NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

Este blog não é patrocinado nem está ligado oficialmente a qualquer denominação religiosa. Todo conteúdo apresentado aqui representa a opinião e é de total e exclusiva responsabilidade de seus autores, que sempre estão devidamente identificados.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

HISTÓRIA - Os Códices Maias

Os Códices Maias
Um códice (do latim, bloco de madeira, livro - plural: códices) é um livro no formato dos livros modernos, com páginas separadas, normalmente unidas (por costura) e que recebe uma capa. Foi uma invenção romana que substituiu os rolos de papiro e finalmente se tornou em livro. Apesar de que tecnicamente qualquer brochura seja um códice, o termo é somente usado para livros manuscritos, produzidos da antiguidade recente até a Idade Média. Os códices do Novo Mundo foram escritos por volta do Século XVI.
Os que foram escritos antes da Conquista espanhola parecem ter sido longas páginas sanfonadas, algumas vezes escritas em ambos os lados da página; portanto, estritamente falando, eles não eram verdadeiramente feitos no formato de um códice, apesar de que mais usualmente recebiam o título de “Códice” do que outros tipos de manuscritos.
Os códices da Mesoamérica pré-colombiana tinham a mesma forma dos códices europeus, mas eram feitos com longas tiras de um tipo de papel produzido a partir da parte interna da casca de figueira ou de fibras de outras plantas, cuja superfície frequentemente recebia a aplicação de uma camada de cal antes que fossem escritos.


O códice foi um aprimoramento do rolo de papiro, que gradualmente o substituiu, primeiramente no oriente e muito mais tarde na Ásia. O códice, por sua vez, se tornou no livro impresso, por isso esse termo não é usado com respeito aos livros. Na china, (porque os livros já eram impressos, mas apenas de um lado do papel), houve estágios intermediários na invenção do livro, tais como o rolo dobrado no estilo de consertina (sanfonado) e colado na parte traseira. Os códices Astecas são livros escritos por nativos pré-colombianos e também na era asteca do período colonial. Eles são as primeiras fontes para o entendimento da cultura asteca. 
Os códices pré-colombianos diferem dos europeus porque os americanos são bastante ilustrados; eles não foram feitos para simbolizar narrativas faladas ou escritas. Os códices da era colonial não contém apenas pictogramas astecas, mas também o Clássico Nahuatl (no alfabeto latino), espanhóis e algumas vezes latinos.
Árvore amate crescendo em Guerrero,México.

Os códices maias são livros de folhas dobradas da civilização Maia pré-colombiana, escritos em hieroglíficos maias sobre papel  “amatl” mesoamericano e contendo muitas gravuras. (Nahuatl: āmatl, Spanhol: amate ou papel amate) é um tipo de papel que era manufaturado na Mesoamérica Pré-colombiana. É feito através da fervura da oarte interna da casca de várias espécies de árvores, particularmente da figueira (gênero Ficus) tal como a F. cotinifolia e a  F. padifolia.[1] O resultado é um material fibroso que é “martelado” com uma pedra para se produzir a um delicado e elástico papel castanho claro com linhas onduladas. Seu uso na Mesoamérica provavelmente data, pelo menos, de antes do antigo período Pré-clássico da cronologia Mesoamericana, no início do1º milênico antes da Era Comum (1 a.C.). A Iconografia (em pedra) que datam desse mesmo período representam de itens desenhados que se parecem com o papel. Por exemplo, o Monumento 52 do sítio arqueológico Olmeca de San Lorenzo Tenochtitlán ilustra uma personagem adornada com brincos de papel dobrado.[2]  (Fonte do texto acima: Wikipedia)
Parte do Códice Huexotzinco, impresso em amatl.

Eles são o produto de escribas profissionais trabalhando sob a patronagem dos deuses do macaco berrador. Os códices têm sido chamados segundo o nome das cidades onde foram finalmente estabelecidos. O Códice Dresden geralmente é considerado o mais importante dos poucos que sobreviveram.

Antecedentes


Existiam muitos desses livros na época da Conquista Espanhola de Yucatán no Século XVI, mas eles foram destruídos pelos conquistadores logo depois. Em particular, todos os livros em Yucatán foram destruídos por ordem do Bispo Diego de Landa em Julho de 1562. Esses códices eram primariamente registros escritos pela civilização Maia, junto com as muitas inscrições sobre monumentos de pedra e stelae que sobrevivem até hoje; entretanto sua gama de assuntos em todas as possibilidades abrange mais tópicos do que aqueles registrados em pedra e construções, e era mais parecido com o que encontramos pintados em cerâmica (os assim chamados “códices cerâmicos”). 


