NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

GEOGRAFIA - Em Busca da Trilha de Leí - Parte 1 - A Preparação

Lynn M. e Hope A. Hilton




Tradutor Elson Carlos Ferreira - Curitiba/Brasil - Setembro/2010




Nota do Editor: Por 146 anos, os leitores do Livro de Mórmon têm se imaginado viajando e acampando com Leí enquanto ele solenemente levava sua família de Jerusalém, marchando em direção ao sul, para o Mar Vermelho e se mudando periodicamente pela costa do Mar Vermelho até o grupo que o grupo se voltou para o interior e encontraram “muita aflição” antes de chegar na zona costeira que eles chamaram de Abundância. Os leitores têm contemplado aquela histórica jornada, onde o grupo de Leí parou, onde eles construíram seu navio, e onde eles atracaram no hemisfério ocidental, a terra prometida de Leí.



Lynn M. Hilton nasceu em 1924 na cidade de Thatcher, Arizona e foi criado em Berkley e Oakland, California. Foi membro da Legislatura do Estado de Utah, professor, empresário, explorador do Oriente Médio e autor de vários livros SUD.


Seviu como piloto num bombardeiro B-24 da United States Armey Air Corps durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de dar baixa no Exército no fim da guerra, seviu missão de tempo integral de 1945-1947 para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na Missão Inglaterra.

Em 1952 Hilton concluiu seu Ph.D. em administração educacional na University of Chicago, então se tornou professor na Brigham Young University. Mais tarde serviu como decano associado de educação continuada e foi fundador do BYU Salt Lake Center.[1]

Entre outras coisas na BYU, Hilton ajudou a desenvolver o primeiro curriculum para cursos de genealogia.

Serviu como membro da Câmara dos Deputados Estaduais deUtah, começando em 1972. Em 1974 concorreu como candidato ao Congresso dos Estados Unidos.

Em 1975 abriu uma empresa de escavação de poços d’água no Egito. Foi Presidente do Distrido d’A Igreja no Egito e Sudão e nesta época trabalhou por quatro anos foi ao Egito para conseguir reorganizar A Igreja nesse Pais e reconhecê-la oficialmente pelo governo egípcio.[2]

Por solicitação da Ensign Magazine (publicação oficial d’A Igreja de Jesus Cristo), Hilton foi chamado para organizar uma expedição de exploração para encontrar a trilha do Profeta Leí (do Livro de Mórmon) que saiu de Jerusalém, atravessou o deserto da Arábia até um lugar chamado Abundância, onde o grupo de Leí construiu um navio para viajar para o continente americano. Essa expedição foi parcialmente financiada pela Igreja de Jesus Cristo, cujos resultavos de descobertas foram inicialmente publicados na Ensign Magazine de Setembro e Outubro de 1976. Ele escreveu dois livros sobre o assunto, chamado In Search of the Lehi's Trail and Discovering Lehi. Sua esposa Hope é co-autora dos livros. Em 2008, Hilton publicou um DVD entitulado Lehi's Trail in Arabia, uma apresentação de slides com narração.

A primeira esposa de Hilton foi Annalee Hope Averell. Foram casados por 51 anos e tiveram cinco filhos. Hope faleceu em 1999. Dois anos depois ele se casou com Nancy Goldberg, uma judia convertida ao evangelho restaurado. Ela havia sido empresária em Dallas, Texas antes de se unir À Igreja de Jesus Cristo em 1996. Depois disso vendeu sua empresa e foi chamada para uma missão de dois anos e meio na Biblioteca da História da Família, onde desenvolveu um banco de dados de Jewish-related resources que lhe rendeu um prêmio da International Association of Jewish Genealogical Societies.

Desde que se casaram em 2001, eles já cumpriram cinco missões para A Igreja de Jesus Cristo. A primeira delas foi em Sydney, Australia onde serviram como diretores do Sistema Regional de Empregos. A segunda missão foi na sede d’A Igreja em Salt Lake City. A terceira missão foi em Irbid, Jordania, onde Hilton serviu como Presidente do Ramo de Irbid. Sua esposa prestou serviço humanitário para A Igreja. Nessa terceira missão também serviram como Diretores do Centro de História da Família de Atenas, Grécia. A quarta e a quinta missões foram em Nova York e Boston onde trabalharam com história da família.

Hilton também escreveu The Kolob Theorem: A Mormon's View of God's Starry Universe, (www.hiltonbooks.com) link[3] e The Pearl of Great Price Concordance. Hilton também serviu como editor da História da Estaca Salt Lake, em seu 125º aniversário, enquanto servia no sumo conselho da estaca, obra que foi publicada em 1972.[4] Hilton também compilou a edição do diário de Levi Savage Jr., seu bisavô.

Para nós, milhares de anos e distantes do Oriente Médio, as histórias da Bíblia criam vida mais facilmente quando vemos fotografias das montanhas, vales e cidades da Palestina, e as regiões do mundo romano no qual o evangelho do Novo Testamento foi levado pelos apóstolos. 

A idéia de investigar a área geral da jornada de Leí foi apresentada para Lynn M. Hilton e sua esposa Hope, pelos editores das Revistas da Igreja. Em anos passados os Hiltons haviam feito dezenas de viagens para a Europa, Oriente Médio, África e Ásia, como proprietários de uma agência de viagens e como parte do programa de cursos de educação de adultos da Brigham Young University. Eles amam o Oriente Médio e têm muitos amigos nesse lugar, e tinham visitado suas cidades várias vezes. Eles haviam estudado suas linguagens, sua história e cultura mas não não haviam alcançado ainda graus avançados de estudos do Oriente Médio. Eles amam O Livro de Mórmon e têm sinceros testemunhos de sua veracidade.

