NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

ARQUEOLOGIA - Cavalos Indígenas

Daniel Johnson
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Tradutor Elson C. Ferreira - Curitiba - 2011
de.jerusalem.as.americas@gmail.com

“E aconteceu que enquanto viajávamos pelo deserto da terra da promissão, descobrimos que havia animais de toda espécie nas florestas: vacas e bois e jumentos e cavalos e cabras e cabras-montesas; e toda espécie de animais selvagens úteis ao homem. Encontramos também toda espécie de minérios, tanto de ouro quanto de prata e de cobre.”  (1 Néfi 18:25)

Com estas poucas palavras, Néfi dá ignição a uma longa controvérsia. A mera menção de cavalos na América Antiga tornou O Livro de Mórmon alvo de críticas ao longo dos anos.


Afinal de contas, todos sabemos que os cavalos foram introduzidos nas Américas pelos espanhóis, certo? Não fomos todos ensinados sobre isso na escola?
Apologistas Santos dos Últimos Dias têm oferecido várias possíveis explicações para responder a esse aparente anacronismo. Uma delas é que Néfi está usando a palavra cavalo para descrever um grande mamífero que não conhecia. Esta é uma resposta válida, já que novos animais podem ser difíceis de nominar. O hipopótamos recebeu seu nome dos gregos que decidiram chamar esse estranho animal de “cavalo da água”, apesar de que, hoje em dia, ninguém confundiria esses dois animais. Teria Néfi e os subsequentes mantenedores do registro nefita, simplesmente feito a mesma coisa? É interessante notar que dos seis animais mencionados, há apenas três tipos maiores descritos: vacas e bois são meramente termos de gêneros específicos de bovinos; jumentos e cavalos  são realmente a mesma coisa; mas qual é a diferença entre cabras e cabras montesas? Os nomes que Néfi escolheu são um grande tópico para futuros estudos, mas que estão além do escopo desse documento.


O maior mamífero nativo conhecido hoje em dia que tenha habitado estas áreas antigamente é a anta. Tem sido sugerido por alguns que talvez este seja o cavalo mencionado por Néfi. À primeira vista, esse não é um mau argumento. De acordo com o sacerdote espanhol Diego de Landa, “Havia antas... elas são do tamanho das mulas comuns, muito ágeis, com cascos fendidos como o gado comum... eles [os maias] os chamam de tzimin, de onde eles deram este nome aos cavalos."


É interessante que os maias usaram sua própria palavra para “anta” a fim de se referirem aos cavalos espanhóis. Eles não tinham outro nome para esses estranhos animais, então eles escolheram nomeá-los conforme um animal que eles já conheciam e que consideravam parecido. Teria Néfi feito a mesma coisa no sentido reverso ao chamar a anta de cavalo? Para todos os efeitos, essa explicação faz sentido mas não vence a todos os oponentes do Livro de Mórmon, e parece que deveríamos ser capazes de apresentar um melhor desafio aos críticos.

E se Néfi e seus sucessores realmente tivessem escrito a respeito de cavalos como nós os conhecemos? Vários autores SUDs têm declarado que os cavalos têm aparecido na arte mesoamericana de tempos em tempos,2 mas essas imagens algumas vezes são difíceis de rastrear e frequentemente muito subjetivas. Um intrigante exemplo é encontrado em Chichén Itzá. Ele fica localizado ao lado de uma construção chamada de de Templo dos Painéis de Parede. Nos seus lados norte e sul, ele tem blocos esculpidos com cenas de vários animais. Um dos blocos mostra uma imagem que tem sido interpretada pelos estudiosos SUDs como sendo a de um homem em pé ao lado de um pequeno cavalo. Essa imagem é mostrada abaixo, delineada para mostrar os detalhes que permanecem na superfície  com erodida. Certamente que a figura pode ser a de um cavalo, mas é difícil saber ao certo. A escultura é definitivamente pré colombiana, mas a maioria das construções em Chichén data do Século IX ou X d.C., muito tempo depois do encerramento do Livro de Mórmon.
Isto significaria que o conhecimento a respeito dos cavalos sobreviveu por um longo tempo, senão os próprios animais. Caso não seja a gravura de um cavalo mas de algum outro animal, então o outro único candidato possível é a anta. Esta e outras raras imagens são fascinantes, mas não devem ser consideradas como provas. Elas também não convencem os críticos.


