NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

ARQUEOLOGIA - Cavalos no Livro de Mórmon


Tradutor: Elson C. Ferreira - Curitiba - 2011

de.jerusalem.as.americas@gail.com

Provo, Utah: Maxwell Institute: As opiniões expressas neste artigo são as as visões do autor e não representam necessariamente a posição do Maxwell Institute, Brigham Young University, ou de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

O Livro de Mórmon menciona cavalos, porém não parece que esses animais tenham sido conhecidos pelos nativos americanos que recepcionaram os espanhóis após sua chegada no Novo Mundo no Século XVI. Além disso, evidências arqueológicas da presença de cavalos nas Américas pré colombianas atualmente é escassa e ainda inconclusiva. Como isso pode ser explicado? Cuidadosa consideração dessa questão começa com um exame de o que O Livro de Mórmon diz e o que não diz sobre cavalos.

Cavalos são mencionados apenas uma vez na terra do norte durante o período jaredita, ou seja, durante os próspero reinado do Rei Emer, por volta de 2500 a.C. e antes da grande seca durante o terceiro milênio antes de Cristo.

“E tinham também cavalos e jumentos; e havia elefantes e curelons e cumons; todos eles eram úteis para o homem, especialmente os elefantes e curelons e cumons.
E aconteceu que começou a haver grande escassez na terra e os habitantes começaram a ser destruídos rapidamente por causa da escassez, porque não chovia sobre a face da Terra.

E apareceram também serpentes venenosas na face da terra e envenenaram muita gente. E aconteceu que seus rebanhos começaram a fugir das serpentes venenosas em direção à terra do sul, que era chamada de Zaraenla pelos nefitas.
E aconteceu que muitos deles morreram pelo caminho; não obstante, alguns fugiram para a terra do sul.

E aconteceu que o Senhor fez com que as serpentes já não os perseguissem, mas que obstruíssem o caminho para que o povo não pudesse passar, a fim de que todo aquele que tentasse passar perecesse vitimado pelas serpentes venenosas.

E aconteceu que o povo seguiu a trilha dos animais e devorou a carcaça dos que tinham morrido pelo caminho, até devorar todos. Ora, quando o povo viu que iria perecer, começou a arrepender-se de suas iniqüidades e clamar ao Senhor.

"E aconteceu que quando se humilharam suficientemente perante o Senhor, ele mandou chuvas sobre a face da terra; e o povo começou a reviver e principiou a haver frutos nas regiões do norte e em todos os países circunvizinhos. E o Senhor demonstrou-lhes o seu poder, livrando-os da fome.(Eter 9:19, 30—35)

Já que cavalos não são mencionados novamente no registro jaredita, é possível que eles tenham sido extintos na região norte da estreita faixa de terra após aquele tempo.
Os cavalos eram conhecidos por alguns nefitas e lamanitas aproximadamente em 600 a.C. até a época da vinda do Salvador. Eles eram encontrados “na terra da primeira herança” durante o tempo de Néfi, filho de Leí e na terra de Néfi, durante os dias de Enos.

“E aconteceu que enquanto viajávamos pelo deserto da terra da promissão, descobrimos que havia animais de toda espécie nas florestas: vacas e bois e jumentos e cavalos e cabras e cabras-montesas; e toda espécie de animais selvagens úteis ao homem. Encontramos também toda espécie de minérios, tanto de ouro quanto de prata e de cobre.(1 Néfi 18:25)

“E aconteceu que o povo de Néfi cultivou a terra e produziu toda espécie de grãos e de frutas; criou rebanhos de reses e rebanhos de todo tipo de gado de toda espécie; e cabras e cabras monteses e também muitos cavalos.” (Enos 1:21).

Eles também foram utilizados pelo menos por alguns da elite lamanita nos dias do rei Lamoni na mesma região, durante o primeiro século antes de Cristo.

“Ora, quando o rei Lamôni soube que Amon estava preparando seus cavalos e carros, admirou-se ainda mais de sua fidelidade, dizendo: Certamente jamais houve alguém entre todos os meus servos que me tenha sido tão fiel como este homem; porque ele se lembra de executar todas as minhas ordens.
Ora, estou certo de que este é o Grande Espírito e desejaria que viesse a mim; porém não me atrevo.
E aconteceu que, tendo preparado os cavalos e os carros para o rei e seus servos, Amon se dirigiu ao rei e viu que o semblante do rei se havia modificado; portanto estava para retirar-se de sua presença.” (Alma 18:10—12)

O texto não menciona cavalos na terra de Néfi depois dessa época. A única outra região associada com cavalos foi a terra geral de Zaraenla na época da guerra contra os ladrões de Gadianton, bem antes do nascimento de Cristo.