O irmão Gerald Silver, fotógrafo do Deseret News, jornal diário d’A Igreja, foi solicitado a acompanhar os Hiltons para registrar as cenas dessa aventura.

As conclusões dos Hiltons e do irmão Silver quanto aos locais da jornada de Leí são apenas localizações possíveis, mas eles iluminam alguns dos elementos vitais da história do Livro de Mórmon, bem como nos apresentas as contribuições da cultura árabe para a história do Livro de Mórmon.

Nós o convidamos a gozar dessa fascinante odisséia mórmon: “Em Busca da Trilha de Leí.”— Jay M. Todd, editor gerente.
Nossa jornada em busca dos lugares onde Leí pudesse ter viajado foi um tempo de milagres, pequenos e grandes. Nós a havíamos começado com com a trepidação de um coração vibrante. Nós a terminamos com o coração grato, tendo sentido verdadeiramente a mão do Senhor em nossas vidas. Por exemplo:

—Visitas prévias ao Oriente Médio haviam inevitavelmente interposto alguns dias de doença; na nossa jornada experimentamos quatro semanas de uma saúde vigorosa.

—Numa tempestade de neve em Amã, na Jordânia, havíamos acabado de nos afastar do décimo hotel superlotado que não tinha sido capaz de nos acomodar quando um completo estranho apareceu e nos ofereceu o quarto de hotel de um amigo que havia deixado a cidade por três dias. Ele recusou pagamento por essa bondade.

—Devido a uma questão de padrão político, dois dos países que precisávamos visitar simpesmente não admitem turistas por nenhuma razão, entretanto nós recebemos vistos para aquelas terras em que sentíamos que Leí também visitara. Um morador de um desses países nos disse que ele nunca havia ouvido falar de pessoas que tenham recebido vistos como nós havíamos.

—Certa vez estávamos numa zona de guerra, tão perto que podíamos ouvir o estalido dos tiros dos fuzis nos montes ao redor; entretanto nós vimos o que precisávamos ver e saímos sem nenhum dano.

—Filmar e fotografar era desaconselhado em muitas áreas, tanto por razões militares quanto culturais apesar de não ser proibido, entretanto Jerry Silver, nosso fotógrafo, levou para casa 6.100 fotos coloridas, tendo somente três rolos de filme apreendidos pelas autoridades.

—Na grande cidade de Jiddah, cheia de empresários internacionais ali estabelecidos pelas oportunidade de negócios nos reinos ricos em petróleo da Arábia Saudita, outro milagre aconteceu, que nunca vamos esquecer. Como Lynn mais tarde relatou: “Minha esposa e filha chegaram em Jiddah dois dias antes de mim. Devíamos nos encontrar num hotel pr-e-agendado, ou se isso não desse certo, através de um amigo nosso, mas Hope e Cynthia tiveram problemas em encontrar o hotel, pois quase nunca viajaram sozinhas para o Oriente Médio, e quando eu cansei de as procurar, descobri que o número do telefone do nosso amigo havia sido escrito errado. Cheguei perto do desespero; há quase um milhão de pessoas em Jiddah. Eu decidi voltar para o hotel e novamente perguntar ao recepcionista se havia algum recado para mim. Já havia passado da meia noite quando virei a esquina que não havia notado antes. Me passou pela cabeça o pensamento de que este poderia ser um atalho para o hotel. De repente, no meio da quadra, algo me sussurrou em minha alma, “Procure lá por Hope e Cynthia.” Eu estava em frente do Al-Rihab Hotel, um entre as centenas de hotéis da cidade. Minutos mais tarde, nós estávamos juntos com lágrimas de gratidão e alegria.”
Jiddah, Arábia Saudita
—Antes de nossa viagem, questionamos se nossos amigos no Oriente Médio aceitariam nossa missão e nos ajudariam a alcançar nossa meta. Eles o fizeram. Eles fizeram mais: eles tomaram a meta para si mesmos. O Sr. Rihab Ouri, de Beirut, um bom amigo muçulmano, resumiu numa carta, escrita depois do nosso retorno, o tipo de cooperação que recebemos “Você encontrou os antigos mórmons da Arábia Saudita?”

Estes foram apenas alguns dos milagres que o Senhor realizou por meio, tanto por amigos quanto por completos estranhos ao longo do nosso caminho, auxiliadores cujo conhecimento e influência nos capacitou a abrir as portas certas e interpretar o que vimos dentro; e sabemos que nossa busca poderia ter sido impossível, até mesmo tola e ridícula, sem essa ajuda.

Basta considerar a dimensão do desafio que nos foi dado! Vamos seguir uma trilha que tem sido ventilada por mais de 2.500 anos — uma trilha que está a meio mundo de distância num território devastado pela guerra, agora dividido entre Oman, Arábia Saudita, Jordânia, e Israel. Todas as pistas da rota de Leí estão contidas em meros dezoito capítulos que Néfi escreveu anos depois em seu diário, e o principal propósito do registro não era registrar a geografia e as rotas da caravana, mas as maravilhosas visões dadas a seu pai e mais tarde a ele próprio. Mas temos uma designação, nós sabemos que O Livro de Mórmon é verdadeiro.
Jiddah, Arábia Saudita