NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

ARQUEOLOGIA - Primeira Evidência Arqueológica Sobre a Terra de Abundância

 George D. Potter 
www.nephiproject.com

Tradutor Elson Carlos Ferreira - Curitiba/Brasil - 2005

Néfi escreveu: "E chegamos à tera que demos o nome de Abundância, por causa das muitas frutas... (1 Néfi 17:5). Entretanto o biólogo Dr. Thomas Key e outros críticos do Livro de Mórmon têm sugerido que a terra de Abundância nunca existiu no sul da Arábia. Em nosso filme documentário Discovering the Land of Bountiful(Descobrindo a Terra de Abundância) nós provamos que as asserções dos críticos foram postas por terra, porque:
 Hoje a planície costeira de Salalah, em Oman, onde acreditamos que a terra de Abundância esteja localizada, árvores frutíferas são muitíssimo cultivadas, bem como cereais e vegetais; 
  1. Bem antes da visita de Marco Polo a Salalah, ela tem sido descrita nos manuscritos como sendo um jardim paradisíaco;
  2. As tradições orais dessa área, coforme registradas na poesia arábica e nos papiros de Qur'an, contam de um povo da tribo dos Ad, como tendo jardins e comendo frutos de toda espécie (a tribo de Ad dominava Salalah no tempo de Néfi).
A despeito dessas tradições orais, não foi senão mais recentemente que os arqueólogos confirmaram que a planície costeira de Salalah foi uma terra de "muitos frutos" durante a estadia de Néfi no sul da Arábia. Para determinar isto, devemos primeiro entender o que Joseph Smith queria dizer quando usou a palavra "fruto" enquanto traduzia o Livro de Mórmon. De acordo com o dicionário americano de Noah Webster em uso em 1828, a palavra "frutos" significa:
  1. De um modo geral, tudo o que a terra produz para alimento dos animais, ou para vestuário ou proveito. Entre os frutos da terra estão incluídos não somente o milho de todas as espécies, mas também o pasto, algoão, linho, uva, e todas as plantas cultivadas; neste significado abrangente a palavra é geralmente usada no plural;
  2. Num significado mais limitado, a produção da árvore ou planta; a última produção para a propagação das plantas, ou a parte que contém as sementes; como trigo, aveia, centeio, maçã, marmelo, pêra, cereja, melão, etc.
Para Joseph Smith, qualquer planta cultivada poderia significar fruto. O principal arqueólogo trabalhando na Arábia hoje em dia é o norte-americano Dr. Juris Zarins. Em seu recente livro sobre a região de Dhofar, Oman, uma pequena região que inclui a planície costeira de Salalah e seu porto em Khor Rori (o qual acreditamos seja o porto de Néfi), declarou:

"A Revolução Agronômica Neolítica conhecida principalmente por "Crescente Fértil" no  Levante (paízes do Mediterrâneo oriental), também incluía o Oceano Índico. Plantas tais como o sorgo (bicolos), o algodão (Gossypium sp) e o indigo (Indigofera sp.) faziam parte da combinação africana do leste que aparecia no sul da Arária, (incluindo Dhofar) e possivelmente no oeste da Índia, possivelmente em tempos anteriores ao ano 4.000 aC (Zarins 1992)."(1)

A Idade do Ferro é dividida em duas fases: a Idade do Ferro A, desde 1.3000 a 300 aC. viu neste local o surgimento de populações criando bois, cabras, e camelos, bem como cultivando plantas específicas da região de Dhofar, tais como o sorgo, e o algodão mum estilo de vida similar aos povos atuais de Mahra.(2)

As pesquisas do Dr. Zarin foram publicadas em cooperação com o Ministério da Informação de Oman e a Sultan Qaboos University. É recompensador saber que as pesquisas conduzidas em Oman confirmam nossa teoria de que "muitos frutos" existiam onde acreditamos que Leí tenha acampado no século VI antes de Cristo. Nenhum outro local proposto para a terra de Abundância pode apresentar esta evidência de que plantas cultivadas (frutos) existiram por volta do ano 587 BC. Novamente, vemos que o Livro de Mórmon está em perfeita harmonia com a história da Arábia e com a jornada na trilha do Olíbano, que terminou no porto Khor Rori, na planície costeira de Salalah.

Referências:

(1) Juris Zarins, “The Land of Incense,” Archaeology & Cultural Heritage Series, Vol. 1, Trabalho arqueológido em Dhofar, Sultanato de Oman 1990-1995. Projeto do Comitê Nacional para a supervisão da Pesquisa Arqueológica no Sultanato, Ministério da Informação, (Sultanate of Oman: Sultan Qaboos University Publications Al Nahda Printing Press, 2001), p. 60.
(2) Ibid., p. 154