NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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domingo, 27 de maio de 2012

LITERATURA ANTIGA - Antigos Registros Americanos

Bruce W. Warren
Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – 2007 de.jerusalem.as.americas@gmail.com

 ... se pintara aquel gran libro que llamaron Teoamoxtli, ...

Excertos da pesquisa de Bruce W. Warren's de New Evidences of Christ in Ancient America, (Novas Evidências de Cristo na América Antiga - Book of Mormon Research Foundation, 1999, pp. 41, 42).

 O conhecimento da existência de livros sagrados na antiga Mesoamérica foi bastante difundido no México e América Central quando os primeiros europeus chegaram depois da descoberta da América por Cristóvão Colombo.

Teoamoxtli

Ixtlilxochitl sabia que tais livros haviam existido na Mesoamérica bem nos primeiros tempos. Ele disse que a compilação de um Livro divino por alguém chamado Huematzin, que viveu no décimo segundo século depois de Cristo:

Antes de continuar quero fazer o registro de Huematzin... Antes de sua morte Huematzim reuniu todas as histórias dos Toltecas, desde a criação do mundo até aquele tempo (1.200 d.C) e gravou-os num grande Livro, todas as suas perseguições e dificuldades, prosperidade e bons acontecimentos, reis e senhores, leis e bons governos dos seus ancestrais, antigos dizeres e bons exemplos, templos, sacrifícios, ritos e cerimônias que tinham, astrologia, filosofia, arquitetura e outras artes, tanto boas quanto más, e um resumo de todas as coisas da ciência, conhecimento, batalhas prósperas e adversas, e muitas outras coisas; e ele intitulou seu livro chamando-o de Teoamoxtli, o que, bem interpretado significa Várias Coisas de Deus e livro divino : os nativos agora o chamam de Santas Escrituras de Teoamoxtli, porque é quase o mesmo, principalmente nas perseguições e dificuldades dos homens. (Hunter and Ferguson 1950, 337--38, negrito adicionado)


O “Livro divino” ao qual se refere Ixtlilxochitl trata da criação do mundo e da história de alguns dos colonizadores do Novo Mundo. A completa consistência entre as declarações de Ixtilxochitl de que estes colonizadores possuíram históras e a história da criação do mundo e a declarção do padre católico Dionisio Jose Chonay, é significativa. No preâmbulo do Título do Registro de Totonicapan que ele traduziu do idioma maia para o espanhol em 1834, Chonay explica: 'Ele disse que o manuscrito consiste de trinta e uma páginas, mas a tradução da primeira página é omitida porque trata da criação do mundo, de Adão e o paraíso no qual Eva foi enganada, não por uma serpente, mas pelo próprio Lúcifer, como um anjo de luz' (Recinos and Goetz 1953. 166-67).

A criação em Genesis data dos antigos colonizadores estava ainda na posse dos maias na Guatemala quando o registro do Título de Totonicapan foi escrito no ano de 1554. Tanto Ixtlilxochitl quanto os Senhores de Totonicapan creditam aos primeiros colonizadores, que possuíam o registro da criação. Eles, portanto, corroboraram um com o outro. 

Huematzin viveu no décimo terceiro século depois de Cristo e foi um grande líder religioso e profeta. O Livro divino de Huematzin cobre o período desde a criação do mundo até o seu tempo, o Século XII. Naquele tempo o Livro de Huematzin o aparecimento pessoal do Messias Redentor no Novo Mundo e conteria os detalhes da visita de Cristo e seu ministério.  

Popol Vuh

Dos povos de Chichicastenango, nas belas terras altas da Guatemala, vizinhos dos nobres de Totonicapan vêm outro testemunho independente de um livro sagrado na Mesoamérica. O povo Quiche-maia foi a mais poderosa nação das terras altas da Guatemala nos tempos imediatos à pré-conquista e foi um ramo dos antigos maias. Antes da conquista eles pintaram o Popol Vuh em hieróglifos. Esta foi a primeira transcrição na linguagem quiche em meados do Século XVI por nativos maias altamente letrados. (Tedlock 1985, 28, 59-61):     

Chichicastenango

Isto nós escreveremos agora (texto alfabético do Século XVI) sob a Lei de Deus e da cristandade; nós o traremos à luz porque agora os hieróglifos Popol Vuh, como são chamados, não podem mais ser vistos, nos quais foi claramente visto a vinda do outro lado do mar e a narração da nossa obscuridade, e nossa vida foi claramente vista. O livro original, escrito há muito tempo, existiu, mas seus sinais estão escondidos para o pesquisador e para o pensador. Grandes foram as descrições e o registro de como todo o céu e a terra foram formados; como ela foi formada e divididas em partes; como ela foi dividida e como o céu foi dividido; e o cordão de medir foi trazido, e foi estendido no céu e sobre a terra, nos quatro ângulos, nos quarto cantos, como foi dito pelo Criador e Executor, a Mãe e o Pai da vida, ele que deu  fôlego e pensamento, ela que deu o nascimento a filhos, ele que cuidou da felicidade do povo, a alegria da raça humana, o homem sábio, que medita na bondade de tudo o que existe no céu, na terra, nos lagos e no mar. (Tedlock 1885, 712-72)


A mesma fonte faz outra referência ao Livro sagrado da antiga Mesoamérica, o Popol Vuh:

Grandes senhores e maravilhosos homens foram os maravilhosos reis Gucumatz e Cotuha, os maravilhosos reis Quicab e Cavizimah. Eles sabiam se haveria Guerra e tudo era claro diante de seus olhos; eles viam se haveria morte e fome, se haveria guerras. Eles bem sabiam que havia um Livro que chamavam o Popol Vuh, (Tedlock 1985, 219)

o Popol Vuh

Bem no fim do décimo sexto século do Popol Vuh, o autor explica novamente e ele o havia escrito porque o original sagrado, o antigo livro havia desaparecido havia muito tempo. Ele estava providenciando a melhor substituição do original que ele podia. “E esta foi a vida dos Quiche, porque não podia mais ser visto o livro do Popol Vuh que os reis tinham nos tempos antigos, porque ele desapareceu” (Recinos 1950, 234-35). 

Referências:

Recinos, Adrian, and Delia Goetz. The Annals of the Cakchiquels. Norman: University of Oklahoma Press, 1953.
Recinos, Adrian. Popol Vuh: The Sacred Book of the Ancient Quiche Maya. Versão inglesa de Sylvanus G. Morley e Delia Goetz. Norman: Universidade Oklahoma Press. 1950.
Tedlock, Dennis, trans. Popol Vuh: The Definitive Edition of the Maya Book of the Dawn of Life and the Glories of Gods and Kings. New York: Simon e Schuster, 1985.