NOSSA MISSÃO

Divulga artigos de pesquisas científicas escritos por cientistas e pesquisadores SUD.s e não SUD.s, profissionais e amadores, a respeito da arqueologia, antropologia, geografia, sociologia, cronologia, história, linguística, genética e outras ciências relacionadas à cultura de “O Livro de Mórmon - Outro Testamento de Jesus Cristo”, uma das quatro obras padrão de “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

O Livro de Mórmon conta a história dos descendentes do povo de Leí, (profeta da casa de Manassés), que saiu de Jerusalém no ano 600 a.C. (pouco antes do Cativeiro Babilônico) e viajou durante 8 anos pelo deserto da Arábia às margens do Mar Vermelho, até chegar na América (após 2 anos de navegação), desembarcando provavelmente em algum lugar da Mesoamérica (região que inclui o sul do México, Guatemala, Belize, El Salvador, Honduras, Nicarágua e parte de Costa Rica), mais precisamente a região vizinha à cidade de Izapa, no sul do México, onde, presumem os estudiosos, tenha sido o local de assentamento da primeira povoação desses colonizadores hebreus .

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

GEOGRAFIA - Contato Transoceânico - Parte 1

T. Michael Smith.
Fonte: AAF Newsletter 64 - 7 de Março de 1996
www.ancientamerica.org

Tradutor Elson Carlos Ferreira, Curitiba/Brasil – Maio/2004

Nesta série de três partes, eu reverei e comentarei o assunto-chave do Contato Transoceânico de uma maneira geral para uma augiência geral. Esta apresentação tocará no assunto da grande antigüidade das viagens pelo mar, a falta de registros dos nativos americanos, a rejeição acadêmica de difusão, a estreita tendência que presentemente flui desta rejeição, e a evidência acumulativa de que esta tendência deve ser abandonada.
Estudiosos da pré história agora sabem que pelo menos a 40.000 e possivelmente 50-60.000 anos atrás, o Homo sapiens deixou a Ásia, cruzou o Pacífico Sul e entrou pela Austrália (Camm 1989:28). Um pesquisador pode considerar essa travessia como resultado de um acidente, talvez algum desafortunado casal aborígene primata australiano agarrados a um tronco e confiando na sorte. Entretanto, é possível também que estas pessoas, e outros do mesmo período, tivessem uma forma mais sofisticada de viajar sobre a água do que apenas agarrar-se ao objeto flutuante que estivesse mais perto, confiando só nos instintos de sobrevivência. Uma balsa ou um barco primitivo pode ter sido usado para facilitar a travessia de rios, as pescarias e as viagens consteiras. Nós não podemos esperar que uma embarcação tão frágil pudesse ter sobrevivido para que a examinássemos e pudéssemos lembrar que a viagem provavelmente aconteceu numa era próxima da idade do gelo na costa das grandes áreas costeiras dos arquipélagos da Ásia e da Indonésia, atualmente submersas, que estiveram expostos durante o período geológido Pleistoceno, quando houve avanço do gelo. Baixos níveis do mar ocorreram por volta de 50.000 e 20.000 B.P., e uma grande cheia ocorreu por volta de 40.000—possivelmente em 50.000 ou em data anterior (Kirk & Thorn 1976). Inundações subsequentes destas áreas também podem ter dado origem a alguma importante dificuldade populacional e de hatitat, particularmente no grande recife de Sunda shelf (Ulock & Power 1989). 

No Novo Mundo nossa primeira grande evidência de viagens de barco é o desenvolvimento do povo Red Paint do período Arcaico da Europa para a América do Norte ao longo da costa Atlântica. Este povo deveria ter barcos para poderem desenvolver seus povoamentos como o fizeram. (NOVA Film: Secrets of the Lost Red Paint People, 1987).

Outras emigrações para a América são evidentes na costa oeste. Por exemplo, o arqueólogo russo Ruslan Vasilevskii (1989) reporta artefatos similares na Asia Arcaica adiante do margem do Pacífico Norte desde o Japão até Oregon. Similarmente, cerâmica idêntica à japanesa tem sido reportada do contexto do sexto milênio antes de Cristo no rio Columbia (Stengar 1989), e cristais semelhantes aos da Ásia foram encontrados no Alasca, do contexto do quinto milênio antes de Cristo (Davies 1989). Cerâmica do Equador foram ligados por Meggers, Evans e Estrada aos povos japoneses de Jamon, num relatório de 1965. A interpretação instantaneamente tornou-se controversa, quase tanto para suas reinvidicações de ser a primeira tradição em cerâmica na América (3600 B.C.) etc. quanto ao ser um fenômeno transoceânico. Tradições anteriores têm sido atualmente encontradas, mas o tema de Jamon e a influência na cerâmica Valdiviana permanece. O debate continua, mas de maneira interessante, um argumento para uma cultura em cerâmica pelo pacífico está surgindo. (Meggers 197 1; 1975; Jett 1991:25)

