NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GEOGRAFIA - Determinando a Localização das Terras e Eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo

Ted Dee Stoddard

Implicações para o "Modelo Centro Oeste Norte Americano"
e para o "Modelo Mesoamericano"
www.bmaf.org



Tradutor Elson Carlos Ferreira - Curitiba/PR - Agosto/2010

Como os leitores e estudiosos do Livro de Mórmon podem continuar  tentando identificar a localização das terras e eventos do Livro de Mórmon?
Levando um pouco na brincadeira, mas também levando muito a sério, eu concluí que parece que eles usam uma das seguintes abordagens:





1. Leia as declarações geográficas do Livro de Mórmon e então tente encontrar  um local equivalente em algum lugar no Novo Mundo.





2. Escolha um marco geográfico óbvio, tal como o Monte Cumôra no Estado de Nova York, e então tente associar todos os outros indicadores geográficos do Livro de Mórmon com esse marco geográfico.





3. Dos indicadores geográficos do Livro de Mórmon, desenhe um mapa que presumivelmente reflita esses indicadores e então tente identificar o território correspondente no Novo Mundo, baseado nesse seu mapa.





4. Vá morar ou sirva uma missão em alguma área geográfica específica do Novo Mundo, tal como o Peru, e então fique apaixonado por esse território que lhe parece ser a localização natural para as terras onde aconteceram os eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo.





5. Fique desencantado com todos os esforços para encontrar a correta geografia do Livro de Mórmon no Novo Mundo e então proponha um modelo próprio, de opinião pessoal e não-ortodoxo, tal como a Malásia, ou a Baixa Califórnia, como a localização para os eventos do livro.





Obviamente, as abordagens acima não funcionariam satisfatoriamente, portanto proponho uma abordagem que não envolve a própria geografia, mas que se baseia num critério não-geográfico. Além disso, proponho que esse critério seja chamado de “Critério Fundamental” ou “Critério Crítico”, o qual deriva de uma cuidadosa leitura do Livro de Mórmon.





Qualquer território proposto para ser considerado como a localização dos eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo deve satisfazer a todos os critérios ou ser identificado como uma abordagem “falsa”, no que se refere à geografia do Livro de Mórmon.





O critério crítico não-geográfico que eu proponho é dividido em quatro partes:
1. A região deve apresentar evidências de, pelo menos, uma linguagem escrita de alto nível que estava em uso durante o período de tempo do Livro de Mórmon para os nefitas, lamanitas e mulequitas.





2. A região deve apresentar evidências de duas civilizações que demonstrem evidências de grandes centros populacionais, contínuas alterações demográficas, extensivo comércio entre culturas e guerras quase constantes entre seus habitantes - tudo isso em harmonia com determinadas datas fornecidas pelo Livro de Mórmon. Uma dessas civilizações deve preceder a outra em centenas de anos.





3. A datação arqueológica da região proposta deve refletir uma análise completa de locais e artefatos que resultem em datas de radio-carbono que concordem com as datas apresentadas no Livro de Mórmon.





4. As evidências históricas da região devem prover resultados válidos que se encaixem nos costumes e tradições associadas aos povos e datas do Livro de Mórmon.





O que acontece quando esses quatro critérios são usados para testar dois modelos atuais para a geografia do Livro de Mórmon — o Modelo Centro Oeste Norte Americano e o Modelo Mesoamericano? Leia o resultado das minhas análises intituladas Critical Criteria for Identifying the New World Lands of the Book of Mormon: Implications for the Heartland Model and the Mesoamerica Model”, (Critérios Críticos Para Identificar as Terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo: Implicações para o Modelo Centro Oeste Norte Americano e o Modelo Mesoamericano) no Book of Mormon Archaeological Forum-BMFA (Forum Arqueológico do Livro de Mórmon) Web site www.bmaf.org/node/317.





Para obter mais ajuda para fazer uma identificações válidas das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo também podemos empregar critérios geográficos fundamentais selecionados. Em meu artigo, discuto os resultados de uso do critério crítico geográfico no exame do Modelo Centro Oeste Norte Americano e do Modelo Mesoamericano.





Eu acredito que O Livro de Mórmon é um registro real de um povo real que realmente viveu em algum lugar no Novo Mundo. Eu o convido a ler meu artigo no site BMAF e veja o que você pensa sobre minha abordagem crítica de critérios para determinar aquela localização.





Ted Dee Stoddard
BMAF - Quadro de Acerssores
tmstod@comcast.net


Critérios Críticos para Identificação das
Terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo:
Implicações para o "Modelo Centro Oeste Norte Americano"
e para o "Modelo Mesoamericano"



Copyright © 2010 by Ted Dee Stoddard - Quadro de Acessores
Book of Mormon Archaeological Forum
A melhor definição da palavra crítica é encontrada no dicionário de Webster de 1828, American Dictionary of the English Language: “Decisivo; observando um tempo ou estado no qual o assunto ou coisa depende; importante, com respeito às consequências”.

Neste artigo, afirmo que quatro critérios não-geográficos são, de fato, “críticos” em ajudar aos leitores e estudiosos do Livro de Mórmon a identificarem as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Afirmo que o primeiro passo para localizar as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo é aplicar aqueles quatro critérios críticos a quaisquer regiões propostas como terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Então, se desejarmos, podemos aplicar apropriadamente o critério geográfico crítico como um segundo passo na verificação do local das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Qual será o resultado da procura pelas terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo testando a validade do Modelo Centro Oeste Norte Americano e do Modelo Mesoamericano através da abordagem do critério crítico apresentados neste artigo?
Gosto de usar a seguinte declaração quando falo sobre O Livro de Mórmon:

“O Livro de Mórmon é um relato real de um povo real que viveu em algum lugar no Novo Mundo”.

Em conexão com essa declaração, acredito que Mórmon preparou seu resumo com, pelo menos, um mapa da geografia do Livro de Mórmon no Novo Mundo em mente. Além disso acredito que ele esperava que seus leitores se relacionassem com esse mapa. Neste processo ele apresentou aos seus leitores alguns indicadores associados com a geografia do Livro de Mórmon.