Felizmente há provas concretas de cavalos modernos na antiga Mesoamérica. O que pode ser surpreendente é que esta não é uma declaração controversa e já é conhecida por algum tempo. Em 1895 Henry Mercer explorou 29 cavas na Península de Yucatán procurando evidências de habitações pré históricas. Nas Cavas de  Loltún de Yucatán ele encontrou ossos de muitos animais, mas não fósseis.3 Entre a época dessas antigas escavações e o ano de 1977, ossos de cavalos foram encontrados em Huechil Grotto, no mesmo sistema de cavas. Exatamente como eles chegaram lá não se sabe, mas é provável que tenham sido trazidos pelos antigos habitantes, uma vez que se acredita que homens primitivos caçavam cavalos nativos.4 Devido ao fato de que esses ossos não estão fossilizados,5 há um limite para quão antigos eles podem ser. Um fato preocupante, mas raramente mencionado, é que em algumas cavas esses cavalos foram encontrados junto a cacos de cerâmica e outros artefatos humanos.6 Não temos encontrado qualquer informação com datação por carbono, mas é indubitável que não membros da Igreja estariam tão interessados nesse assunto como nós estamos. A falácia de que cavalos não são nativos deste continente,mas que foram introduzidos aqui pelos espanhóis, ainda persiste entre nós, mesmo apesar de que este e outros exemplos de cavalos antigos têm sido encontrados durante muitas décadas. O fato de que eles foram encontrados nesta área da cava quase certamente indica contato com o homem antigo; isto não pode ser negado por muito tempo. A única questão é quando e por que (ou se) os cavalos foram extintos neste hemisfério.
Ossos de cavalos também têm sido encontrados em áreas próximas a Yucatán. Em adição aos achados de Mercer, outras cavas forneceram restos semelhantes. Dentes de cavalos foram encontrados em Cenote Ch'en Mul, em Mayapán, o maior sítio pós Clássico na Península de Yucatan.

Assim como nos primeiros exemplos, eles foram encontrados junto com fragmentos de cerâmica e a julgar por sua localização estratificada e grau de mineralização, pensa-se que são pré colombianos também. Pelo menos desde 1957, essa informação tem sido publicada em jornais científicos. Especialistas têm que admitir que realmente houve cavalos pré colombianos em Yucatán, mas isso não implica que eles eram conhecidos entre o povo maia, declaram vagamente que seus restos devem ser do período pré maia.
Estranhamente, essa informação aparentemente revolucionária foi relegada a uma página da sessão Notas Gerais, quase no final do Journal of Mammalog7, nós a encontramos “ensanduichada” entre Three Additional Records of Antlered Female Deer e Longevity of Captive Mammals.
Apesar de que esta informação está disponível há décadas, os críticos há muito tempo têm apontado para a menção que O Livro de Mórmon faz de cavalos como se fosse um anacronismo e evidência de ter sido uma criação moderna. No passado, sua inclusão parece um pouco problemática, mas deve-se lembrar que a crença prevalecente durante a época de Joseph Smith (e em algum grau, ainda na nossa época) era que não havia cavalos na América antes da chegada dos espanhóis, então, afinal de contas, por que mencioná-los?
Não obstante a ilustração de Arnold Friberg, o Livro de Mórmon jamais mencionou que alguém montou um cavalo. De fato, as referências a eles são frequentes. De acordo com Éter  9:19, os jareditas tinham cavalos. Aparentemente eles ainda estavam por perto quando o grupo de Leí desembarcou, porque Néfi os menciona brevemente com outros grandes animais em 1 Néfi  1 Néfi 18:25:
“E aconteceu que enquanto viajávamos pelo deserto da terra da promissão, descobrimos que havia animais de toda espécie nas florestas: vacas e bois e jumentos e cavalos e cabras e cabras-montesas; e toda espécie de animais selvagens úteis ao homem. Encontramos também toda espécie de minérios, tanto de ouro quanto de prata e de cobre.”
Poucas gerações mais tarde, Enos relata que os nefitas tinham muitos cavalos entre seus rebanhos.


