NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

ARQUEOLOGIA - Cimento É Mencionado no Livro de Mórmon

Maxwell Institute

Tradutor: Elson C. Ferreira – Curitiba/Brasil – Dezembro/2010

No seu resumo das crônicas nefitas, Mórmon registrou que por volta do ano de 46 a.C. um grupo de nefitas migrou para a terra do norte. Ele disse:

“E como eram escassas as árvores na terra, o povo que para lá seguiu se tornou perito em trabalhos de cimento; portanto construíram casas de cimento, nas quais passaram a habitar.” (Helamã 3:7).

Teotihuacan é uma cidade que poderia ter sido estabelecida por volta do ano 200 a.C.e muito delas ainda sobrevive. Estruturas de pirâmides gigantes e a Avenida dos Mortos provê um impressionante lembrete da antiga história da região.

Já rotulado pelos críticos como anacrônico, ou seja, algo que não condiz com a cronologia, referências ao cimento no Livro de Mórmon (Helamã 3:7, 9, 11) podem agora ser vistas como mais evidências da autenticidade do texto, isto porque hoje a presença de especialistas na tecnologia do cimento na América pré-hispânica é um bem estabelecido fato arqueológico.

O assim chamado Convento de Uxmal é um quadrilátero irregular com construções em todos os laados. Cada construção tem um padrão distinto de fachada.

"A tecnologia Americana na manufatura de cimento, sua mistura e colocação dois mil anos atrás, se compara com a dos gregos e romanos no mesmo período de tempo”, observou o engenheiro em estruturas David Hyman em recente estudo devotado ao uso do cimento no México pré-Colombiano. O primeiro exemplo conhecido de cimento data do primeiro século depois de Cristo, e é um “produto totalmente desenvolvido.”1

Os cantos da fachada acima apresenta três máscaras, uma acima da outra.

Exemplos conhecidos de obras mesoamericanas de cimento mostram sinais de impressionante habilidade e sofisticação. “A tecnologia e o uso na fanufatura de cimento calcário na América Central [era] igual a qualquer outra no mundo no advento da era cristã.”2 Por exemplo, o excelente trabalho de lages de concreto para piso em Teotihuacán que quase datam desse tempo excedem em muito as exigências de construção atuais.”3  Enquanto que os primeiros exemplos conhecidos são do primeiro século depois de Cristo, os estudiosos acreditam que “seu grau de perfeição pode não ter sido criado instantaneamente, mas teria requerido um tempo considerável para se desenvolver” antes deles.4

Hyman pergunta, "Esses materiais foram inventados por algum povo indígena desconhecido, pré-datando a ocupação de Teotihuacán, ou foram introduzidos por uma cultura exótica?”5 
 Nessas referências ao cimento, O Livro de Mórmon antecipou em muito o que tem sido bem estabelecido apenas em anos recentes.
Este relato de pesquisa foi preparado pelo Departamento de Pesquisa da FARMS e é baseado nas últimas pesquisas disponíveis. Ele é objeto de revisão quando mais informações sobre o assunto se tornar disponível. As opiniões expressas aqui não representam necessariamente a posição da FARMS, Brigham Young University, ou de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Revisão de Agosto de 2000

Mais informações:

Wells, Matthew G., e John W. Welch. Concrete Evidence for the Book of Mormon. Em Reexploring the Book of Mormon, editado por John W. Welch, 212–14. Salt Lake City: Deseret Book and FARMS, 1992.

A Pirâmide do Sol é a maior construção em Teotihuacan e uma das maiores na Mesoamérica. Localizada ao longo da Estrada dos Mortos, entre a Pirâmide da Lua e a Cidadela, e à sombra da maciça montanha Cerro Gordo, a pirâmide é parte de um grande complexo no coração da cidade. O nome Pirâmide do Sol vem dos Astecas que visitaram a cidade de Teotihuacán séculos depois de ter sido abandonada. O nome dado à pirâmide pelos teotihuacanos é desconhecido. Ela foi construída em duas fases. O primeiro estágio da construção, por volta do ano 100 A.D., deixou a pirâmide com o tamanho que está hoje. A segunda faze da construção resultou nas dimensões completa, de 738 pés de comprimento e 246 pés de altura, tornando-a a terceira maior pirâmide do mundo. Na segunda fase também foi construído um altar no topo da pirâmide, que tem sobrevivido até os tempos atuais. A plataforma Adosada foi adicionada à pirâmide no início do terceiro século, por volta da mesma época em que a Ciudadela e a Pirâmide da Serpente Emplumada foi construída. Sobre a estrutura da antiga Teotihuacanos, terminaram a pirâmide com argamassa de cal importado de áreas vizinhas, sobre a qual pintaram brilhantes e coloridos murais. Enquanto a pirâmide tem durado por séculos, as pinturas e o reboco não são mais visíveis. Acredita-se que algumas foram incluídas nas decorações do mural nos lados da pirâmide. Cabeças e patas de jaguares, estrelas e guisos de cobras estão entre as imagens associadas às pirâmides. 
Situada a quase 1.940 m acima do nível do mar, o sítio arqueológico do Monte Albán é uma das primeiras cidades na Mesoamérica. A majestosa cidade foi o ponto central da economia e da política na região por quase mil anos, perdendo sua influência por volta do ano 750 A.D.

Uma visão de Teotihuacán, a maior metrópole da Mesoamérica pré-colombiana vista do sul da Pirâmide da Lua para a Pirâmide do Sol e a Estrada dos Mortos. Embora uma variedade de razões têm sido avançadas para a cidade ter sido situada exatamente onde está, um pouco for a do vale, uns 15 Km da antiga margem do Lago da Lua – uma intrigante indicação pode ser que ela fica diretamente em linha com o alvorecer de solstício de inverno sobre Citlaltépetl (Orizaba), a mais alta montanha de toda a Mesoamérica. 

Artigos recomendados:

Sorenson, John L. Digging into the Book of Mormon: Our Changing Understanding of Ancient America and Its Scripture, Part 2. Ensign, October 1984, 18–19.

Houses and Furnishings" e Public Architecture. Sorenson, Images of Ancient America: Visualizing Book of Mormon Life, 60–63, 104–7. Provo, Utah: Research Press, 1998.

Perspectiva histórica:

Em 1929 o Presidente Heber J. Grant relatou: “Quando eu era um jovem desconhecido, outro jovem que tinha recebido seu grau de doutor me ridicularizou por eu acreditar no Livro de Mórmon. Ele disse que uma mentira no Livro de Mórmon é a que as pessoas haviam construído suas casas de cimento e que eles eram muito habilidosos no uso do cimento. Ele disse que isso seria suficiente para fazer qualquer um desacreditar no livro. Eu respondi que isso não afeta nenhuma particular da minha fé; que eu li O Livro de Mórmon em espírito de oração e supliquei a Deus por um testemunho da divindade dele em meu coração e em minha alma, e eu o tenho aceito e acreditado nele com todo o meu coração. Eu também lhe disse que se meu filho não encontrasse casas de cimento, eu espero que meu neto as encontre.” (in Conference Report, April 1929, 129).

Um fino exemplo de arcos do sítio arqueológico de Uxmal, Yucatán
Notas

1.   David S. Hyman, Pre-Columbian Cements: A Study of the Calcareous Cements in Prehispanic Mesoamerican Building Construction (Baltimore: Johns Hopkins University, 1970), ii.
2.   Ibid., 6-15.
3.   See ibid., 6-7.
4.   Ibid., 6-15–6-16.
5.   Ibid., 6-16.