Algumas vezes, aficionados pelo Livro de Mórmon dizem: “Por que é importante estudar a geografia do Livro de Mórmon? Além do mais, a doutrina é o que há de importante no livro”. Eu concordo que a doutrina do Livro de Mórmon é importante, mas ao mesmo tempo penso que a geografia do Livro de Mórmon também é importante, pelo menos, pelas seguintes razões:
1. A geografia ajuda levando-nos à doutrina - se nós a deixarmos fazer isso. Sem nenhuma dúvida, Mórmon espera que seus leitores sejam instruídos e tenham conhecimento da geografia do Livro de Mórmon. Pela minha perspectiva, se Mórmon só pudesse escrever um centésimo de tudo o que estava disponível para ele escrever, acredito que ele tinha excelentes razões para incluir o que encontramos em seu resumo, inclusive os indicadores geográficos. Acredito que sua intenção fundamental, associada a tudo o que ele selecionou para escrever, era incluir conteúdos que ajudasse os leitores a encontrarem seu caminho até Cristo e entenderem que Jesus é o Cristo. Portanto, a geografia do Livro de Mórmon está nesse livro porque ela nos conduz à doutrina.
2. Mórmon desejava que seus leitores entendessem e se referissem à geografia do Livro de Mórmon — por uma questão de geografia. Ele conhecia a importância de se ter conhecimento de onde estão localizados os vários locais mencionados no Livro de Mórmon, por isso ele nos deu indicadores geográficos em quase quinhentos versículos em seu resumo. Sem nenhuma dúvida, Mórmon desejava que seus leitores fossem instruídos quanto à geografia do Livro de Mórmon.
3. Com relação ao mapa de Mórmon, ele ajuda aos leitores do Livro de Mórmon a aceitarem a mensagem do livro com poder e testemunho apropriados; ou seja, entender o mapa de Mórmon nos ajuda com respeito a suas terras e por esse meio dá vida ao livro com a convicção de que ele realmente é um relato real a respeito de um povo real.

4. Partindo do pressuposto de que os esperados leitores de Mórmon se relacionem com seu mapa, uma localização geográfica válida para o livro deve ser possível. Portanto, espero que todas as peças do quebra-cabeças do mapa de Mórmon se juntem novamente, e eu experimente pessoalmente um aumento do entendimento de todas as mensagens do livro, devido ao fato de eu ser capaz de relacioná-lo a uma geografia consistente e válida, baseada nas minhas viagens através do que acredito serem as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Desse modo, uma combinação do que está no livro a respeito de sua geografia, junto com visitas pessoais às propostas terras do Livro de Mórmon, provê um corpo de referência que literalmente traz à vida os eventos do Livro de Mórmon. Um equivalente corpo de referências resulta quando visitantes exploram pessoalmente as terras de Bíblia e então a lêem a partir do corpo de referências por ter visto pessoalmente as terras e locais do Antigo e do Novo Testamento.

Como um “antigo” missionário d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, nos anos de 1950, respondi questões a respeito da localização das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo, começando com o Monte Cumôra no Estado de Nova York como sendo o local das grandes batalhas dos jareditas, e dos lamanitas contra os nefitas. Então, por mim mesmo, eu fantasiei como se tudo tivesse acontecido na região continental dos Estados Unidos ou como se, pelo menos, alguns eventos do Livro de Mórmon tivessem acontecido no lugar que hoje em dia é conhecido como Mesoamérica. Francamente, em minhas lições missionárias eu ensinei que as últimas batalhas realmente aconteceram em redor do Monte Cumôra de Nova York; ensinei o que hoje considero ser um dos vários “mitos mórmons” a respeito da assim chamada terra de Cumôra em Nova York. A partir daí, fiquei poderosamente influenciado por alguns dos primeiros escritos a respeito e fotografias e gravuras relacionadas à Mesoamérica  em conexão com O Livro de Mórmon. Na tentativa de colmatar, ou conjugar, o abismo que existe entre os territórios de Nova York e da Mesoamérica, eu nunca poderia explicar com sucesso como os povos do Livro de Mórmon viajaram todo o caminho, desde o México e Guatemala até o Estado de Nova York para travarem suas grandes e últimas batalhas.

Quando retornei da minha missão e assisti aulas sobre O Livro de Mórmon na Brigham Young University, fui desligado da geografia do Livro de Mórmon, porque meu professor ensinou uma geografia “hard-core” através do Modelo Ampulheta de investigação. 

Usando papel e caneta, era esperado de nós que, como estudantes, localizássemos e identificássemos todas as terras  do Livro de Mórmon através do Modelo Ampulheta de investigação, o qual começa com um grande espectro de pesquisa, então focaliza na informação requerida através da metodologia do processo ilustrado pelo pescoço de uma ampulheta, e se expande na pesquisa através de discussão e resultados. Eu nunca poderia fazer isso com sucesso por causa de um bloco de metal colocado na minha mente por meu pensamento pueril: “Isto é estúpido. Se O Livro de Mórmon é verdadeiro, deveríamos ser capazes de localizar suas terras num mapa real do Novo Mundo.”
De uma perspectiva erudita, suponhamos que vamos fazer o melhor que podemos para aceitar os desafios óbvios do Livro de Mórmon para identificar, pelo menos, as localizações primárias onde aconteceram os eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Como devemos proceder com respeito a esse processo?
Abordagens Típicas Usadas Para Localizar as Terras do Livro de Mórmon
Em resposta a essa questão, a maioria dos leitores têm uma tendência natural:
1) Associar tudo no Livro de Mórmon com o Monte Cumôra, localizado no Estado de Nova York.
2) Ler a respeito dos locais no Livro de Mórmon e então tentar encontrar os locais no Novo Mundo adequados às suas percepções desses locais, ou
3) Desenhar um mapa baseado nos indicadores geográficos do Livro de Mórmon e então tentar forçar este mapa nos territórios existentes no Novo Mundo.

De acordo com John Clark, a maioria dos indivíduos tenta identificar um cenário no Novo Mundo para os eventos do Livro de Mórmon “colocando a carroça na frente dos bois”, ou seja, “eles usam cenários do mundo real para ajustar o significado e a leitura do próprio texto.”1 Por exemplo, eles concluem inflexivelmente que o monte no Estado de Nova York onde Joseph Smith foi levado para encontrar as placas douradas do Livro de Mórmon é o mesmo Monte Cumôra do Livro de Mórmon. Depois disso eles tentam fazer com que toda a geografia em redor do Monte Cumôra de Nova York  se encaixe nos locais do mapa que Mórmon apresenta no  Livro de Mórmon. Esta é, aparentemente, a abordagem dos proponentes do Modelo Centro Oeste Norte Americano — começaram no Monte Cumôra em Nova York e então tentaram localizar todas as terras do Livro de Mórmon em relação a este local.
John Clark depois explicou seu pensamento a respeito da “correta” abordagem para identificar o cenário para os eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo da seguinte maneira:

“Tem sido minha experiência que a maioria dos membros da Igreja, quando se deparam com a a geografia do Livro de Mórmon, se preocupam com as coisas erradas. Quase que invariavelmente a primeira questão que levantam é se a geografia se encaixa na arqueologia das áreas propostas. Esta deveria ser a segunda questão. A primeira seria se a geografia se encaixa nos fatos do Livro de Mórmon — uma questão que todos nós podemos responder sem sermos versados em arqueologia americana. Somente depois de um dado geográfico ser reconciliado com todos os detalhes significativos oferecidos pelo Livro de Mórmon, as questões dos detalhes históricos e arqueológicos mereceriam atenção. O Livro de Mórmon deve ser o final e mais importante árbitro na decisão da correção de um determinado dado geográfico; caso contrário, sempre seremos reféns das areias movediças da peritagem.”2
O assunto aqui é: O que Clark quer dizer por “fatos”, ou seja, ele está correto em declarar que a primeira questão deve girar em torno de “se a geografia se encaixa nos fatos do Livro de Mórmon”, entretanto, ele erra quando associa os “fatos do Livro de Mórmon” com específicos geográficos, conforme encontrados no Livro de Mórmon. Eu mantenho minha opinião de que estes fatos não são a espécie de coisas que devem ser usados inicialmente na identificação da localização dos eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Assim o próprio Clark é culpado daquilo que ele mesmo acusa outros aficionados pela geografia de fazer - ou seja, ele coloca a carroça na frente dos bois.
E Sorenson diz o seguinte a respeito do processo:
“O primeiro lugar onde devemos procurar conhecimento do contexto do Livro de Mórmon é no próprio livro... Muitos Santos dos Últimos dias têm examinado as pistas a respeito da geografia do Livro de Mórmon e feito vários mapas mostrando o que eles consideram ser as relações entre as cidades e terras mencionadas... Devemos, de fato, fazer tais mapas—sistematicamente e de maneira compreensível. Toda declaração no volume deve estar recheada de informações relevantes e tudo deve se encaixar sem contradições... Construir um mapa internamente consistente é apenas o primeiro passo. Depois devemos comparar as terras do Livro de Mórmon, rios, montanhas, etc, com lugares reais, local por local... Resumindo, os eventos do Livro de Mórmon permanecerão no limbo geográfico; teríamos apenas um mapa de faz-de-conta.3
No meu ponto de vista, Sorenson está meio certo em sua abordagem, especialmente quando aplica suas palavras à sua própria abordagem para a geografia do Livro de Mórmon, ou seja, ele ignora o fato de que a terra tem o direito de ditar sua própria geografia! Em sua abordagem, cada declaração no Livro de Mórmon está “recheada de informações relevantes”, mas apenas em relação ao seu mapa interno fabricado pelo sistema da ampulheta e não em conexão com a própria terra. Na mente de Sorenson, ele deve considerar-se a última autoridade sobre como um mapa internamente consistente deve se parecer, porque ele não deixa a terra tomar a primeira prioridade em ditar sua própria geografia.

Já identificamos muitos dos lugares do Livro de Mórmon no Novo Mundo; devemos deixar que a própria terra nos ajude com a geografia do Livro de Mórmon.
Falando da abordagem de Clark e Sorenson, Randall Spackman disse: “Com a fervorosa injunção (e liderança) de Clark e Sorenson requerendo de nós focalizar nossa atenção no texto do Livro de Mórmon como o primeiro passo para criar uma geografia realística, o próximo assunto crucial parece ser encontrar todas as passagens de texto nas quais nosso foco deve repousar.”4
Afirmo que, tanto Clark quanto Sorenson, estão equivocados quanto ao primeiro passo de sua abordagem da geografia do Livro de Mórmon, mas confesso que acreditei firmemente e segui seu primeiro passo até que me tornei profundamente envolvido com o assunto ao fazer a segunda edição do livro Exploring the Lands of the Book of Mormon (Explorando as Terras do Livro de Mórmon)5. Nesse ponto, descobri que o primeiro passo de Spackman, focalizando nossa atenção no “texto do Livro de Mórmon” não significa necessariamente que nossa atenção deva estar nas declarações geográficas desse texto.

Se examinarmos as abordagens seguidas pela maioria dos leitores e estudiosos do Livro de Mórmon ao tentarem identificar o território no Novo Mundo onde os eventos aconteceram, descobriremos que eles começam dando o primeiro passo com uma das abordagens abaixo:
1. Leia as declarações geográficas do Livro de Mórmon e então tente encontrar local correspondente em algum lugar no Novo Mundo.
2. Escolha um marco geográfico óbvio, tal como o Monte Cumôra no Estado de Nova York, e então tente associar todos os outros indicadores geográficos do Livro de Mórmon com esta escolha.
3. Desenhe um mapa que presumivelmente reflita os indicadores geográficos do Livro de Mórmon e então tente identificar os territórios correspondentes no Novo Mundo, com base nesse seu mapa.
4. More ou sirva como missionário em alguma área geográfica específica no Novo Mundo, tal como o Peru, e então fique apaixonado por esse território que parece ser o lugar natural para as terras do Livro de Mórmon.

5. Fique desencantado com todos os esforços de encontrar a correta geografia do Livro de Mórmon no Novo Mundo e então proponha um modelo não-ortodoxo e de opinião pessoal, tal como a Malásia ou a Baixa Califórnia, como os lugares dos eventos do livro.
Como observado antes, a segunda opção aparentemente foi seguida pelos proponentes do Modelo Centro Oeste Norte Americano no desenvolvimento de seu modelo de geografia para O Livro de Mórmon, ou seja Rodney Meldrum, Bruce Porter, e Wayne May acreditam que a grande e última batalha dos jareditas, e dos nefitas contra os lamanitas aconteceram num monte em Nova York, o qual hoje chamamos de Monte Cumôra. Portanto, todas as outras terras e locais do Livro de Mórmon devem estar relativamente perto porque é assim que a geografia do Livro de Mórmon deve ser interpretada.
Uma Abordagem Baseada em Critérios para Localizar as Terras do Livro de Mórmon
O ponto principal deste artigo é declarar com coragem e autoridade que todas as abordagens para identificar a geografia do Livro de Mórmon apresentadas acima estão fora do alvo e são incorretas, portanto não são efetivas em seus resultados finais. Francamente, uma razão pela qual temos tanta confusão hoje a respeito da identificação das terras do Livro de Mórmon pode ser atribuída ao primeiro passo seguido pela maioria dos leitores e estudiosos.