“Portanto os ladrões não tinham oportunidade de roubar e de obter alimento, a não ser batalhando abertamente com os nefitas; e estavam os nefitas reunidos em um só grupo e eram muito numerosos; e haviam reservado para si provisões e cavalos e gado e rebanhos de todo tipo, a fim de poderem subsistir durante sete anos, no curso dos quais tinham a esperança de eliminar os ladrões da face da terra; e assim se passou o décimo oitavo ano.”(3 Néfi 4:4)

“E então aconteceu, no vigésimo sexto ano, que os nefitas regressaram a suas terras, cada homem com sua família, seus rebanhos e suas manadas, seus cavalos e seu gado e tudo quanto lhes pertencia.” (3 Néfi 6:1)
No texto não há indicação de que esses cavalos eram indígenas para aquela região. A referência do Salvador a cavalos em 3 Néfi 21:14 é uma profecia dos últimos dias e não precisa ser interpretada como se referindo a cavalos nefitas. No Livro de Mórmon os cavalos nunca são mencionados depois da época de Cristo.

Resumindo, o Livro de Mórmon apenas declara que cavalos eram conhecidos por algumas pessoas do Novo Mundo antes da época de Jesus Cristo em certas e limitadas regiões do Novo Mundo. Então, não precisamos concluir à partir do texto que os cavalos eram universalmente conhecidos nas Américas através de toda a história pré colombinana. 

Além disso, O Livro de Mórmon nunca diz que cavalos fossem montados ou usados em batalha, apesar de que algumas passagens sugerem às vezes eles poderiam ter sido usados pela elite como tração animal.

“E responderam-lhe: Eis que está tratando de teus cavalos. Ora, o rei havia ordenado a seus servos, antes da hora de dar de beber aos rebanhos, que lhe preparassem os cavalos e carros para conduzirem-no à terra de Néfi, porque na terra de Néfi fora decretada uma grande festa pelo pai de Lamôni, que era o rei de toda a terra.” (Alma 18:9)

“E aconteceu que quase no fim do décimo sétimo ano, a proclamação de Laconeu foi divulgada em toda a face da terra e eles, tomando seus cavalos e seus carros e seu gado e todos os seus rebanhos e suas manadas e seus grãos e todos os seus bens, dirigiram-se aos milhares e dezenas de milhares ao lugar determinado, a fim de reunirem-se para defenderem-se de seus inimigos.” (3 Néfi 3:22)

Considerações Arqueológicas


Pequenos rebanhos de animais em regiões limitadas algumas vezes não deixam vestígios arqueológicos. Sabemos que os povos nórdicos introduziram cavalos, vacas, ovelhas, cabras e porcos no leste dos Estados Unidos durante o Século XI d.C., no entanto esses animais não se espalharam pelo continente e não deixaram vestígios arqueológicos.1 “É provável”, escreve Jacques Soustelle, uma autoricade no povo olmeca, “que os olmecas mantiveram cães e perus domesticados tempos muito antigos no continente Americano, mas a destruição de todo tipo de ossos, tanto humanos quanto de animais pela umidade e acides do solo nos impede de estarmos certos disso.”2

Mesmo que os cavalos tivessem sido abundantemente usados e tivessem sido um elemento vital na cultura dos povos do Livro de Mórmon (uma declaração que nunca foi feita pelos escritores do Livro de Mórmon), ninguém pode presumir que evidências para isso teriam que ser numerosas ou óbvias para os atuais registros arqueológicos.

O estudo de animais fossilizados em sítios arqueológicos é atualmente conhecido como “zooarqueologia”. O zooarqueólogo Simon J. M. Davis observa que a maioria dos ossos encontrados nos sítios arqueológicos são de animais que foram mortos para alimento ou outros produtos de abate por povos antigos. É raro encontrar restos de outros animais em tais locais. “Animais explorados, digamos, para tração ou montaria, tais como os cavalos, podem não necessariamente ter sido consumidos e podem apenas ser representados por ossos ocasionais encontrados por cães escavadores.” Então, “o problema de relacionamento entre ossos escavados e a importância econômica dos animais na antiguidade está longe de ser resolvida.”3 De fato, “Por vezes pode-se perguntar se há alguma similaridade entre um relatório de osso e animais explorados por antigos humanos."4

