wirth

Tradutor Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil - Janeiro/2006

Muitas escrituras do Livro de Mórmon se relacionam com práticas mencionadas no Livro de Mórmon. Dois desses temas são A Árvore da Vida (veja o estudo de Garth Norman sobre Stela 5 em Izapa, Chiapas, México), e as Sete Tribos Primordiais (veja “The Seven Primordial Tribes: A Mesoamerican Tradition,” de Diane Wirth em AAF Newsletter, No. 8 July 1996 www.ancientamerica.org). Algumas escrituras dão informações sobre o que era entendido pelos povos mesoamericanos. Onze escrituras de bastante interesse serão mencionadas abaixo:

Os descendentes dos Nefitas ainda estão conosco hoje em dia, e não foram totalmente destruídos na sua batalha final contra os Lamanitas na Mesoamérica:

1) “... portanto, que o Senhor não permitirá que os gentios destruam completamente a mescla de tua semente que está entre os teus irmãos.” (1 Néfi 13:30)

2) “... o Senhor... prometeu-nos que nossa semente não seria totalmente destruída, segundo a carne, mas que a preservaria...” (2 Néfi 9:53)

Talvez muitos chegariam ao Novo Mundo vindos de outros países, além daqueles povos mencionados no Livro de Mórmon:

3) “... Sim, o Senhor concedeu esta terra por convênio a mim e a meus filhos para sempre; e também a todos os que forem tirados de outros países pela mão do Senhor”. (2 Néfi 1:5)

No Popol Vuh, obra literária do povo Quiché Maia, está registrado que os homens foram criados com o propósito de adorar e clamar aos seus deuses:

4) “...e a todos criou para o mesmo fim, para que guardassem seus mandamentos e glorificassem-no para sempre”. (Jacó 2:21)

Sabe-se que as culturas mesoamericanas fizeram imagens de seus deuses que vivem nos céus e abaixo, na terra.

5) “...Não farás para ti imagem de escultura nem alguma semelhança do que há em cima nos céus nem embaixo na Terra”. (Mosias 13:12)

Era costume, especialmente entre a realeza Maia, esquartejar os corpos sacrificiais, enquanto se ofereceria o sangue, que servia como pagamento expiatório de sangue penitencial. Ch’ab, o glifo Maia associado com esse rito significa “fazer penitência”:

6) “Poi é necessário que haja um grande e último sacrifício; não um sacrifício de homem nem de animal... pois não será um sacrifício humano... Ora, não há homem algum que possa sacrificar o seu sangue para expiar pecados de outrem...” (Alma 34:10-11)

Os Astecas pensavam que seus guerreiros mortos eram especiais e retornariam à presença de seus deuses no reino celestial, fossem eles bons ou maus.

7) “...Portanto não deveis supor que os justos estejam perdidos por terem sido mortos [em guerra]; mas eis que eles entram no descanso do Senhor seu Deus”. (Alma 60:13).

A maioria dos povos mesoamericanos definitiavmente acreditavam em deuses e até mesmos seus governantes eram considerados santos ou divinos:

8) “E então alguns dentre o povo disseram que Néfi era profeta. E outros disseram: Eis que ele é um deus, pois se não fosse um deus não poderia saber de todas essas coisas”. (Helamã 9:40-41)

Era uma crença comum na Mesoamérica que a humanidade vivera um estado pré-mortal, que vivemos na presença de Deus e que seríamos ressuscitados depois da morte:

9) “Mas eis que a ressurreição de Cristo redime a humanidade, sim, toda a humanidade; e leva-a de volta à presença do Senhor”. (Helamã 14:17)

Os povos pré-colombianos do México acreditavam que seu deus os considerava como “jóias preciosas”:

10) “E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, no dia em que eu reunir minhas jóias; e poupá-los ei, assim como um homem poupa o filho que o serve”. (3 Néfi 24:17)

Não apenas homens e mulheres eram sacrificados na Mesoamérica, como também as crianças:

11) “E marcharam contra a cidade de Teâncum e expulsaram seus habitantes e fizeram muitos prisioneiros, tanto mulheres como crianças, oferecendo-os em sacrifício a seus ídolos”. (Mórmon 4:14)

Na Mesoamérica, o túmulo era considerado o útero da mãe terra:

“...e sua carne e ossos e sangue jaziam sobre a face da terra, deixados pelas mãos daqueles que os mataram para decomporem-se sobre a terra e desfazerem-se e voltarem para a sua mãe-terra”. (Mórmon 6:15)

Os Maias, em particular, batizavam suas criancinhas aspergindo-os com água, e a realização desse rito era chamado de “Zihil,” que significa literalmente “nascer de novo”:

“E desta maneira o Espírito Santo manifestou-me a palavra de Deus; portanto, meu amado filho, sei que é um sério escárnio perante Deus batizar criancinhas” (Morôni 8:9)

Em resumo, as escrituras acima e suas correspondentes tradições na Mesoamérica são apenas algumas poucas ligações que fortalecem a evidência cultural do Livro de Mórmon e da apostasia que ocorreu porque seus habitantes se afastaram dos princípios do evangelho.


Diane E. Wirth - Escritora e pesquisadora de história da arte e iconografia. Seus estudos incluem: 
Decoding Ancient America: A Guide to the Archaeology of the Book of Mormon (2007); 
Parallels: Mesoamerican and Ancient Middle Eastern Traditions (2003); 
A Challenge to the Critics: Scholarly Evidences of the Book of Mormon (1986).
Estudou na Brigham Young University e fez pós graduação em Antropologia na Universidade de Harvard. Fez apresentações em simpósios e conferências, tais como: 
The Atlantic Conference, St. Mary’s University, Halifax, Nova Scotia (2008);
Book of Mormon Archaeological Form, Utah (2003, 2004, 2005, 2008);
The Aesthetics of Enchantment sponsored by The American Society of Phenomenology, Aesthetics & Fine Arts, Harvard Divinity School (1998);
The Ancient American Western Conference, Utah (1997);
New England Antiquities Research Association, Massachusetts and New Hampshire (1992, 1993);
Society of Early Historic Archaeology, Brigham Young University (1977, 1979, 1987, 1990).

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