NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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domingo, 27 de junho de 2010

GEOGRAFIA - O Rio Lamã

Alan C. Miner

Step by Step through the Book of Mormon
(Passo a Passo Através do Livro de Mórmon)
A New Candidate in Arabia for the Valley of Lemuel
(Um Novo Candidato na Arábia Para o Vale de Lemuel), de George D. Potter 
Journal of Book of Mormon Studies (Jornal dos Estudos do Livro de Mórmon), FARMS
 Lehi in the Wilderness (Leí no Deserto), de George Potter e Richard Welllington

Tradutor Elson C Ferreira - Curitiba/Brasil
dejerusalemasamericas@gmail.com


"As águas do rio desaguavam na fonte do Mar Vermelho...este rio, continuamente correndo..." 1 Néfi 2:9 

Em Maio de 1995, George Potter e Craig Thorsted estavam procurando por um dos candidatos árabes para o Monte Sinai quando tropeçaram num rio "continuamente correndo" para o Mar Vermelho. Este rio fazia parte de um complexo vale que parecia preencher todos os requisitos para o “Vale de Lemuel”.
Potter e Thorsted primeiro haviam viajado para al-Bad, para explorar os Poços de Jetro, o antigo sacerdote da terra de Midiã. Por sugestão de um oficial da cidade, eles viajaram 20 milhas a oeste em direção à vila de Maqna, onde supostamente estariam localizadas as Águas de Moisés. De acordo com a tradição local, Maqna havia sido o local do primeiro acampamento dos israelitas depois de terem atravessado o Mar Vermelho, no desembocadouro do Golfo de Ácaba, e as Águas de Moisés ficavam onde Moisés havia tocado com seu cajado sobre a rocha e doze fontes jorraram, uma para cada tribo (veja Qur’an 7:160). Entretanto, eles foram ainda dirigidos para outro local doze milhas ao norte.

Oito milhas ao norte de Maqna, Potter e Thorsted descobriram que a terminação norte de uma cadeia de montanhas forçava-os a seguirem através de uma pequena estrada costeira em direção ao norte, acompanhando o Mar Vermelho. Depois de mais quatro milhas eles chegaram a um estreito e magnífico cânion. Eles decidiram subir por este cânion e depois de 3.3/4 de milha, abriu-se um belo oásis com vários poços e três grandes arvoredos de tamareiras. Entretanto, o que mais despertou seu interesse foi o rio que começava no cânion, perto do seu final superior, e desce o “wadi” quase todo o caminho para o mar.
Potter e Thorsted descobriram que o rio no cânior preenche todos os critérios físicos para o Vale de Lemuel e o rio Lamã.

(1) Este vale fica exatamente a mais de 70 milhas (por terra, e não em linha reta) ao sul de Ácaba. Esta distância fica dentro de uma jornada de “três dias no deserto” numa viagem à pé ou de camelo além da extremidade nordeste do Mar Vermelho (1 Néfi 2:5-6).

(2) Se Leí deu um nome ao rio (1 Néfi 2:8) então ele pode não ter sido um grande rio. De outro modo, na quente e seca região do Oriente Próximo, já haveria no lugar um povoado permanente e um nome já haveria sido dado ao rio.

(3) As "águas do rio [Lamã] desaguavam na fonte do Mar Vermelho" (1 Néfi 2:9).

(4) Leí se referiu-se ao rio como “continuamente correndo" (1 Néfi 2:9).

Potter e Thorsted confirmam que depois de terem visitado o vale nos meses de Janeiro, Abril, Maio, Novembro e Dezembro, de depois de alguns colegas o terem visitado em Julho e Agosto, eles observaram que "o volume de água do rio parece constante o ano todo (mesmo apesar de que desde 1995 a 1999 este volume pareça ter diminuído uns 50% devido aos contínuos efeitos do bombeamento de água no vale superior)”.

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