O cavalo era a base da guerra e do poderio militar dos huns da Ásia central (Séculos IV E V d.C.), no entanto, de acordo com S. Bokonyi, a principal autoridade em registro zoológico para a Ásia central, “Sabemos muito pouco sobre os cavalos dos huns. É interessante que nenhum simples osso de cavalo foi encontrado no território de todo o império dos huns. Isto é  tudo o que há de mais deplorável as como fontes contemporâneas mencionam esses cavalos com alta apreciação."5

A falta de evidências arqueológicas para os cavalos dos huns é bastante significativo em termos de referências a cavalos no Livro de Mórmon. Durante os dois séculos de seu domínio, os huns devem ter possuído centenas de milhares de cavalos. Se ossos de cavalos dos huns são raros, não obstante a abundância de cavalos durante o império dos huns, como podemos esperar abundandes evidências arqueológicas para os cavalos pré colombianos no Novo Mundo, especialmente devido às escassas e comparativamente conservadoras referências a cavalos pelos escritores do Livro de Mórmon?

Um exemplo em paralelo vindo da Bíblia é instrutivo. A narrativa bíblica menciona leões, mas não foi senão até muito recentemente que as únicas evidência para leões na Palestina eram pictográficas ou literárias. Antes do anúncio, em 1988, da publicação a respeito de dois exemplos de ossos, não havia evidência arqueológica para confirmar a existência de leões naquela região.6 Assim, frequentemente há um lacuna entre o que registros históricos como o Livro de Mórmon declaram existir e o que o limitado registro arqueológico pode fornecer. Além disso, escavações nas terras bíblicas têm acontecido ao longo de décadas e numa escala muito maior do que  nas propostas terras do Livro de Mórmon.

Possível Sobrevivência de Cavalos Pré Históricos

Algumas tradições nativas mexicanas sugerem memória de sobrevivência tardia de algumas espécies de cavalos no Novo Mundo. Quando os povos mexicanos encontraras os cavalos espanhóis pela primeira vez, eles os compararam a veados. O historiador americano Hugh Thomas, em seu estudo da conquista do México, sugeriu que esta associação pode ter sido parcialmente baseada em tradições nativas ancestrais que mencionam o veado  com cauda e crina. De acordo com Thomas, “Os mexicanos podem ter continuado a pensar nesses animais como veados, mas talvez alguma memória folclórica pode ter tê-los feito lembrar que já havia existido cavalos nas Américas.”7

Nomear por Analogia

Também é possível que alguns povos do Livro de Mórmon vindos do Velho Mundo possam ter decidido chamar algumas espécies animais do Novo Mundo de “cavalo” ou “asno”. 

Esta prática, conhecida como “extensão por empréstimo” ou “alteração por empréstimo”, é bem conhecida dos historiadores e antropólogos que estudam contatos culturais cruzados. Por exemplo, quando os gregos visitaram pela primeira vez o Rio Nilo, no Egito, eles encontraram um grande animal que nunca haviam visto e deram-lhe o nome de hippopotamus, significando “cavalo do rio”. Quando os exércitos romanos encontraram o elefante pela primeira vez, eles o chamaram de Lucca bos, uma “vaca lucaniana”. No novo mundo os espanhóis chamaram os jaguares mesoamericanos (onças) de leones (leões) ou tigres."

Similarmente, membros da família de Leí podem ter aplicado palavras por empréstimo a certas espécies animais qie emcontraram pela primeira vez no Novo Mundo, tal como o tapir (anta) mesoamericana. Enquanto algunas espécies de antas são pequenas, a variedade mesoamericana chamada de tapiris bairdii) pode crescer até quase seis pés e meio de comprimento e pode pesar mais de seiscentas libras. Muitos zoólogos e antropólogos têmcomparado as características da anta com as do cavalo ou do asno.