“E aconteceu que o povo de Néfi cultivou a terra e produziu toda espécie de grãos e de frutas; criou rebanhos de reses e rebanhos de todo tipo de gado de toda espécie; e cabras e cabras monteses e também muitos cavalos”. (Enos 1:21)
Lamoni, o rei lamanita, é descrito como tendo cavalos e charretes em Alma:
“E responderam-lhe: Eis que está tratando de teus cavalos. Ora, o rei havia ordenado a seus servos, antes da hora de dar de beber aos rebanhos, que lhe preparassem os cavalos e carros para conduzirem-no à terra de Néfi, porque na terra de Néfi fora decretada uma grande festa pelo pai de Lamôni, que era o rei de toda a terra.
Ora, quando o rei Lamôni soube que Amon estava preparando seus cavalos e carros, admirou-se ainda mais de sua fidelidade, dizendo: Certamente jamais houve alguém entre todos os meus servos que me tenha sido tão fiel como este homem; porque ele se lembra de executar todas as minhas ordens.” (Alma 18:9-10)
Os nefitas ainda tinham cavalos entre seus animais quando retornaram para suas terras depois de lidarem com os ladrões de Gadiânton. Agora que já sabemos que havia cavalos pelo menos na Península de Yucatán, enquanto ela fora habitada, haveria uma maneira de saber há quanto tempo eles estavam lá? O relatório do Journal of Mammalogy simplesmente declara que foi durante o período pré maia, o que é uma declaração bastante ampla.
Mayapán foi a última grande capital maia, que floresceu depois do colapso de Chichén Itzá até quase o ano de 1440 d.C.8 É seguro dizer que que não havia cavalos em Yucatán ou em algum outro lugar da Mesoamérica até então. Mas se alguns cavalos sobreviveram em áreas remotas o suficiente e em número pequeno o suficiente para não ser notado pelos conquistadores espanhóis? Essa possibilidade existe.
Uma raça de  cavalos conhecida como Bashkir Curly ou Curly Norte Americano, é incomum não apenas por seu pelo crespo e anti alérgico. Sua origem ainda é desconhecida e assunto de muito debate. Bashkir é uma região da Rússia, mas não possui cavalos de pelo crespo.


Entretanto, o Lokai, uma raça do Cazaquistão, às vezes tem o pelo crespo. O Curly Norte Americano pode ser descendente deste ou de alguma outra raça asiática, mas no início dos anos de 1800, Charles Darwin observou cavalos da raça curly presentes na América do Sul bem antes de qualquer documentação conhecida de sua importação da Ásia.9 Nenhuma conexão pode ser demonstrada entre os curlies e os bashkirs.10 Como os cavalos curly chegaram mas Américas ainda e um mistério, a despeito dos estudos e pesquisas em curso. Há até mesmo alguma especulação externamente à comunidade SUD, entre especialistas em cavalos de que os curlies podem ter antigamente11 cruzado o Estreito de Bering vindo da Ásia e sobrevivido até os tempos modernos, tornando-se essencialmente uma raça nativa americana. Então eles podem ter ficado sem serem detectados pelos colonizadores espanhóis até o Século XIX. Eles poderiam ser os cavalos de Néfi?


As culturas mesoamericanas que são atualmente identificadas não tinham animais de tração, tanto quanto sabemos, nem há qualquer evidência de charretes além de liteiras transportadas por homens, então as carros e cavalos do rei Lamôni ainda são uma anomalia. Carros apenas são mencionadas nesta vez entre os lamanitas e outra vez entre os nefitas, usadas durante uma evacuação em larga escala.
Pequenas estatuetas com rodas identificadas como brinquedos têm sido encontradas e são prontamente reconhecidas por estudiosos não SUDs12, exemplos práticos foram encontrados, mas não em larga escala. O que eram essas estatuetas de animais com rodas? Tem sido sugerido que não eram brinquedos já que eram enterradas com corpos de pessoas adultas, então pode haver um importante simbolismo por traz da forma das rodas.13 Por que essas culturas pós Livro de Mórmon que eram avançadas em tantos aspectos aparentemente não colocavam em prática esse princípio que claramente eles entendiam é um mistério que ainda não foi completamente explicado. 