Grupo de pessoas que usaram botes anteriormente podem existir. Alguns pesquisadores de Paleo-índios sentem que um corredor livre de gelo não era a única rota de migração para as Américas. Eles propõem a hipótese de que pessoas com um conhecimento e uso oceânico, movimentação costeira, e cultura orientada para a praia/terra, entraram no Novo Mundo vindos da Ásia durante um interstício. Teorias a esse favor são escaças mas interessantes evidências etnográficaslocais para apoiar suas hipóteses existem. Estas possibilidades estão causando uma reorientação de alguns planos de pesquisa de Paleoíndios para dirigir a questão de “onde procurar” para a a evidência destes Paleoíndianos em particular (Nova 1987). Todos os Paleoindianos provavelmente não eram caçadores de grandes animais. Uma adapatação de subsistência costeira pode estender-se a um tempo mais adiante do que o período Arcaico.

Abundantes evidências Paleoindianas no Novo Mundo por volta de 15.000 B.P. têm existido por muitas décadas. Uma poucas datas anteriores foram formal e largamente desafiadas e finalmente eliminadas. Naturalmente, a ciência conservadora apoiava o firme material e apontava as inadequabilidades dos materiais recentes de lugares tais como Tule Springs, Lewisville, e Calico. Mais recentemente, novos achados em El Bosque, Nicaragua, Pedra Furada, Brasil, Chile, Pennsylvania, etc. evidenciam que Paleoindianos estiveram aqui bem antes de 15.000 B.P. Neste ponto, ninguém sabe exatamente quão remotamente o registro pode estender-se para trás no tempo no período Pleistoceno. O ano-teto de 15.000 do ambiente acadêmico no período recente mainstream foi quebrado, e novas e excitantes pesquisas estão a caminho.

As eras Páleo e Arcaica não são os únicos períodos a experimentarem uma nova avaliação do contato transoceânico. Especialmente porque não há evidências acumuladas para tal contato em períodos anteriores. Nós destacaremos revelações recentes destes últimos períodos em artigos subsequentes, entretanto, neste material nós vemos que o ano-teto de 15.000 das hipóteses da tradicional subsistência dos povos dos períodos Páleo e Arcaico dogmaticamente sustentadas em alguns setores antropológicos estão passando por ajustes. Evidentemente, a história evolucionária do homem permanece no Velho Mundo, mas avançados e recentes contatos com o Velho Mundo têm tomado lugar. Além do mais, os oceanos obviamente serviram como rotas de viagens para algumas culturas, e um número limitado destes povos provavelmente encontraram seu caminho aqui repetidamente por um longo período de tempo. Pessoas vieram para o hemisfério repetidamente por mar e por terra.

Bibliografia

Camm, J.C., et al, Australian Historical Atlas Faufax, Syme & Weldorn Associates 1989.

Davies, Atlas of Southeast Asia Ulock and Power editors, Macmillan, London 1989.

Jett, Stephen C., "Precolumbian Transoceanic Contacts", The Diffusion Issue, Donald L. Cyr editor, Stonehenge Viewpoint, Santa Barbara, CA 1991.

Kirk, R-L. and A.G. Thorne, The Origin of the Australians Humanities Press, New Jersey, 1976.

Meggers, Betty J., Clifford Evans, and Emilio Estrada, Early Formative Period of Coastal Ecuador: The Valdivia and Machalilla Phases Smithsonian Contributions to Anthropology 1, 1965.

Meggers, Betty J. "Contacts from Asia," The Quest for America, PH Mall Press, London 1971.

"The Trans-Pacific Origin of Mesoamerican Civilization: A Preliminary Review of the Evidence and Its Tbeoretical Implications, "American Anthropologist" 77:1, 1975.

Nova, "Secrets of the Lost Red Paint People," Public Broadcasting Corporation, 1987.

Stengar, Atlas of Southeast Asia Ulock and Power editors, Macmillan, London, 1989.

Ulock, Richard and Gyula Power, Atlas of Southeast Asia, Macmillan, London 1989.

Vaselevskii, Ruslan, Atlas of Southeast Asia, Ulock and Power editors, Macmillan, London,1989