“Sempre que vej uma anta”, observa o zoólogo Hans Krieg, “ela me faz lembrar um animal similar a um cavalo ou asno”. Os movimentos, bem como os movimentos desse animal, especialmente o pescoço alto com crina curta, até mesmo a expressão da face, são muito mais parecidos com as do cavalo do que com as do porco (com o qual alguns têm comparado as espécies menores). Quando vemos uma anta de alerta... quando ela se levanta quando reconhece algum perigo, saindo a galope, quase nada permanece de semelhança com um porco.”8


Outros zoólogos têm feito observações semelhantes. “Ao primeiro olhar,” observa Hans Frädrich e Erich Thenius, “os movimentos das antas também não são semelhantes aos movimentos daqueles seus parentes, os rinocerontes e cavalos. Na caminhada lenta, usualmente eles mantém a cabeça abaixada”. Entretanto, quando a anta corre, seus movimentos se tornam bastante parecidos aos do cavalo: “No trote, eles erguem a cabeça e movem as pernas de uma maneira elástica. O galope impressionantemente rápido é visto apenas quando esses animais estão fugindo, brincando, ou quando estão extremamente excitados.” Além disso, as antas podem “escalar muito bem, apesar de que não se poderia esperar isso por causa da sua figura robusta. Até mesmo encostas íngremes não apresentam obstáculos. Eles pulam cercas verticais ou muros, se levantando sobre as patas traseiras e saltando”.9 As antas podem ser domesticadas muito facilmente caso sejam capturadas ainda jovens. Antas jovens que perdem suas mães são facilmente domesticadas e comem em tigelas, gostam de ser acariciadas e frequentemente permitem que as crianças montem nas suas costas.10

Dificilmente se poderia culpar um visitante do Velho Mundo que viesse ao Novo Mundo por escolher classificar a anta mesoamericana como um cavalo ou asno, se foi isso mesmo o que aconteceu. Dado às limitações da zooarqueologia, e também de outras disciplinas potencialmente úteis na sondagem dos muitos séculos esquecidos no passado, não é sábio repudiar as referências sobre o cavalo contidas no Livro de Mórmon como se fossem errôneas.

Este relatório de pesquisa foi preparado pelo Departamento de Pesquisa da FARMS e foi baseado nas últimas pesquisas acadêmicas disponíveis. Ele está sujeito a revisão à medida qe mais informações sobre o assunto estejam disponíveis. As opiniões expressas aqui não representam necessariamente a posição da FARMS, Brigham Young University, ou de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Report last updated August 2000
Leitura Recomendada
Hamblin, William J. "Animals." In Hamblin, "Basic Methodological Problems with the Anti-Mormon Approach to the Geography and Archaeology of the Book of Mormon." Journal of Book of Mormon Studies 2/1 (1993): 193—95.

Sorenson, John L. "Animals in the Book of Mormon." In Sorenson, An Ancient American Setting for the Book of Mormon. Salt Lake City: Deseret Book and FARMS, 1985, 288—99.

"Plants and Animals." In "Viva Zapato! Hurray for the Shoe!" Review of "Does the Shoe Fit? A Critique of the Limited Tehuantepec Geography," by Deanne G. Matheny. Review of Books on the Book of Mormon 6/1 (1994): 342—48.

"Once More: The Horse." In Reexploring the Book of Mormon, edited by John W. Welch, 98-100. Salt Lake City: Deseret Book and FARMS, 1992.
Notas

1.   Ver Gwyn Jones, The Norse Atlantic Saga: Being the Norse Voyages of Discovery and Settlement to Iceland, Greenland, America, 2nd ed. (New York: Oxford University Press, 1986), 119; ver também Erik Wahlgren,The Vikings in America (New York: Thames and Hudson, 1986), 124.
2.   Jaques Soustelle, The Olmecs: The Oldest Civilization in Mexico (Garden City: Doubleday, 1984), 23.
3.   Simon J. M. Davis, The Archaeology of Animals (New Haven and London: Yale University Press, 1987), 24.
4.   Ibid., 23.
5.   S. Bokonyi, History of Domestic Mammals in Central and Eastern Europe (Budapest: Akademiai Kiado, 1974), 267.
6.   L. Martin. "The Faunal Remains from Tell es Saidiyeh," Levant 20 (1988): 83—84.
7.   Hugh Thomas, Conquest: Montezuma, Cortés, and the Fall of Old Mexico (New York: Simon and Schuster, 1993), 178; ver also Eugene R. Craine and Reginald C. Reindorp, eds. and trans., The Chronicles of Michoacán(Norman, Okla.: University of Oklahoma Press, 1970, 63—64.
8.   Citado em Hans Frädrich e Erich Thenius, "Tapirs," Grzimek's Animal Life Encyclopedia, ed. Bernhard Grzimek (New York: Van Nostrand Reinhold Company), 13:19—20.
9.   Ibid., 20.
10. Ibid., 28—30.