Com sua destruição, as oportunidades para o entendimento de algumas áreas chave da vida maia foi grandemente diminuída.

Apenas três e possivelmente os fragmentos de um quarto códice sobreviveram até os tempos modernos:


O Códice de Dresden
Este manuscrito mesoamericano divide o mundo em cinco partes. Árvores sagradas simbolizam os pontos cardinais: leste no alto, oeste abaixo, norte à esquerda e sul à direita.
O Padre Diego de Landa, escrevendo aproximadamente em 1566, relatou que “[encontraram] um grande número de livros... e como não continham nada além de superstições e falsidades do diabo nós os queimamos,  o que eles (os nativos) receberam mais dolorosamente, e que lhes causou grande sofrimento”. Se esse crime do bom irmão de queimar os livros pode ser escusado por seu zelo religioso, ele pode ser capaz de reclamar alguma justificação. Os códices haviam sido descritos como manuais sacerdotais, usados para rituais de tempo e para fazer presságios.
O Códice de Dresden sobreviveu ao fogo dos frades espanhóis porque foi enviado para a Europa como um exemplo da arte nativa. Pode ter sido enviado para o Rei Charles V pelo próprio Fernão Cortez; porém, os espanhóis estavam mais interessados em ouro do que em arte. O Códice finalmente encontrou seu caminho para a Biblioteca Pública de Dresden, onde ficou juntando poeira até que foi descoberto no final do Século XIX pelo bibliotecário, Ernst Forstemann.
O Códice de Dresden é mantido na Sächsische Landesbibliothek (SLUB), a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices, e de alta qualidade artística. Muitas seções são ritualísticas (incluindo o assim chamado 'almanacs'), outras são de astrologia natural (eclipses, os ciclos de Vênus). 
Este códice foi escrito sobre uma longa tira de papel sanfonada para formar um livro de 39 páginas, escritas dos dois lados. Provavelmente foi escrito pouco antes da conquista espanhola. De alguma forma, acabou chegando na Europa e foi adquirido pela livraria real da corte da Sasônia, em Dresden, em  1739.
O Ciclo de Vênus

Um calendário importante para os maias era o ciclo de Vênus; são encontradas muitas informações a respeito dele Código de Dresden. Os maias eram astrônomos habilidosos e podiam calcular o ciclo de Vênus com extrema exatidão.
Há seis páginas do Código de Dresden devotadas ao cálculo da localização desse planeta. Os maias foram capazes de alcançar tal exatidão através de cuidadosa observação durante muitos séculos.

O ciclo de Vênus era especialmente importante porque os maias acreditavam que esse planeta está associado à guerra e o usavam para adivinhar bons tempos (chamados de astronomia eletiva) para coroações de reis e para a guerra. Os governantes maias planejavam suas guerras para que começassem quando Vênus aparece no céu. Os maias também acompanhavam os movimentos de outros planetas, inclusive Mercúrio, Marte e Júpiter.
Apesar de ser de acabamento inferior, o Códice de Madri é até mais variado do que o Códice de Dresden e é produto de oito escribas diferentes. Ele está no Museu de América em Madri, Espanha, para onde pode ter sido enviado de volta para a Corte Real por Fernão Cortes.

O Códice de Madri
O Códice de Madri foi separado em  duas partes bem cedo na sua história européia, e assim viajou para diferentes países da Europa até 1880, em cujo ano o francês Léon de Rosny descobriu que essas duas partes formavam um único códice chamado de “Madri” ou de "Tro-Cortesianus".

As duas partes são chamadas de (1) “Troano”, conforme o nome do  seu primeiro proprietário, Don Juan Tro y Ortolano, (professor espanhol de paleografial) e de (2) “Cortesanius”.
O Troano compreende as páginas 22 a 56, 78 a 112 e o Cortesianus as páginas 1 a21, 57 a 77. As páginas 77 e 78 por alguma razão são de cima para baixo, e a página 78 deve ser considerada como estando antes da página 77.
Ambas as partes foram reunidas em 1888 e o Códice de Madri está  agora no Museu de America, em Madri, Espanha.
O Códice de Paris
Contém profecias para tuns e katuns. Um k'atun ou ciclo-k'atun é uma unidade de tempo no calendário Maia, igual a 20 tuns ou seja, 7.200 dias; é portanto, nesse sentido, semelhante aos Livros de Chilan Balam (textos que consistem principalmente de história, tanto pré-Ispânica quanto colonial, calendários, astrologia e medicina herbal), escritos na linguagem yucatec maia mas em alfabeto latino. Estima-se que esses manuscritos sejam dos Séculos XVIII e XIX). (Fonte do texto acima: Wipipedia)
Este códice foi encontrado numa lata de lixo de uma livraria em Paris. Como resultado, está em más condições de conservação. Atualmente está na Biblioteca Nacional de Paris, França - (link: O Códice de Paris em meio eletrônico)