Assim, como podemos ir em direção ao primeiro passo no processo de idenficação? Uma declaração de John Sorenson pode vir à mente enquanto tentamos responder a essa questão: “O Livro de Mórmon é a maior autoridade sobre o Livro de Mórmon. Nosso problema é descobrir o que ele está nos dizendo”.6
Concordo que o primeiro passo  ao localizar terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo envolve a verificação do que o próprio livro diz, mas não o que o livro diz a respeito de sua geografia. O que se pode dizer a respeito de outros critérios geográficos que se pode usar em nossa busca para localizar as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo?
Do meu ponto de vista, neste momento podemos ler O Livro de Mórmon e desenvolver uma lista de critérios críticos que não são geográficos e que qualquer território proposto deva satisfazer se for considerado seriamente como um lugar onde aconteceram quaisquer eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo.

Eu proponho quatro critérios não-geográficos a usar com esse propósito:
1. A área deve demonstrar evidências de, pelo menos, uma linguagem escrita de alto nível que foi usada pelos nefitas, lamanitas e mulequitas durante o período do Livro de Mórmon.

2. Esta área deve refletir duas altas civilizações que mostram extensivas evidências de grandes centros populacionais que apresentam contínuas mudanças demográficas, extensivo comércio entre as culturas e guerras quase constantes entre as populações, tudo em harmonia com as datas apresentadas no Livro de Mórmon. Uma dessas civilizações deve preceder à outra por centenas de anos.

3. A datação arqueológica da área proposta deve refletir, através da análise exaustiva de locais e artefatos com radio-carbono, datas que concordem com as datas dadas no Livro de Mórmon.
4. As evidências históricas da região devem fornecer resultados válidos que se encaixem com os costumes e tradições associadas com os povos e datas do Livro de Mórmon.7
Minha tese aqui é que qualquer território proposto como localização das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo deve satisfazer todos os quatro critérios não geográficos. Falha em atender qualquer um dos quatro critérios, deve desqualificar automaticamente qualquer território para futuras considerações.

Observe novamente que nenhum dos critérios acima trabalha especificamente com com a geografia de qualquer território proposto ou com declarações geográficas do Livro de Mórmon. Essa é uma distinção importante entre uma abordagem baseada em crítica que começa com critério não-geográfico e, em geral, todas as outras abordagem usadas pelos leitores e estudiosos do Livro de Mórmon.

Agora compararemos muito brevemente o Modelo Centro Oeste Norte Americano com o Modelo Mesoamericano, pelo meu ponto de vista e conhecimento, em relação aos quatro critérios críticos não-geográficos.
A - PELO MENOS UMA LINGUAGEM ESCRITA DE ALTO NÍVEL:
Modelo Centro Oeste Norte Americano—Nenhuma evidência confiável veio à tona que sugerisse que qualquer linguagem escrita de alto nível tenha sido usada no leste dos Estados Unidos durante a época do Livro de Mórmon, seja nos períodos jaredita, nefita, ou pós-nefita. Os proponentes desse Modelo continuam tentando nos convencer do contrário, mas historiadores de grande reputação confirmam a falta de qualquer linguagem escrita durante os tempos do Livro de Mórmon entre qualquer cultura nativa que tenha vivido na parte continental dos Estados Unidos.8
Modelo Mesoamericano—Epígrafos têm confirmado que a linguagem escrita dos maias durante o período de tempo em que viveram os nefitas, era realmente uma “linguagem escrita de alto nível”. Os comentário de Linda Schele e David Freidel sobre a linguagem escrita dos maias descrevem-na apropriadamente como uma linguagem de alto nível:

“O sistema de linguagem escrita usado para registrar a história antiga dos maias era uma escrita rica e expressiva, capaz de registrar fielmente cada nuance de som, significado e estrutura gramatical da linguagem escrita.”9
Outras linguagens escritas provavelmente foram usadas na Mesoamérica. Por exemplo, de acordo com o historiador William H. Prescott, enquanto Montezuma estava aprisionado por Fernão Cortêz, “deu audiência àqueles de seus súditos que tinham petições a fazer ou assuntos a resolver. A declaração do grupo foi elaborada em pergaminhos com hieróglifos, que foram submetidos a um grupo de conselheiros ou juízes que assistiram-no com seus conselhos nessas ocasiões.”10 A linguagem de alto nível nesta instância, sem dúvida era a Nahuatl. Arqueólogos mesoamericanos agora estão convencidos que os olmecas da Mesoamérica (candidatos lógicos para os jareditas) tinham uma linguagem escrita de alto nível.
B - DUAS GRANDES CIVILIZAÇÕES:
Modelo Centro Oeste Norte Americano—As duas melhores propostas apresentadas pelos proponentes desse Modelo são (apenas?) a cultura de Adena para os jareditas e a tradição de Hopewell para os nefitas; entretanto os jareditas, de acordo com O Livro de Mórmon, viviam principalmente na terra do norte, enquanto que a cultura Adena viveu nos estados de Ohio, Indiana, West Virginia, Kentucky, e partes da Pennsilvania e New York. De acordo com a geografia desse Modelo, baseados nas localização da estreita faixa de terra, os jareditas teriam vivido no Canadá, que não mostra evidências de alta civilização de qualquer tipo. Além disso, a tradição Hopewell não foi realmente uma cultura ou sociedade, mas uma coleção grandemente dispersa de culturas algo relacionadas, que estavam conectadas por rotas de comércio. A maioria dos centros de Hopewell eram meras vilas. As “cidades” de Hopewell mal chegavam a ter vinte mil habitantes, enquanto que as cidades mesoamericanas frequentemente chegavam a cinco ou dez vezes mais essa população. Durante o tempo do Livro de Mórmon, para cada cidade de Hopewell, na parte continental dos Estados Unidos,  mais de setenta e cinco a cem nativos viviam na Mesoamérica. Em outras palavras, a geografia  do Modelo Centro Oeste Norte Americano não mostra evidências tangíveis de uma “ala civilização” em qualquer parte de seu território.

Mapa das culturas arqueológicas de Ohio
A Cultura Adena era uma cultura Pré-Colombiana Nativa Americana que existiu de 1000 a 200 aC, numa época conhecida como o antigo  Período Woodland (Terra da Madeira). A cultura Adena se refere ao que provavelmente foi uma quantidade de sociedades nativas americanas que compartilhavam um complexo de sepultamentos e sistema cerimonial. Os Adenas viveram numa variedade de locais, incluindo os Estados de Ohio, Indiana, Virginia do Oeste, Kentucky, e partes da Pensilvania e Nova York.





