NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ARQUEOLOGIA - Cavalos São Mencionados No Livro de Mórmon

Alan C. Miner

Fonte: Step by Step Through the Book of Mormon
(Passo a Passo Através do Livro de Mórmon, Volume 4)

Tradutor: Elson Carlos Ferreira - Curitiba/2011 - elsonferreira@gmail.com
de.jerusalem.as.americas@gmail.com
De acordo com Daniel H. Ludlow, Alma 18:9 declara que “o rei havia ordenado a seus servos... que eles preparassem seus cavalos e carros, e o conduzissem para a terra de Néfi.” Duas grandes questões têm sido levantadas pelos anti mórmons concernente à declaração de que havia “cavalos e carros” no continente americano antes do tempo de Cristo (ver Alma 18:9).

Os críticos têm declarado que:

(1) Não existiam cavalos no continente Americano antes da época de Colombo;
(2) As pessoas que viviam no continente Americano não conheciam o princípio da roda antes da chegada de Colombo.
Entretanto, desde a publicação do Livro de Mórmon, consideráveis evidências arqueológicas têm aparecido para reforçar sua declaração de que havia cavalos nas Americas antes do tempo de Colombo e que os povos antigos conheciam o princípio da roda. [Daniel H. Ludlow, A Companion to Your Study of the Book of Mormon, p. 206]

Foto de esqueletos de animais pré históricos, antigos cavalos americanos: à esquerda  Cavalo de Pastoreio de très dedos, Neohipparion Leptode, Nevada. Em primeiro plano está um Equus simplicidens, Idaho. Sobre as patas traseiras está o Equus "occidentalis".

De acordo com Hunter e Ferguson, a declaração feita pelo Livro de Mórmon de que havia cavalos neste continente e que eram usados na América antiga para propósitos similares ao uso que nós fazemos deles hoje em dia encontra forte apoio em numerosos fósseis de cavalos que têm sido obtidos de depósitos asfálticos do Rancho La Brea, no sul da Califórnia.

Certamente que é declarado que esses fósseis são anteriores aos tempos do Livro de Mórmon; entretanto, não há uma razão lógica para acreditar que os cavalos não podem ter ainda estado na América durante o período quem que as civilizações nefita e lamanita floresceram, já que os cavalos já estavam aqui antes da chegada desses povos.

Nós não podemos fazer nada melhor quatro a esse ponto ao lidar com esse assunto do que citar uma publicação oficial do Los Angeles County Museum sobre a existência de cavalos em tempos antigos na América:

“A presença de manadas de cavalos nas vizinhanças dos depósitos de asfalto durante o período de acumulação é claramente testificada pelos nmerosos restos desses mamíferos encontrados no Rancho La Brea. Enquanto muitos indivíduos são registrados nas coleções, todos eles pertencem a uma única espécie, o extinto cavalo ocidental (Equus occidentalis Leidy).
O cavalo ocidental representa uma das maiores espécies pré históricas. Eles eram quase do tamanho dos mustangs modernos.

Em estágio de evolução e em estrutura geral do corpo, esse tipo se parece com o cavalo moderno, apesar de diferir dele em um número de detalhes específico.

Estando numa média de 14,5 palmos (4 pés, 10 polegadas, 25,4 centímetros) no fio do lombo, este animal era da altura do moderno cavalo árave. Era, entretanto, de constituição consideravelmente mais pesada. Os cavalos estão entre os tipos mais comuns de mamíferos no continente norte americano durante o período Pleistoceno e várias espécies distintas têm sido descritos a partir de fósseis. A abundância e a dispersa distribuição de cavalos na América do Norte torna o aparente desaparecimento desse grupo nesta região antes do advento do homem branco uma adicional e não usual característica de sua longa e agitada carreira. [Milton R. Hunter e Thomas Stuart Ferguson, Ancient America and The Book of Mormon, pp. 312-313]
Apesar de serem do tamanho de um cavalo, o Cavalo Ocidental era mais atarracado e robusto, mais parecido com uma zebra o com o igualmente extinto quagga. Eles eram uma das nove espécies nativasde cavalos da América do Norte – todas já extintas. Apesar de que esses animais se parecem fisicamente mais com zebras do que com cavalos, sua genética não é nem um pouco similar com a das zebras.

Joy Osborn apresentou a seguinte citação referente aos cavalos nas Américas:
“Fósseis de cavalos verdadeiros, diferindo muito ligeiramente das raças menores e inferiores daqules que existem agora, são encontrados abundantemente em depósitos da mais recente era geológica glacial em quase toda a América, desde Escholz Bay no norte até a Patagônia, no sul.

http://www.theequinest.com/images/quagga.jpg
Imagem de um dos únicos Quaggas já fotografado. Foto de Frederick York & Frank Haes em 1870.

Naquele  continente, entretanto, eles foram extintos, e nenhum cavalo, selvagem ou domesticado, existia na época da conquista espanhola, o que é mais notável do que quando introduzidos da Europa, os cavalos que corriam selvagens provaram, por sua rápida multiplicação nas planícies da América do Sul e do Texas, que o clima, a comida e outras circunstâncias eram altamente favoráveis à sua existência. A antiga e grande abundância de Equidae na América, sua completa extinção e sua perfeita aclimatação quando reintroduzidos pelo homem, forma curiosa e ainda insolúveis problemas na distribuição geográfica. (New Americanized Encyclopedia, Vol. 5, p. 3197)[Joy M. Osborn, The Book of Mormon - The Stick of Joseph, p. 159]