O Códice de Grolier
Enquanto os outros três códices eram conhecidos pelos estudiosos desde o Século XIX, o Códice Grolier somente apareceu nos anos de 1970. Diz-se que este quarto códice maia foi encontrado numa caverna, mas a questão da autenticidade desse origem ainda não foi resolvida de modo a satisfazer a todos.
O códice, na realidade, é formado de fragmentos de onze páginas que atualmente estão num museu do México, mas não está exposto ao público. Fotos digitais dele estão disponíveis na web.
As páginas são muito menos detalhadas que qualquer dos outros três códices, e cada pagina mostra um herói ou deus, virado para a esquerda. No alto de cada página há um número; abaixo e à esquerda de cada página há o que parece ser uma lista de datas.
Dado à raridade e importância desses livros, rumores de terem sido encontrados outros frequentemente faz desenvolver o interesse.
Escavações arqueológicas dos sítios maias têm encontrado uma quantidade de pedaços retangulares de estuque e lâminas de tinta, mais comumente em tumbas da elite.
Esses blocos são restos de códices em que todo o material orgânico já se decompôs. Alguns poucos dos mais coerentes desses blocos têm sido preservados com uma pequena esperança de que alguma décnica seja desenvolvida para que as futuras gerações de arqueólogos possam ser capazes de recuperar alguma informação a partir desse restante de páginas antigas.

O Popol Vuh
Estritamente falando, não é um códice, mas está incluído aqui nesta seção por ser um importante livro que empresta muita compreenção da cultura Maia.

O Popol Vuh (termo K'iche' para "Livro do Conelho" ou "Livro da Comunidade"; Popol Wuj, na escrita moderna) é um livro escrito na linguagem clássica Quiché, contendo narrativas mitológicas e uma genealogia dos governantes do reino Quiché pós-Clássico dos altiplanos da Guatemala.


O livro contém a um mito da criação seguido de estórias mitológicas dos Heróis Gêmeos: Hunahpu (Junajpu) e Xbalanque (Xb‘alanke). A segunda parte trata dos detalhes da fundação e a história do reino Quiché subordinado à família real com os deuses lendários a fim de assegurar o governo por direito divino.
Heróis Gêmeos da cultura nativa do Mississippi emergindo de uma rachadura nas costas de uma  serpente com chifres. Desenhado a partir de uma gravação feita numa concha pelo artista Herb Roe.(Fonte: Wikipedia)

Ele foi escrito no alfabeto latino mas pensa-se que tenha sido baseado num códice original Maia na escrita hieroglífica Maia. O manuscrito original que foi produzido por volta do ano 1550 foi perdido, mas a cópia de outra cópia manuscrita feita pelo Frade Francisco Ximénez no princípio do Século XVIII existe até hoje na biblioteca de Newberry, em Chicago.

A importância desse livro é enorme pois ele é um dos livros que fazem parte de  de um pequeno número dos primeiros textos mitológicos mesoamericanos, e frequentemente é considerado o mais importante exemplar da literatura da Mesoamérica. Acredita-se que a mitologia do povo Quiché corresponde bem de perto com a literatura Maia pré-Clássica, como apresentado nos murais de San Bartolo, e iconografia do período clássico frequentemente contém motivos que são interpretados como cenas do Popol Vuh
História


Os manuscritos originais, chamados de “Os Manuscritos de Quiché" foram escritos em Santa Cruz Quiché, por volta dos anos 1550-55. Acredita-se que tenha sido escrito a partir de uma recitação oral de um manuscrito hieroglífico que que já foi perdido. Obviamente foi escrito depois que os primeiros missionários chegaram em Santa Cruz Quiché em 1540 e presumem ter ele sido escrito antes de 1558.