Área de Interação Hopewell e expressões locais da Tradição Hopewell, também chamada (incorretamente) de “Cultura Hopewell”, é o termo usado para descrever aspectos comuns dos Nativos Americanos, que floresceram ao longo dos rios no nordeste e centro oeste dos Estados Unidos, de 200 a.C. a 500 d.C. A tradição Hopewell não era uma simples cultura ou sociedade, mas um conjunto de populações relacionadas grandemente dispersas. Eles eram conectados por uma rede de rotas comerciais comuns,[1] conhecida como Sistema Hopewell de Intercâmbio, que na sua sua maior extensão, ia do sudeste dos Estados Unidos para o sudeste da costa Canadense do Lago Ontário. Dentro desta área, as sociedades participavam de comércio de alto grau de intercâmbio com a maior quantidade de atividades ao longo de vias navegáveis. Este Sistema recebia materiais de todos os Estados Unidos. A maioria dos itens negociados eram materiais exóticos e eram recebidos pelo povo que vivia nas maiores áreas de comércio e manufaturas. Estes povos então convertiam os materiais em produtos e os exportavam através de redes de comércio locais e regionais. Os objetos criados por este Sistema se espalhavam para longe e têm sido encontrados em muitos sepulturas no Centro Oeste.[2]


Modelo Mesoamericano—Até o início do Século XX, estudiosos de todos os tipos afirmavam que a etnia-mãe do México, e de todo o Novo Mundo, era a nação Maia. Em 1941, entretanto, o mundo arqueológico foi virado de cabeça para baixo quando arqueólogos anunciaram que uma alta civilização havia sido descoberta, a qual precedia os maias por centenas de anos. Esta civilização, conhecida como Olmeca, data precisamente do período de tempo dos jareditas. Os olmecas viveram na terra ao norte, perto do topo da estreita faixa de terra (o Istmo de Tehuantepec), bem como O Livro de Mórmon requer. Os olmecas e os maias realmente mostram extensivas evidências de grandes centros populacionais, contínuas alterações demográficas, intenso comércio entre as culturas e guerras quase constantes, em harmonia com as datas apresentadas no Livro de Mórmon.
C - DATAÇÃO ARQUEOLÓGICA:
Modelo Centro Oeste Norte Americano: Nesse Modelo, a cultura Adena (Jaredita?) e a tradição Hopewell (Nefita?) se aproximam para dar cumprimento aos requisitos de datação do Livro de Mórmon para os nefitas e jareditas, entretanto, não começam com antecipação suficiente no período de tempo antes de Cristo, nem refletem as datas depois de Cristo, que são bastante tardias. Além disso, a cultura Adena não satisfaz o que deve ser encontrado por via das evidências arqueológicas para os jareditas: eles eram “excessivamente numerosos”: “E aconteceu que julgava com justiça; e estendeu seu reino sobre toda a face da terra, porque o povo se tornara muito numeroso.” (Éter 7:11). Foi-lhes prometido pelo Senhor que “não haverá sobre toda a face da Terra nação maior que a que eu levantarei para mim, de tua semente.” (Éter 1:43).
Modelo Mesoamericano: Nesse Modelo, os olmecas atendem precisamente os requisitos de datação do povo jaredita, e os maias atendem precisamente os requisitos de datação dos nefitas e lamanitas. A relativamente recente designação dos olmecas como a etnia-mãe do México e do Novo Mundo confirma a correlação de datas entre os olmecas e jareditas, e quando consideramos que aproximadamente 90% dos sítios arqueológicos no Novo Mundo datando do período do Livro de Mórmon estão localizados a leste e sudeste (terra do sul) do Istmo de Tehuantepec (estreita faixa de terra), sabemos que algo significativo, associado com a datação do que se relaciona com O Livro de Mórmon, está acontecendo na Mesoamérica.


D - EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS:
Modelo Centro Oeste Norte Americano: A evidência histórica em apoio a este modelo é insignificante em comparação com tais evidências na Mesoamérica; de fato, os primeiros colonizadores e historiadores viram os nativos do leste dos Estados Unidos fundamentalmente como selvagens que eram incapazes de promover uma sociedade civilizada conforme conhecida pelos povos europeus. Bem poucas evidências de importantes costumes e tradições do Livro de Mórmon da parte de seus povos, são encontradas no território desse Modelo.
Modelo Mesoamericano: A evidência histórica da Mesoamérica em apoio ao Livro de Mórmon é quase esmagadora. Esta evidência se reflete repetidamente nos registros de historiadores como Sahagun, Landa, Ixtlilxochitl, Diaz, Prescott, Clavigero, Humboldt, Kingsborough, e muitos outros, bem como em documentos nativos como o Popol Vuh e  o Título dos Senhores de Totonicapan. Aspectos culturais importantes das sociedades mesoamericanas que estão contidas no Livro de Mórmon e que não são encontrados no Modelo Centro Oeste Norte Americano incluem:

  • A prática de sacrifícios humanos,

  • O uso de cimento para construção de edifícios e estradas

  • Uma classe social que envolve reis, sacerdotes, pessoas comuns e escravos

  • Um calendário funcional e sistema de datação

  • Extensiva posse de ouro, prata e objetos preciosos, incluindo pedras

  • A presença de milho como básico e primário da cadeia alimentar

  • Uma sociedade que reflete dualismo (oposição em todas as coisas) em todos os aspectos de sua filosofia, e assim por diante.
Se aplicarmos os quatro critérios críticos não-geográficos a uma parte do Novo Mundo e descobrirmos que o território resultante satisfaz a todos os quatro critérios, podemos em seguida, se formos tão inclinados, testar o território aplicando os critérios críticos geográficos para o território proposto. Este é o segundo passo em minha abordagem de critério crítico, mas não nos é requerido passar a este segundo passo na identificação das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo, sem que por alguma razão decidamos fazê-lo. No segundo passo, o qual devemos desejar dar, podemos investigar indicadores geográficos específicos das terras do Livro de Mórmon, testando nosso proposto local que tenha preenchido os critérios críticos não-geográficos do primeiro passo.
Tomando por base O Livro de Mórmon, como Sorenson diz que devemos fazer, eu gosto de eleger vários critérios críticos geográficos como parte de qualquer análise que faço de propostas terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Ao fazê-lo, eu descobri que o Modelo Centro Oeste Norte Americano falha miseravelmente em satisfazer qualquer dos critérios críticos geográficos a seguir:
1. A configuração geográfica da área deve se parecer com uma ampulheta, como a reflexão de duas massas de terra e um istmo dividindo as duas. A ampulheta deve estar sobre seu lado numa posição horizontal para justificar as direções cardinais nefitas de “norte” e “sul associadas com as duas massas de terra. No Modelo Mesoamericano, o Istmo de Tehuantepec é a estreita faixa de terra da ampulheta. Apenas quando a ampulheta está em seu lado ela funciona efetivamente como um modelo para a geografia mesoamericana.
2. O istmo que divide as duas massas de terra deve ir de norte a sul, deve conter uma estreita passagem no seu istmo, e deve separar uma “terra do norte” de outra “terra do sul”. O Istmo de Tehuantepec satisfaz este critério perfeitamente. Ninguém pode apreciar adequadamente a maneira pela qual Tehuantepec satisfaz este critério até que viaje na moderna estrada através do istmo. Na região do istmo onde as montanhas de Oaxaca e de Chiapas têm suas extremidades, resultando no epítome de uma “passagem estreita” entre a cadeia de montanhas, os viajantes sentem como se quase pudessem alcançar e tocar as montanhas no oeste e no leste, no processo de vivenciar a experiência da natureza de uma “passagem estreita”.

