NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

SAÚDE - Hipertensão Arterial


Uma inimiga silenciosa.

http://helalnutricionista.blogspot.com.br/2012/04/hipertensao-arterial.html


A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é definida como pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. A HAS é a mais frequente das doenças cardiovasculares. É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal. Por ser uma doença sem sintomas, seu diagnóstico e tratamento são frequentemente negligenciados, somando-se a isso a baixa adesão, por parte do paciente, ao tratamento prescrito.

Tabela 1. Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual no consultório (> 18 anos).
Classificação
Pressão sistólica
(mmHg)
Pressão diastólica
(mmHg)

Ótima
< 120
< 80
Normal
< 130
< 85
Limítrofe*
130–139
85–89
Hipertensão estágio1
140–159
90–99
Hipertensão estágio 2
160–179
100–109
Hipertensão estágio 3
≥ 180
≥ 110
Hipertensão sistólica isolada
≥ 140
< 90
Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação da pressão arterial.
*Pressão normal-alta ou pré-hipertensão são termos que se equivalem na literatura.

OBESIDADE

O excesso de peso é um fator predisponente para a hipertensão. Estima-se que 20% a 30% da prevalência da hipertensão podem ser explicadas pela presença do excesso de peso. Todos os hipertensos com excesso de peso devem ser incluídos em programas de redução de peso.

Hipertensão arterial e obesidade, em especial a obesidade abdominal, com acúmulo de gordura visceral, frequentemente associadas ao colesterol alto e à intolerância à glicose, compõe a chamada síndrome metabólica, que também é acompanhada de resistência à insulina e hiperinsulinemia. Redução do excesso de peso em pelo menos 5%, restrição dietética de sódio e prática de atividade física regular são fundamentais para o controle pressórico, além de atuarem favoravelmente sobre a tolerância á glicose e o perfil lipídico.

COLESTEROL ALTO

É frequente a associação entre colesterol alto e hipertensão arterial, juntos representam mais de 50% do risco atribuível da doença arterial coronariana. As modificações do estilo de vida, incorporando cuidados alimentares, adequação do peso corporal e prática regular de atividade física, são obrigatórias. A suposta origem do colesterol alto é referente ao estilo de vida, a obesidade, a hipertensão arterial, a ingestão excessiva de alimentos calóricos e gordurosos e ao sedentarismo.

ATEROSCLEROSE

A elevação do LDL-colesterol apresenta um risco de desenvolver uma aterosclerose. O excesso de LDL se oxida e produz células espumosas. Essas células formam a camada inicial de gordura na parede das artérias que acabam por formar as placas características da doença cardiovascular. Por sua vez, o HDL-colesterol, remove as placas de gordura das paredes das artérias e de outros tecidos, levando-o para o fígado, onde será metabolizado e eliminado do corpo.


TRATAMENTOS

Modificações de estilo de vida são de fundamental importância no processo terapêutico e na prevenção da hipertensão. Alimentação adequada, sobretudo quanto ao consumo de sal, controle do peso, prática de atividade física, tabagismo e uso excessivo de álcool são fatores de risco que devem ser adequadamente abordados e controlados, sem o que, mesmo doses progressivas de medicamentos não resultarão alcançar os níveis recomendados de pressão arterial.

OBJETIVOS DA INTERVENÇÃO NUTRICIONAL

§  Reduzir os níveis de colesterol total, LDL-colesterol;
§  Elevar os níveis de potássio, HDL-colesterol;
§  Prevenir a síndrome metabólica, diabetes e problemas renais;
§  Diminuir a ingestão de gorduras saturadas e colesterol;
§  Aumentar o consumo de fibras e alimentos antioxidantes;
§  Atingir o balanço energético e a nutrição adequada;
§  Promover mudanças alimentares permanentes;
§  Controlar a HAS;
§  Alterar os fatores de risco, modificáveis pela dieta, prevenindo o aparecimento de doença arterial coronariana.

PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA REGULAR

O Ministério da Saúde (2006) adverte: pacientes hipertensos devem iniciar atividade física regular, pois além de diminuir a pressão arterial, o exercício pode reduzir consideravelmente o risco de doença arterial coronária e de acidentes vasculares cerebrais e a mortalidade geral, facilitando ainda o controle do peso. A recomendação da atividade física baseia-se em parâmetros de freqüência, duração, intensidade e modo de realização. Portanto, a atividade física deve ser realizada por pelo menos 30 minutos, de intensidade moderada, na maior parte dos dias da semana (5) de forma contínua ou acumulada.

ORIENTAÇÕES GERAIS

§  Mastigar com calma e bem os alimentos;
§  Não fumar;
§  Não ingerir bebida alcoólica;
§  Praticar atividade física todos os dias com acompanhamento de profissional;
§  Praticar o lazer;
§  Realizar seis refeições ao dia;
§  Seguir o plano alimentar respeitando as quantidades e os horários;
§  Usar sal light ou fazer um mix de ervas naturais para substituir o sal.


Essas medidas terapêuticas fazem parte de uma mudança comportamental global. A incorporação de novos hábitos de vida garante que os benefícios alcançados sejam duradouros desde que as mudanças no estilo de vida sejam permanentes. Portanto, o acompanhamento nutricional é fundamental e pode garantir a qualidade de vida do paciente.