A julgar pela parte genealógica do trabalho, que dá um lugar de destaque à linhagem Kaweq, presume-se que o autor deve ter pertencido a esta linhagem em vez das outras linhagens reais, os Nijaib, os Tam e o  Ilok'abs. Alguns têm especulado que o autor foi um certo Diego Reynoso que também é o autor de outro documento Quiché, o Titulo de Totonicapán. Van Akkeren (2003) discarta Reynoso como autor do Popol Vuh pois o ponto de vista no Titulo de Totonicapan é tendenciosa contra a linhagem Kaweq - ele acredita que os autores eram de fato os líderes de uma facção da linhagem Kaweq chamada de Nim Ch'okoj.

Quem quer que tenham sido os autores originais do Manuscrito Quiché, foi encontrado em Chichicastenango pelo padre dominicano Francisco Ximénez no início do Século XVIII. Ele traduziu e copiou o manuscrito e adicionou como apêndice de sua obra gramatical chamada "Arte de Tres Lengvas: Kaqchikel, Quiché y Tzutuhil". Este manuscrito foi mantido num canto negligenciado da biblioteca da Universidade de San Carlos, na cidade da Guatemala, onde foi encontrado por Abbé Brasseur de Bourbourg e Carl Scherzer, em 1854. Entretanto, depois desse manuscrito de Chichicastenango, ele desapareceu da história. Brasseur e Scherzer publcaram traduções em francês e em espanhól uns poucos anos mais tarde.

Outra cópia do manuscrito de Chichicastenango, também feita no início do Século XVIII, foi encontrada por Brasseur de Bourbourg, em Rabinal, o qual trouxe consigo para Paris. Após seu falecimento, ele foi vendido e revendido até que finalmente chegou na  Biblioteca Newberry Library, em Chicago. Esta reprodução da cópia feita por Ximenes do manuscrito original quiché é o mais antigo manuscrito sobrevivente do Popol Vuh.

Desde as primeiras traduções de Brasseur de Bourbourg e Scherzers, têm sido feitas numerosas traduções para o inglês e outras línguas, e o Popol Vuh é considerado um dos tesouros literários das Américas.


Conteúdo


Parte 1 Os Deuses criam o mundo.

Part 2 Os adivinhos Xpiyacoc e Xmucane geram irmãos.

Part 3 São criadas as 4 primeiras pessoas “reais”: Jaguar Quiche, Jaguar Noite, Naught, e Vento Jaguar.

Part 4 Tohil afeta os Senhores da Terra através de sacerdotes; mas seu domínio destrói os Quiche.

Criação do Mito
O livro começa com a criação do mito dos K'ichee' Maia, que credita a criação de umanos às três serpentes emplumadas habitantes das águas:

Havia apenas imobilidade e silêncio na escuridão, na noite. Apenas o Criador, Tepeu, Gucumatz, os ancestrais, estavam rodeados de luz. Eles estavam escondidos sob plumas verdes e azuis, e antes eram chamados de Gucumatz... e as outras três divindades, chamados coletivamente de “Coração do Céu”:


Então enquanto eles meditavam, se tornou claro que quando a aurora ia raiar, os homens deveriam aparecer. Então eles planejaram a criação e o crescimento das árvores, e as moitas, e o nascimento da vida e a criação do homem. Então foi organizado na escuridão e na noite pelo Coração do Céu que é chamado Huracán.

O primeiro é chamado Caculhá Huracán. O segundo é ChipiCaculhá. O terceiro é Raxa-Caculhá. E esses três são o Coração do Céu.Heart of Heaven, que juntos tentaram criar os seres humanos para lhes fazer companhia.


Sua primeira tentativa provou-se sem sucesso. Eles tentaram fazer o homem da lama, mas o homem não podia se mover nem falar. Depois de destruir os homens de lama, eles tentaram novamente, criando criaturas de madeiras que podiam falar mas não tinham alma nem sangue, e logo esqueceram dele. Irados por causa das falhas em sua criação, eles destruíram-nos, rasgando-os e pondo-os à parte. Na sua última tentativa, o “Verdadeiro Povo” foi criado com milho.

Resumo do mito:


Eles vieram juntos na escuridão para pensar e refletir. Foi assim que eles decidiram pelo material certo para a criação do homem... Então nossos Criadores   Tepew e Q'uk'umatz comçaram discutindo a criação de nossos primeiros mãe e pai. A carne foi feita de milho branco e amarelo.