3. A distância através do istmo (estreita passagem de terra) não pode ser um aspecto de qualquer critério porque O Livro de Mórmon não especifica a largura da estreita faixa de terra, ou seja, a distância de um dia e meio de viagem (Alma 22:32—“do mar do leste ao mar do oeste”) e um dia de viagem  (Helamã 4:7—“o mar do oeste até leste”) ambos se relacionam com a linha defensiva da estreita faixa de terra ao invés de distâncias através dessa estreita passagem de terra. No Modelo Mesoamericano, a localização desta linha defensiva é a linha entre  Tonala, nas montanhas a leste, e a vila de Paredon, na costa do Oceano Pacífico.11
4. O território deve conter um rio principal que se origina nas montanhas ao sul, flui para o norte, reflete evidência de extensiva ocupação Pré-clássica perto do rio e termina no mar do norte. Do meu ponto de vista, esse rio é o Rio Grijalva, que flui através da depressão central do estado de Chiapas, México. Além disso, a prova de que o Rio Grijalva é o mesmo Rio Sidon pode ser abordada melhor a partir de uma análise aprofundada da guerra entre Anlicitas e Nefitas, conforme descrita em Alma 2—tudo com relação ao deserto de Hermontes, que inquestionavelmente é o atual deserto de Tehuantepec, nas áreas desérticas de Uxpanapa e Chimalapa.

(Uxpanapa é uma municipalidade que fica a sudoeste do estado de Veracruz (adjacente ao estado de Oaxaca), no México. Faz divisa com os municípios de Jesús Carranza, Hidalgotitlán, Minatitlán, e Las Choapas em Veracruz, bem como com Santa María Chimalapa, em Oaxaca. Tem área de 2.600 km².[1] Sua sede municipal é a cidade de La Chinantla (Poblado Diez), é a maior comunidade, com uma população de 2.579 habitantes (censo de 2005). Outras comunidade significativas na municipalidade inclui as cidades de Helio García Alfaro (Povoado Onze), Río Uxpanapa (Povoador Quatorze), La Horqueta (Povoado Doze), Hermanos Cedillo (Povoado Dois A), e Povoado Cinco. No censo de 2005 INEGI a municipalidade registrou uma população de 24.906 habitantes.[2] A municipalidade contém, no norte, uma extensão de selva tropical ecologicamente sensível, a  Selva Zoque).[3]


5. O território deve conter uma estreita faixa de deserto que corre desde o mar do leste até o mar do oeste, interpretada como uma cordilheira que se estende desde o mar do leste até o mar do oeste. A única cadeia de montanhas em todo o Novo Mundo que corre de leste a oeste e toca o mar no leste e no oeste é a grande montanha de Cuchumatanes e montanhas associadas que vão do Mar do Caribe no leste, até o Oceano Pacífico, no oeste.
Todos Santos, Cuchumatanes e as ruinas de Zaculeu

6. A geografia deve apresentar uma enorme área desértica a leste—uma área desértica que contenha obras defensivas em redor da maioria das cidades conforme descrito em Alma 49. As áreas desérticas de Peten e Belize satisfazem perfeitamente o deserto do leste mencionado no Livro de Mórmon. Esta área fica exatamente a leste do Istmo de Tehuantepec e a proposta terra de Zaraenla, com seu centro ao longo do Rio Grijalva na depressão de Chiapas. Apenas 15% dos sítios arqueológicos nas selvas da planície de Peten e Belize já foram escavadas e os arqueólogos rotineiramente encontram trabalhos de terraplanagem defensivos ao redor das cidades enquanto prosseguem nos seus esforços de escavação.
7. Durante o período do Livro de Mórmon, o território deve ter uma grande e desabitada área desértica a oeste e norte do Rio Sidon e da terra de Zaraenla, e em grande proximidade ao topo e a leste da estreita faixa de terra—como um reflexo do deserto de Hermontes mencionado em 2. Como mencionado no item acima, as áreas desérticas de  Uxpanapa e Chimalapa satisfazem perfeitamente os requerimentos para o deserto de Hermontes. Este grande deserto tem estado desabitado por séculos e ainda funciona como um santuário natural para animais selvagens e pássaros no México.
8. Nas fronteiras leste do Modelo, a geografia deve acomodar um mar a leste e um território associado, com sítios arqueológicos que apresentem evidências de extensiva ocupação Pré-clássica. Claramente, O Livro de Mórmon requer que a cidade de Abundância e várias outras cidades estejam localizadas perto do mar. O único mar que fica a leste na Mesoamérica é o Mar do Caribe. Vários sítios arqueológicos, incluindo a megalópole de  Dzibanche, em Belize, são encontrados na costa leste de Belize e datam precisamente como os locais do Livro de Mórmon, que ficam próximos do mar do leste, como acontecia com a cidade de Abundância.

9. A topografia do território deve suportar a presença de duas proeminentes “terras” que eram as cidades de Néfi (acima), e Zaraenla (abaixo) em aclive. No Livro de Mórmon uma estreita faixa de terra separa a terra de Néfi da terra de Zaraenla .O território superior da cidade da Guatemala satisfaz adequadamente os requerimentos do Livro de Mórmon para a cidade de Néfi, e o território inferior da depressão de Chiapas, no México, satisfaz muito adequadamente os requerimentos para a terra de Zaraenla. Os resultados das escavações da New World Archaeological Foundation (Fundação Arqueológica Novo Mundo, undada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias através da Brigham Young University) na depressão central de Chiapas, parecem estar perdidos entre as estantes da biblioteca Harold B. Lee Library na BYU. Nas formas originais, os relatórios da NWAF apoiam a depressão de Chiapas como a terra de Zaraenla.
10. O território deve demonstrar evidências de grandes civilizações que começaram 2500 a.C., viveram em íntima proximidade do topo do istmo que constitui a estreita passagem de terra, viveram em áreas adjacentes a um deserto desabitado a leste e junto a um monte de considerável tamanho próximo do topo do istmo onde a grande batalha dos jareditas aconteceu. A grande civilização Olmeca, localizada no estado de Veracruz, México, satisfaz plenamente aos requerimentos do Livro de Mórmon para a nação Jaredita. Depois de anos de estudos do Livro de Mórmon, gosto de fazer a seguinte declaração: “Mostre-me onde os jareditas viveram e eu não terei dificuldades em mostrar onde viveram os nefitas e lamanitas”. ”Se os olmecas são os jareditas, podemos facilmente localizar as terras dos nefitas e lamanitas, devido aos indicadores geográficos deixados por Mórmon e Morôni.