Talvez algumas antigas culturas americanas utilizaram a roda sem deixar qualquer traço de seu uso que sobrevivesse aos séculos. Pode ser que os “carros” afinal não tivessem rodas e não fossem usadas para transporte de pessoas, uma vez que seu propósito nunca foi completamente identificado.
Talvez os cavalos nativos que existiram nesta área desde tempos pré históricos tenham sobrevivido e foram domesticados pelos povos do Livro de Mórmon. Nós podemos nunca saber ao certo, mas os achados de Loltún e outros locais em Yucatán afirmam que os cavalos estiveram nas Américas antigamente e serviram a pelo menos um propósito para os primeiros habitantes, que era para servirem de alimento. Não é pouco razoável sugerir que uma população sobreviveu a mais tempo do que se acredita atualmente. O fato que ossos e dentes de cavalos nativos antigos, mas não fossilizados, estejam sendo encontrados em conexão com fragmentos de cerâmica tornam essa hipótese mais plausível. A última menção de cavalos no Livro de Mórmon ocorre em aproximadamente 26 d.C. Eles estavam extintos na época do final do registro? É possível.
Isto pode explicar porque os astecas e os maias que encontraram os cavalos espanhóis ficaram tão confusos por causa deles, e por nunca terem visto algo como eles antes. A difícil evidência dos cavalos pré colombianos significa que não temos que dar desculpas por causa do seu aparecimento no Livro de Mórmon, nem temos que ir tão longe para explicar isto. Ainda há alguns elementos controversos no registro escriturístico que nunca seremos capazes de explicar, mas a existência de cavalos na América antiga não é um deles. O caso está fechado quanto a esse assunto. Quando os mantenedores dos registros nefitas fazem menção de cavalos, aparentemente eles estavam se referindo a cavalos exatamente como nós os conhecemos. A única questão é se eles eram da raça curly ou não.
Notas:
1 Diego de Landa, Yucatan Before and After the Conquest (New York: Dover Publications, 1978), p. 109.
2 Ver Diane E. Wirth, A Challenge to the Critics (Bountiful: Horizon Publishers, 1986), pp. 53-55.
3 Andrew Coe, Archaeological Mexico (Chico: Moon Publications, 1998), p. 304.
4 Ibid., pp. 304, 321.
5 Ibid., p. 322.
6 Clayton E. Ray, “Pre-Columbian Horses From Yucatan,” Journal of Mammalogy vol. 38 no. 2 (May 1957), p. 278.
7 Ibid.
8 Simon Martin e Nikolai Grube, Chronicle of the Maya Kings and Queens (London: Thames & Hudson, 2000), p. 228.
9 02-02-2009. and .
10 02-02-2009. .
11 02-02-2009. .
12 Mary Miller e Karl Taube, An Illustrated Dictionary of the Gods and Symbols of Ancient Mexico and the Maya (London: Thames & Hudson Ltd, 1993), p. 14.
13 Ver Diane E. Wirth, Decoding Ancient America (Springville: Horizon Publishers, 2007), pp. 61-63.


Este artigo foi adaptado de An LDS Guide to the Yucatán,de Daniel Johnson, Jared Cooper, e Derek Gasser, autores de An LDS Guide to Mesoamerica.
Nota dos Editores:

O Livro de Mórmon não declara que cavalos eram universalmente conhecidos nas Américas durante a história pré Colombiana, em vez disso, apenas que eles eram conhecidos por alguns povos antes da época de Cristo em poucas e limitadas regiões do Novo Mundo. Além disso, O Livro de Mórmon nunca disse que cavalos eram montados ou usados em batalhas. Pode-se inferir que algumas vezes os cavalos eram usados pela elite como animal de tração (ver, por exemplo Alma 18:9; 3 Néfii 3:22).
“E responderam-lhe: Eis que está tratando de teus cavalos. Ora, o rei havia ordenado a seus servos, antes da hora de dar de beber aos rebanhos, que lhe preparassem os cavalos e carros para conduzirem-no à terra de Néfi, porque na terra de Néfi fora decretada uma grande festa pelo pai de Lamôni, que era o rei de toda a terra.” (Alma 18:9)
“E aconteceu que quase no fim do décimo sétimo ano, a proclamação de Laconeu foi divulgada em toda a face da terra e eles, tomando seus cavalos e seus carros e seu gado e todos os seus rebanhos e suas manadas e seus grãos e todos os seus bens, dirigiram-se aos milhares e dezenas de milhares ao lugar determinado, a fim de reunirem-se para defenderem-se de seus inimigos.” (3) Néfii 3:22
De acordo com Hunter e Ferguson, a declaração no Livro de Mórmon de que cavalos estavam presentes neste continente e foram usados na antiga América para propósitos similares ao uso que nós damos a eles hoje em dia encontra forte apoio nos numerosos fósseis de cavalos que têm sido encontrados nos depósitos asfálticos do Rancho La Brea, no sul da Califórnia. Certamente, declara-se que esses fósseis pré datam a época do Livro de Mórmon, entretanto não há razão lógica para acreditar, já que os cavalos estavam aqui antes da chegada dos jareditas e nefitas, que os cavalos podem não ter estado na América durante o período no qual essas civilizações floresceram.
Existe a possibilidade de que esses cavalos fossem os pôneis Shetland, muito pequenos para serem montados por homens adultos, mas fortes o suficiente para que 2 ou 4 deles pudessem puchar uma charrete, se esta tivesse rodas ou trenós, ao contrário da liteira carregada por 4 escravos ou servos como é sabido ter ocorrido e mostrado no filme “Os Testamentos”.
Os cavalos estavam entre os mais comuns mamíferos de cascos do continente Norte Americano durante o Período Plieistoceno e várias espécies distintas têm sido descritas à partir de fósseis. A abundância e a distribuição abundante de cavalos na América do Norte torna o aparente desaparecimento do grupo nesta região antes do advento do homem branco uma característica adicional e não usual de sua longa e agitada carreira. [Milton R. Hunter and Thomas Stuart Ferguson, Ancient America and The Book of Mormon, pp. 312-313]
Douglas K Christensen e Stephen L Carr, editores.