NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

COMENTÁRIO DOUTRINÁRIO DO LIVRO DE MORMON - 010

DE 1 NÉFI a MOSIAS

Autoria de Rafael Danton Teixeira da Cunha

“minha alma se deleita em esclarecer o meu povo, para que aprenda.(II Néfi 25:4)”


I NÉFI
Capitulo 3
22 – E aconteceu que descemos à terra de nossa herança e recolhemos nosso ouro e nossa prata e nossas coisas preciosas.
23 -  E depois de havermos reunido essas coisas, subimos novamente à casa de Labão.

24 – E aconteceu que entramos na casa de Labão e pedimos-lhe que nos entregasse os registros que estavam gravados nas placas de latão, pelos quais lhe daríamos nosso ouro e nossa prata e todas as nossas coisas preciosas.
25 – E aconteceu que quando Labão viu que nossos bens eram muitos, cobiçou-os, de modo que nos pôs para fora e enviou seus servos para nos matarem, a fim de apoderar-se de nossos bens.
26 - E aconteceu que fugimos dos servos de Labão e fomos obrigados a abandonar nossos bens; e eles caíram nas mãos de Labão.
27 – E aconteceu que fugimos para o deserto e os servos de Labão não nos alcançaram; e escondemo-nos na cavidade de uma rocha.
28 – E aconteceu que Lamã se enfureceu comigo e também com meu pai; e também Lemuel, porque deu ouvidos às palavras de Lamã. Lamã e Lemuel usaram, portanto, de expressões rudes para conosco, seus irmãos mais jovens; e açoitaram-nos com uma vara.
29 – E aconteceu que enquanto nos açoitavam com uma vara, apareceu um anjo do Senhor que, pondo-se à frente deles, lhes disse: ‘Por que açoitais vosso irmão mais jovem com uma vara? Não sabeis que o Senhor o escolheu para ser vosso governante, devido a vossa iniqüidade? Eis que tornareis a subir a Jerusalém e o Senhor entregará Labão em vossas mãos’.
30 – E depois de nos haver falado, o anjo partiu.
31 – E depois que o anjo partiu, Lamã e Lemuel começaram novamente a murmurar, dizendo: Como é possível que o Senhor entregue Labão em nossas mãos? Eis que ele é um homem poderoso e pode comandar cinqüenta, sim ele pode mesmo matar cinqüenta; por que não a nós”?

COMENTÁRIO

22 a 31 - A história tende a se repetir devido ao fato de que as fraquezas são comuns e estas se repetem escrevendo com a mesma pena a história. O povo de Israel também se recusou a entrar na terra prometida porque temia os povos que lá viviam. Assim como os Israelitas temiam mais ao poder dos homens e não acreditavam no poder de Deus. Lamã e Lemuel, não compreendiam que quem lhes havia ordenado que pegassem as placas de latão era o mesmo Deus Todo-poderoso que havia criado os céus e a terra. Eles viam as dificuldades com os olhos terrenos. Néfi sabia por revelação que o Senhor daria um jeito e Sam seguia seu irmão. Lamã e Lemuel naquele momento representavam o que nos dias de hoje chamamos de mais medo de ferir as tradições do que desgostar a Deus. As pessoas morrem no erro com medo de ferir suscetibilidades da sociedade em que vivem do que desrespeitar as leis do Altíssimo. O Altíssimo não as repudia, de pronto, a sociedade em que vivem sim.

Minha mãe quando eu me batizei, me disse: “tu não és mais meu filho”. Vendo  a mudança que se operou em mim, resolveu ler as escrituras e os livros que eu lhe havia dado. Permitiu que uma ‘sister’ do Havai a ensinasse e três anos após o meu batismo no dia do meu aniversário, ela se batizou. Morreu com 94 anos prestando testemunho da veracidade do evangelho. Ela venceu o mundo e suas tradições.

Nossas riquezas terrenas, nosso prestigio junto à sociedade ou nossa reputação na sociedade, tem muito pouco valor comparados estes valores à vida eterna.

Dizemos como Naamã: “Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que toas as águas de Israel”? (II Reis 5:12). Da mesma forma dizemos sou um homem bom, não faço mal a ninguém, porque tenho que obedecer ao Senhor e fazer a Sua vontade? O evangelho não é fazer o bem ao próximo, o que me falta? Porque tenho que obedecer e me colocar contra os que amo?

A sociedade de hoje substitui o Labão daquela época. O que podemos fazer para obtermos o conhecimento das leis e mandamentos do Senhor. A tradição que nos prende a esta sociedade em que vivemos é o Labão de nossos dias, ele precisa ser morto para que possamos nos libertar de seus grilhões e viver plenamente o evangelho.