Observe que os critérios críticos envolvidos no segundo passo são todos naturais e derivam dos indicadores geográficos do Livro de Mórmon. Os critérios acima são indicativos do critério geográfico, que podem ser identificados quando buscamos por direção no Livro de Mórmon, mas certamente eles não são válidos para todos os critérios críticos geográficos que podem ser relevantes na verificação da localização das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Porque estamos determinando todas as localizações e eventos do Livro de Mórmon através de critérios críticos não-geográficos, podemos, nesse ponto, deixar a geografia do Livro de Mórmon.

Conforme observado, os critérios críticos geográficos são impotentes para documentamos adequadamente os territórios associados com o Modelo Centro Oeste Norte Americano, entretanto, no Modelo Mesoamericano estes critérios geográficos resultam num mapa cujas peças se encaixam como num jogo de  quebra-cabeças.
Sumário
Quando aplicamos a abordagem dos critérios críticos na nossa pesquisa das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo, retiramos de nossa pesquisa qualquer mal estar ou preconceitos pessoais, pelo menos se começarmos com critérios críticos que não são de natureza geográfica e sejam derivados conforme requerido pelos critérios exigidos pelo próprio Livro de Mórmon. Se formos honestos conosco mesmos, seremos capazes de fazer o seguinte resumo como resultado de nossa abordagem crítica:

1.O proposto critério crítico não-geográfico é de natureza genérica e deriva do conteúdo do Livro de Mórmon. Ele não requer que os leitores e pesquisadores comecem a sua pesquisa pelas terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo através de qualquer dos primeiros passos comumente empregados pelos leitores e estudiosos do Livro de Mórmon. O critério crítico não-geográfico nega inequivocamente a abordagem do Modelo Centro Oeste Norte Americano desde o início, com o monte de Nova York e então forçando territórios não realísticos do oeste dos Estados Unidos serem rotulados como terras do Livro de Mórmon.
2. A única linguagem escrita de alto nível documentada que estava em uso durante a época dos nefitas no Livro de Mórmon é a linguagem Maia, da Mesoamérica. Epígrafos agora podem ler quase 90% dos glifos maias que encontram na Mesoamérica. Estudiosos e historiadores de grande reputação concordam que as culturas nativas do oeste dos Estados Unidos durante o período do Livro de Mórmon, tinham uma linguagem escrita de alto nível.

3. Durante o Século XIX e quase toda a primeira metade do Século XX, os estudiosos do mundo todo afirmavam que uma outra etnia do do Continente Americano, inclusive a América do Norte, a América Central e do Sul, eram os maias. Em 1941 esta perspectiva mudou com o anúncio da descoberta da civilização Olmeca. Com a datação de radio-carbono, as datas dos olmecas se encaixaram muito de perto com as datas dos jareditas do Livro de Mórmon. Desse modo, a civilização Olmeca é a única no Novo Mundo que satisfaz todas as exigências para os jareditas, inclusive aquela estipulada pelo próprio Senhor:

“E lá abençoarei a ti e a tua semente; e da tua semente e da semente de teu irmão e daqueles que forem contigo, levantarei para mim uma grande nação. E não haverá sobre toda a face da Terra nação maior que a que eu levantarei para mim, de tua semente. E assim farei contigo, porque me invocaste este longo tempo.” (Éter 1:43-negritos acrecentados).

Além disso, como já visto, os olmecas viveram perto da estreita faixa de terra (Istmo de Tehuantepec), com uma área de deserto desabitada a leste e ao sul da estreita faixa de terra (as regiões desérticas de Uxpanapa e Chimalapa), e com um morro de tamanho considerável perto do topo da estreita faixa de terra (Monte Vigia, Veracruz, México) .12 Nenhuma cultura nativa do leste dos Estados Unidos tem sido considerada pelos reputáveis estudiosos e historiadores como a etnia- mãe do Novo Mundo.
 
4. Apesar de que alguns Modelos que envolvem a datação arqueológica supostamente reflitam o uso do radio-carbono (que coincide com datas do período nefita Pré-clássico), nenhum outro modelo além do Mesoamericano pode identificar uma civilização que se encaixe com as datas do povo jaredita. Quando aceitamos o fato de que quase 90% de todos os sítios arqueológicos que datam do período do Livro de Mórmon estão encontrados na Mesoamérica, começamos a  perceber o impacto da datação por radio-carbono em nos ajudar na identificação das terras do Livro de Mórmon.
5. Evidências históricas que apontam para o Livro de Mórmon são encontradas por todas as Américas, mas em nenhum lugar com um  volume e peso tão grandes quanto aquelas evidências associadas à Mesoamérica. Com respeito a isso, quando os leitores e estudiosos do Livro de Mórmon se familiarizarem com os escritos de historiadores do Novo Mundo tais como Fernando de Alva Ixtlilxochitl, Bernardino de Sahagun, Diego de Landa, Charles Etienne Brasseur de Bourbourg, Francisco Javier Clavijero, Miguel Leon-Portilla, Adrian Recinos, Fray Juan Torquemada, Bernal Diaz, e William H. Prescott, entre outros, eles descobrirão o peso histórico das evidências que ligam as terras da Mesoamérica com as terras do Livro de Mórmon.
6. Os quatro critérios críticos não-geográficos apontam esmagadoramente para a Mesoamérica como cenário dos eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo, até à exclusão de todos os outros modelos para a determinação da geografia do Livro de Mórmon. Falhar em reconhecer este resultado evidencia ignorância da realidade mesoamericana associada com o critério crítico da linguagem escrita de alto nível, das duas altas civilizações, e das evidências arqueológicas e históricas.
7. Os critérios críticos geográficos não precisam ser inicialmente seguidos enquanto leitores e estudiosos se propõem a identificar a localização das terras e eventos do Livro de Mórmon no Novo Mundo, entretanto, uma vez que os critérios não-geográficos apontam para uma área adequada no Novo Mundo onde tenham acontecido os eventos do Livro de Mórmon, os leitores e estudiosos devem ser capazes de reforçar a validade dos critérios críticos não-geográficos  para identificar com relativa precisão tais territórios primários da geografia do Livro de Mórmon tais como a estreita faixa de terra, a estreita passagem, a terra do norte, a terra de Desolação, a terra de Morom, o Monte Sim, o Monte Cumôra ou Ramá, as águas de Ripliâncum, o lugar onde o mar divide a terra, a terra que fica ao norte, o mar do leste, o mar do oeste, o lugar do desembarque de Leí, a terra do sul, o Rio Sidom, a terra de Zaraenla, o deserto de Hermontes, a terra de Mânti, o deserto do leste, a estreita faixa de deserto, a terra de Néfi, as águas de Mórmon, a terra de águas puras, a terra de Abundância, a terra entre muitas águas, etc. Assim como as peças de um grande quebra-cabeças que se encaixam para formar uma imagem inteira, estes territórios geográficos devem se encaixar para montar o mapa de Mórmon das terras do Livro de Mórmon. Neste ponto, a terra deve assumir sua posição de ditar as características originais e incomparáveis do mapa de Mórmon.

8. Quando tratamos racionalmente e consistentemente com assuntos geográficos do Livro de Mórmon como reflexo da investigação de qualquer território proposto através da abordagem de critério crítico, reconheceremos a validade da seguinte declaração:

“Quanto mais sabemos a respeito da geografia do Livro de Mórmon, mais saberemos a respeito do próprio Livro de Mórmon. Do mesmo modo, quanto mais soubermos sobre a Mesoamérica, mais saberemos sobre O Livro de Mórmon. Trabalhando juntos, a geografia do Livro de Mórmon e o território mesoamericano, ajudam a levar os leitores à doutrina do Livro de Mórmon.”
9. Devemos usar critérios críticos não-geográficos para inicialmente determinarmos a localização geral das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo. A geografia geral de uma localidade deve então ajudar a identificar localidades específicas, com a assistência dos critérios críticos geográficos. Critérios geográficos são de importância secundária em comparação com os critérios não-geográficos na ajuda que podem dar aos leitores e estudiosos do Livro de Mórmon ao verificarem inicialmente a localização das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo.

10. Uma vez que tenhamos identificado totalmente as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo através dos critérios não-geográficos, devemos então deixar que a própria terra nos ajude, ditando a geografia do mapa de Mórmon do Livro de Mòrmon. A Mesoamérica satisfaz todas as exigências, tanto dos critérios não-geográficos quanto dos critérios geográficos. Neste ponto o processo é relativamente simples para deixar que a geografia da Mesoamérica nos ajude na identificacão das várias terras, montes, vales, rios, mares, desertos e cidades do Livro de Mórmon.
11. Quando os critérios críticos não-geográficos e os geográficos são aplicados em todos os prováveis territórios candidatos a localizações das terras do Liviro de Mórmon no Novo Mundo, o único território que satisfaz a todas as exigências é a Mesoamérica. Se os leitores e estudiosos do Livro de Mórmon aplicarem objetivamente a abordagem do critério crítico a qualquer região como a localização das terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo e se tornar familiarizado com a Mesoamérica, finalmente concordarão com a validade dessa declaração.
 
12. Devemos aceitar a premissa de que Mórmon tinha razões legítimas para incluir indicadores geográficos em seu resumo. Quando entendemos o conceito dos exemplos e comparações como reflexos nos registros de Mórmon, devemos deixar que a geografia do Livro de Mórmon ajude, nos conduzindo na direção das doutrinas do Livro de Mórmon.
Notas

1. John E. Clark, “Evaluating the Case for a Limited Great Lakes Setting, FARMS Review of Books 14, no. 1 (2002): 58.

2. See John E. Clark, “A Key for Evaluating Nephite Geographies,” FARMS Review of Books 1, no. 1 (1989): 20–70, http://ispartnewsite.farmsresearch.com/publications/review/?vol=1&num=1&... [1] (accessed June 21, 2010); emphasis added.

3. John L. Sorenson, An Ancient American Setting for the Book of Mormon (Salt Lake City: Deseret Book and Provo, UT: Foundation for Ancient Research and Mormon Studies, 1996), 5–6; emphasis added.

4. Ver Randall P. Spackman, Interpreting Book of Mormon Geography, FARMS Review of Books 15, no. 1 (2003): 19–46, http://maxwellinstitute.byu.edu/publications/review/?vol=15&num=1&id=464 [2] (accessed June 21, 2010).

5. Ver Joseph Lovell Allen and Blake Joseph Allen, Exploring the Lands of the Book of Mormon, 2nd ed. (Orem, UT: Book of Mormon Tours and Research Institute, 2008).

6. John L. Sorenson, The Geography of Book of Mormon Events: A Source Book (Provo, UT: Foundation for Ancient Research and Mormon Studies, 1992), 415.

7. Estes quatro critérios são aqueles que foram seguidos intensamente por Joseph Allen e Blake Allen enquanto desenvolviam seu Modelo Mesoamericano para a Geografia do Livro de Mórmon no Novo Mundo. Ver Allen e Allen, Exploring the Lands of the Book of Mormon, para verificar a maneira péla qual usaram os quatro critérios críticos não-geográficos em apoio à Mesoamérica como a localização de todas as terras do Livro de Mórmon no Novo Mundo.

8. Para futuras discuções a respeito da falta de uma linguagem escrita de alto nível no leste dos Estados Unidos durante os tempos do Livro de Mórmon, veja meu artigo  “‘I Write unto All the Ends of the Earth’: The Need for Evidence of a High-Level Written Language in the New World,” no website Book of Mormon Archaeological Forum: www.bmaf.org/node/237 [3].

9. Linda Schele and David Freidel, A Forest of Kings: The Untold Story of the Ancient Maya (New York: William Morrow and Company, 1990), 50.

10. William H. Prescott, History of the Conquest of Mexico (New York: Modern Library, 2001), 470.

11. Ver Allen and Allen, Exploring the Lands of the Book of Mormon, para ler uma completa discrção sobre a proposta localiização das linhas defensivas entre Tonala e Paredon.

12. Para ler um excelente artigo que equaciona a civilização Olmeca com os jareditas, veja Joseph L. Allen, The Jaredites and the Isthmus of Tehuantepec, no Websit Book of Mormon Archaeological Forum: www.bmaf.org/node/236 [4].


Source URL: http://www.bmaf.org/node/317 - Links:
[1] http://ispartnewsite.farmsresearch.com/publications/review/?vol=1&num=1&id=7
[2] http://maxwellinstitute.byu.edu/publications/review/?vol=15&num=1&id=464
[3] http://www.bmaf.org
[4] http://www.bmaf.org/node/236